Super-heróis

Mais um Rei Leão, mais um Blade, mais um(a) Thor, mais um Top Gun, mais um Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado. Mais super-heróis, mais super-vilões, mais histórias conhecidas com soluções confortáveis, vinganças catárticas e finais felizes. É difícil não se seduzir pela memória de tempos melhores, eu sei, especialmente quando os tempos são… Bem, estes. Continuar lendo “Super-heróis”

O tiozão mais feliz da balada

E de repente me vi: pés descalços, óculos de plástico verde-limão segurando os cabelos como tiara, tirinhas luminosas nos pulsos em múltiplas cores, boá de plumas cor-de-rosa enrolado no pescoço, saia arrastando no chão sem piedade, braços indo e vindo em movimentos tolos e ritmados. Um sorriso que virava risada, um passinho para cá e outro para lá, uma careta para a foto. Tinha me transformado no tiozão da balada. E o tiozão era o cara mais feliz da balada. Continuar lendo “O tiozão mais feliz da balada”

Menininha

Todo mundo tem uma história vergonhosa da infância. A minha (uma delas) é essa: quando tinha meus 4 ou 5 anos, eu costumava me agarrar ao corrimão na casa da minha avó e chorar descompensadamente, bradando aos sete ventos que eu queria ir à escola de saia, não de calça. Fazia uns 10 graus. Continuar lendo “Menininha”

Pão quentinho

Aqui em casa, não temos campainha. Essa é uma daquelas coisas que eu e o Gabriel dissemos que iríamos consertar assim que nos mudássemos para o apartamento, mas, com o tempo, simplesmente nos acostumamos a viver sem. Afinal, quem é que recebe visitas imprevistas em pleno 2019? Continuar lendo “Pão quentinho”

Versos livres

Tenho colocado poucas palavras no papel. Meus pontos finais andam cada vez mais raros e já não sei o que dizer para a tela em branco, o caderno de bolso ou a parede preta pintada de tinta-lousa. Passei os últimos meses procurando sem sucesso pelo texto que se desmanchava entre sonhos dormidos e acordados, mas talvez procurasse, sem saber, pelos pedaços que se perderam de mim. Continuar lendo “Versos livres”

Quando é preciso desconectar

Longe de mim ser a pessoa que vai dizer que os tempos eram melhores antes da internet. Vivo e respiro nela desde muito cedo e, introvertida que sou, sempre encontrei na rede uma forma mais fácil de conviver do que nas esquinas exaustivas da vida real. Tampouco sou dependente dela, diga-se de passagem: quando ocupada, quase sempre deixo o celular de lado e não me importo em checar notificações até que esteja no caminho de casa – e, se a bateria acaba, dou de ombros sem nenhum trauma. Sério, vocês deviam experimentar.

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Meus favoritos de 2018

Chamem-me de piegas, mas sou daquelas pessoas que aproveitam o período entre dezembro e janeiro para fazer o “balanço” do ano que passou e anotar os projetos, metas e tendências para o ano que vem. Retrospectivas são comigo mesmo e talvez esta seja a única época em que eu realmente vejo sentido em fazer listas. Então, antes de olhar para 2019 com olhos curiosos, quero compartilhar com vocês um pouco do que eu vi, li e descobri em 2018. Vamos?

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Homem-Aranha no Aranhaverso: seis aranhas para a nova geração

Depois de anos de super-heróis amadurecidos, sombrios, metidos em guerras mundiais, grandes dilemas morais ou na subversão tão pós-moderna dos conceitos de bem e mal, a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” chega aos cinemas bem menos pretensiosa, devolvendo o gênero às crianças e lembrando aos adultos que toda aventura começa tão pequena quanto uma picada de aranha num garoto inseguro.

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