Em Chamas: suspense coreano seduz com trama ambígua e cheia de entrelinhas

Há muito pouco fogo no sul-coreano “Em Chamas”. Muito pouco diante das câmeras, quero dizer, porque, por trás delas, pode haver quantas labaredas você quiser imaginar. E é disso que se trata o suspense psicológico de Lee Chang-Dong, longa que representa seu país no Oscar 2019 depois de ter sido indicado à Palma de Ouro e vencido o prêmio da crítica em Cannes: imaginação. Continuar lendo “Em Chamas: suspense coreano seduz com trama ambígua e cheia de entrelinhas”

Bohemian Rhapsody: biografia do Queen joga seguro, mas emociona

Quando as primeiras notas de Another One Bites the Dust vibram no baixo de John Deacon e ressoam pelas caixas de som na sala de cinema, os fãs se arrepiam e uma acalorada discussão chega ao fim. Na tela, Freddie, Roger e May vinham discordando sobre incluir ou não um pouco de Disco no álbum seguinte, mas aquele riff perfeito trouxe suas atenções de volta ao que importava: a música. Sem gêneros, sem promessas, sem padrões, simplesmente a música do Queen. Continuar lendo “Bohemian Rhapsody: biografia do Queen joga seguro, mas emociona”

O Doutrinador: graphic novel brasileira chega aos cinemas pingando sangue

“Serial killer ou justiceiro?”. A frase, que aparece brevemente como a manchete de um jornal fictício no longa “O Doutrinador”, resume bem a questão que se coloca na tela (e nas ruas): afinal, vale tudo no combate à corrupção? Continuar lendo “O Doutrinador: graphic novel brasileira chega aos cinemas pingando sangue”

Halloween: sequência chega aos cinemas tentando atualizar a franquia

Quarenta anos atrás, Jamie Lee Curtis enfrentava pela primeira vez um assassino de máscara com um ódio específico por babás que atacava na noite do Dia das Bruxas. Esse slasher estiloso se chamava “Halloween” e logo se tornaria um fenômeno cult. Desde então, onze filmes e muitas reviravoltas se passaram, mas a história, aparentemente, não acabou. Continuar lendo “Halloween: sequência chega aos cinemas tentando atualizar a franquia”

A Casa Que Jack Construiu – a descida ao inferno por Lars Von Trier

Há mais em comum entre Lars Von Trier e seu mais novo protagonista, o serial killer vivido por Matt Dillon em “A Casa Que Jack Construiu”, do que o próprio cineasta gostaria de admitir. Não que Trier vá sair pelas ruas estrangulando mulheres aleatórias, mas, como seu Jack, ele também pode ter os olhos vendados, de tempos em tempos, pelo próprio narcisismo. Continuar lendo “A Casa Que Jack Construiu – a descida ao inferno por Lars Von Trier”

A Favorita – Lanthimos explora as entranhas sujas do poder em trama real >MostraSP

Sentamos na sala escura. O nome “Yorgos Lanthimos” nos créditos iniciais já anuncia o que vem pela frente: no mínimo, uma sátira surrealista de algum dos aspectos mais mesquinhos da humanidade. No máximo, um teatro nauseante e perturbador inspirado no absurdo de nossas vidas patéticas. O filme é “A Favorita” e saímos todos, como previsto, desconcertados. Continuar lendo “A Favorita – Lanthimos explora as entranhas sujas do poder em trama real >MostraSP”

Culpa: suspense policial cresce e surpreende sem sair de dentro da delegacia >MostraSP

Às vezes, os filmes mais simples podem ser os mais envolventes. Em “Culpa” (Den Skyldige), longa que representará a Dinamarca no Oscar 2019 e que está na seleção da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, toda uma trama de sequestro, assassinato e perseguição é narrada sem que se veja uma única cena da ação. E, ainda assim, vemos em nossas cabeças cada detalhe. Continuar lendo “Culpa: suspense policial cresce e surpreende sem sair de dentro da delegacia >MostraSP”

Estás me matando, Susana – das pequenas violências que se confundem com amor

Eligio (Gael García Bernal) é um canalha. É mesmo. Todos os seus amigos sabem disso, suas amantes sabem disso e sua esposa definitivamente sabe disso. O problema é que ele ainda não sabe disso. Continuar lendo “Estás me matando, Susana – das pequenas violências que se confundem com amor”

Poderia me perdoar? – Melissa McCarthy se vinga do mercado literário em papel bruto e genial >MostraSP

Há muito pouco glamour na vida de um escritor. Até os mais otimistas dos clichês costumam envolver solidão, insegurança e alguma dose de álcool, mas “Poderia me perdoar?” leva a decadência da profissão a outro nível. Ainda assim, é difícil não se apaixonar pela escritora, alcoólatra e criminosa que conduz essa história. Continuar lendo “Poderia me perdoar? – Melissa McCarthy se vinga do mercado literário em papel bruto e genial >MostraSP”

Nasce uma estrela: conto de fadas é atropelado pelo álcool em remake com Gaga e Cooper

Sim, Lady Gaga sabe atuar. E sim, Bradley Cooper sabe cantar. Agora que já concordamos com isso, é hora de ir um pouco além do primeiro impacto de “Nasce Uma Estrela” e pensar sobre tudo o que o filme – quarta versão do musical a chegar aos cinemas – propõe ao público de 2018 entre uma canção e outra. Continuar lendo “Nasce uma estrela: conto de fadas é atropelado pelo álcool em remake com Gaga e Cooper”