Star Trek – Além da Escuridão

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Se J. J. Abrams quis provar alguma coisa com Star Trek – Além da Escuridão, foi que ele conseguiria dar conta de Star Wars VII, a batata-quente da vez. O segundo filme da franquia estelar ganhou a mesma “aura” épica que os filmes de George Lucas sempre tiveram e, como aqueles, será capaz de fazer você sair do cinema com cara de bobo, dando soquinhos no ar ou citando as falas dos personagens.

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Foram quase três meses de ansiedade desde que Bryan Burk veio ao Brasil apresentar à imprensa 28 minutos do novo filme de Abrams. Na ocasião, ele foi mostrado em 2D, com áudio provisório e cortado em momentos centrais para manter o mistério. Agora, todos os segredos foram revelados (e são muitos!), com direito a pipoca, tela IMAX 3D e áudio impecável, na noite chuvosa e engarrafada da última quarta-feira.

Como peguei um assento bem à frente da sala lotada, levei alguns minutos para me acostumar à tela hiper-grande e hiper-perto. Isso prejudicou a primeira (e mais bonita) cena do filme: a perseguição de Kirk (Chris Pine) e Bones (Karl Urban) pelas matas vermelhas de Nibiru, distraindo o povo primitivo do pequeno planeta enquanto Spock (Zachary Quinto) se arrisca num vulcão em erupção, tentando neutralizar a lava. A adrenalina inicial prepara bem os ânimos para o que vem por aí: Spock está entre a vida e a morte, ele mergulha no fogo e precisa fazer escolhas racionais. Até onde ele conseguirá manter o controle?

De volta à Terra, após alguns sermões e discussões sobre regras, Kirk é rebaixado e Spock, transferido. Mas o castigo não dura muito: em minutos, a sede dos arquivos da Frota Estelar é explodida e tem início a verdadeira missão. A Enterprise deverá caçar e matar o fugitivo, mesmo que “matar” esteja fora das regras. Para piorar, o alvo se esconde num planeta dominado pelo povo arqui-inimigo Klingon.

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Como Klingon, não faltam referências (e reverências) ao universo Star Trek: como a “expedição de cinco anos” que a equipe faz em toda a série original ou a complicada viagem no tempo de Spock no primeiro filme. Mais do que puxar “pontas” do filme anterior e abrir brechas para outras sequências, Além da Escuridão encontra seu espaço no vasto universo mítico de Star Trek e acrescenta alguns nós à rede complexa de relações pessoais e intergalácticas que define a série. Por isso, cumpre a tarefa de alçar o filme de volta ao panteão de grandes sagas cinematográficas, com fôlego renovado.

Em Star Trek – Além da Escuridão, a dualidade Spock-Kirk é o clichê a ser quebrado. Não que a dupla não esteja unida – pelo contrário. Mas J.J. Abrams surpreende ao extrair o lado selvagem de Spock e o lado obediente de Kirk, tornando a aventura espacial muito mais tensa e envolvente. A mesma tensão se encontra no vilão, John Harrisson (Benedict Cumberbatch, talvez o melhor em cena ao lado de Quinto), um homem que transita entre a lógica e a emoção com uma facilidade atordoante.

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Humanidades à parte, as cenas de caçadas no espaço, as lutas, a queda de uma nave em Londres e, principalmente, o salto de Kirk e John entre uma nave e outra são de tirar o fôlego (com ou sem o 3D). O resultado é uma homenagem nada nostálgica aos monstros da ficção e da aventura no cinema: de Tron a Star Wars, de Indiana Jones a Robocop. Vocês entenderão o porquê.

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