Crítica: “Goosebumps: Monstros e Arrepios” é diversão à moda antiga para crianças e adultos

Quem cresceu nos anos 90 provavelmente passou, em algum momento, pelos livros ou pelos episódios da série “Goosebumps”, criada por R.L. Stine. Com mais de sessenta títulos publicados, entre eles “O Boneco Assassino”, “O Lobisomem do Pântano da Febre” e “O Abominável Homem das Neves de Pasadena”, Stine é um dos ícones da literatura de horror juvenil e, agora, ganha uma grande homenagem no filme “Goosebumps: Monstros e Arrepios”.

goosebumps

O longa tem direção de Rob Letterman (“Monstros vs Alienígenas”) e traz Jack Black no papel do escritor, com uma interpretação bastante divertida que aposta no “autor recluso e misterioso”, cheio de suas características caras e bocas. Como sempre, Black fica muito mais à vontade entre crianças e adolescentes do que entre seus pares e, por conta disso, a química com o elenco principal funciona muito bem.

“Goosebumps” segue uma fórmula tradicional, como o próprio Stine brinca nos minutos finais: “toda história pode ser dividida em três partes: começo, meio e twist”. O início se dá com a mudança de Zach (Dylan Minnette), um órfão de pai (clichê bem aceitável para o material de origem, dos anos 90) para a casa ao lado de Stine e Hannah (Odeya Rush).

O meio, é quando ele abre um dos livros do vizinho e liberta o Abominável Homem das Neves para as ruas de Madison, Delaware. Isso mesmo: as criaturas inventadas por Stine ganham vida quando seus livros são abertos, por isso ele os mantém trancados e não deixa que ninguém se aproxime da casa, dele ou da filha. Após alguns incidentes, o arrepiante boneco ventríloquo Slappy trata de libertar todos os outros monstros, transformando a cidade num caos.

Quanto ao twist, não cabe revelar, mas adiantamos que o filme reserva algumas surpresas, suficientes para manter o interesse até o minuto final.

O filme vai agradar aos adultos pelo fator “nostalgia”, já que traz à tela alguns dos vilões mais emblemáticos da década retrasada, além do próprio Black, que estrelou comédias sarcásticas como “Escola do Rock” e “Tenacious D”. O roteiro simples, mas inteligente, deve atrair os adolescentes, já que estimula a criatividade sem resolver tudo “fácil demais”. Já para as crianças, não há risco: todas as vítimas são congeladas ou apenas machucadas, sem sinal de sangue ou mortes.

Os monstros, em si, também não são tão assustadores (com exceção do boneco), o que é um ponto positivo (para os pequenos), mas também negativo, já que a razão para que o Lobisomem, por exemplo, não dê medo, é que os efeitos não são tão bons e ele soa falso entre os demais personagens.

“Goosebumps: Monstros e Arrepios” estreia nesta quinta, 22 de outubro, e é uma pedida certa para quem procura diversão à moda antiga (o filme lembra clássicos da Sessão da Tarde, como “Deu a Louca nos Monstros” e “Jumanji”). Ideal para uma sessão em família (a classificação indicativa é de 10 anos).

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

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