O que esperar de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, segundo Colin Trevorrow e J.A. Bayona

Mais um capítulo de “Jurassic World” vem por aí e, desta vez, podemos esperar por mais suspense, mais empatia com os dinossauros e nenhum salto alto em terreno ingrato. Pelo menos, é o que prometem o produtor Colin Trevorrow (que dirigiu o primeiro filme) e o diretor J.A. Bayona, que assume a sequência prevista para estrear em junho de 2018.

O filme mostrará o parque abandonado e afundado em processos legais após os eventos do longa de 2015. Claire (Bryce Dallas Howard) se tornou uma espécie de ativista em defesa dos dinossauros e Owen (Chris Pratt)…. Bem, sobre ele não quiseram nos contar muita coisa durante a coletiva de imprensa que aconteceu em São Paulo na última sexta-feira.

A questão é que, em meio a esses problemas, um vulcão aparentemente resolve entrar em erupção e ameaça extinguir, novamente, as criaturas que a tanto custo foram trazidas de volta à vida. É quando entra em cena o nostálgico personagem Ian Malcolm (Jeff Goldblum), da trilogia original, para colocar na mesa a pergunta que não quer calar: afinal, agora que cometemos o erro de ressuscitar esses animais, será que é nossa responsabilidade zelar por eles ou devemos deixar que a natureza siga o seu curso?

Para o produtor, o filme pode servir de espelho para que pensemos a forma como nos relacionamos com animais. Ao construir seus dinossauros da forma mais realista possível, com movimentos, cores e texturas inspirados em animais reais e mostrando suas relações com os humanos e entre si, Trevorrow e Bayona querem que o público “sinta algo” por essas criaturas. Que compreenda que é possível torcer por elas ou sofrer por elas e que, talvez, reflita sobre a tradição de explorar animais como armas militares, ferramentas ou mero entretenimento.

É claro que, sendo um membro fiel da família Jurassic, essas questões éticas dificilmente tirarão o foco da aventura e do suspense, elementos essenciais da franquia desde 1993. Quanto a isso, Trevorrow revela que escolheu Bayona a dedo, tendo se impressionado com seus filmes “O Orfanato”, “O Impossível” e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”. Experiente em histórias de suspense envolvendo crianças com medo e já com alguma bagagem de CGI e efeitos práticos, Bayona parece mesmo a escolha perfeita para o cargo, e até defende um dos elementos favoritos dos fãs: os animatronics (bonecos robotizados usados em cena, ao invés de criaturas digitais).

“Eu estava obcecado pela interação… Quando alguém toca um dinossauro, você quer ter a impressão de que o ator está realmente tocando algo. Então o fato de termos animatronics ajudou muito, pois a performance do ator fica muito melhor.”

Já sobre a maior polêmica do primeiro filme – o uso de um sapato fino de salto alto pela personagem de Howard para correr pela selva –, Trevorrow garante que isso não se repetirá. “Daquela vez, ela tinha sido pega de surpresa. Claire não sabia que teria que correr de dinossauros e, por isso, não se preparou para isso. Agora, ela está preparada e vai usar umas botas bem maneiras”.

Jurassic World: Reino Ameaçado” chega aos cinemas no dia 21 de junho.

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