Oito mulheres e o mesmo segredo

No sábado passado, fui animadíssima ao cinema assistir à nova versão de “Onze Homens e Um Segredo”, o todo-feminino “Oito Mulheres e Um Segredo”. Digo “nova versão” porque, convenhamos, não é exatamente outra história, tampouco uma continuação… Mas é um filme de assalto com um elenco incrível e, no fim das contas, é isso que a gente quer ver. Então fui lá, feliz da vida, descobrir como a mulherada ia roubar o Met Gala (mesmo que, no fundo, eu soubesse que aquele desfile de vestidos comportados estava bem longe de ser o “Met Gala”).

Tendo revisto o primeiro filme (aquele com George Clooney, não o antigo) recentemente, não pude deixar de notar as semelhanças. Aqui, também começamos numa prisão. Também se faz uma cópia do que será roubado e há um membro da equipe que entra mais tarde. Há um golpe dentro de um golpe, motivado por um ex, e comandando tudo está uma dupla que sabe algo que as outras não sabem.

O saldo da noite foi positivo, como seria qualquer propaganda de perfume com Cate Blanchett e Sandra Bullock (e Anne Hathaway, e Rihanna, e Sarah Paulson, e Helena Bonham Carter, e Mindy Kailing, e Awkwafina, e um toque de James Corden). Mas preciso confessar que voltei para casa um pouco mais incomodada do que empolgada com a coisa toda. Ora, esconder um colar pesado e brilhante no meio dos pratos e torcer para que ninguém veja, sério? Qualquer um dos golpes que a personagem de Bullock dá nos primeiros cinco minutos de filme é melhor do que isso. Mas essa sou eu, revoltada com um detalhe.

A verdade é que apreciei cada minuto do filme (exceto esse, dos pratos) simplesmente porque as atuações são deliciosas. Eu poderia ficar o dia inteiro ouvindo essas mulheres falarem e não me cansaria, mesmo que não me lembrasse de nada do que elas estavam falando – e é mais ou menos esse o ponto. Passada a sessão, o roubo, a vingança e todas as viradas espertinhas terão sido esquecidos em questão de minutos. O que fica são as personagens, inéditas, e a sensação de que gostaríamos de vê-las numa história que fosse mais a cara delas e menos a dos onze homens que vieram antes. Quem sabe numa sequência.

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