Estreias de setembro no streaming e nos cinemas

Cinemas

Novo longa do Universo Marvel, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” estreia no início do mês apenas nos cinemas

2 de setembro
Shang-Chi e a lenda dos dez anéis
O matemático
Bagdá vive em mim
Uma noite de crime – A fronteira
King Kong em Asunción
After – Depois do desencontro
O palhaço, deserto

9 de setembro
Um casal inseparável
O bom doutor
Suk suk – Um amor em segredo
Patrulha Canina – O filme
Cidadãos do mundo
De volta para casa
Por que você não chora?
Danças negras
A última floresta
Maligno

16 de setembro
Los lobos
Aranha
Cry macho – O caminho para a redenção
O jardim secreto de Mariana
Escape room 2 – Tensão máxima
Zimba
Mate ou morra
Filho-mãe
Reação em cadeia

“O Matemático” conta a história real de um jovem judeu polonês que se envolve no desenvolvimento das primeiras bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial

23 de setembro
Oasis Knebworth 1996
Nada é por acaso
A abelhinha Maya – E o ovo dourado
A dona do barato
O silêncio da chuva
No ritmo do coração
A chorona
A garota da moto

30 de setembro
007 – Sem tempo para morrer
Ainbo – A guerreira da Amazônia
A casa sombria
O direito de viver
Meu fim. Seu começo.
DNA
The Georgetown Project
Mar de dentro

Netflix

Quinta temporada do fenômeno espanhol “La Casa de Papel” chega à Netflix no dia 3 de setembro

1º de setembro
The 100 (série – temporada 7)
Kuroko no Basket: Temporada 3 (anime)

2 de setembro
Força-Queer (nova série)
Esticando a festa (filme)

3 de setembro
La Casa de Papel (série – Parte 5, Volume 1)
Quanto vale? (filme)
Tubacão (infantil)
Clube de Mergulho (infantil) 

6 de setembro
Slender man – pesadelo sem rosto (filme)
Inspiration4: Viagem Estelar (série documental)

Boas novas para quem acompanha a série “Brooklyn 99” pela Netflix: a sétima e penúltima temporada (finalmente) estreia em setembro

7 de setembro
Untold: Federer x Fish (documentário)
Kid Cosmic: Temporada 2 (infantil)
Octonautas: Missão Planeta (infantil) 

8 de setembro
The Circle: EUA (série – temporada 3)
Noite adentro (série – temporada 2)
JJ+E (filme)
PJ Masks – Heróis de Pijama: Temporada 3 (infantil)

9 de setembro
Amores brutos (filme)
Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X (documentário)

10 de setembro
Lúcifer (série – temporada 6)
Caça invisível (filme)
Kate (filme)
Nós (filme)
Yowamushi Pedal Grande Road (anime)
Yowamushi Pedal (anime)

12 de setembro
O protetor 2 (filme)

13 de setembro
Brooklyn 99 (série – temporada 7)

14 de setembro
Você Radical – Amnésia (infantil)
A StoryBots Space Adventure (infantil) 

15 de setembro
Mandou bem (série – temporada 6)
Brincando com fogo: América Latina (série – episódios semanais)
Schumacher (documentário)
Noitários de Arrepiar (infantil) 

A terceira temporada da série teen “Sex Education” estreia com 8 episódios cheios de novidades, como nova diretora e novas regras na escola

16 de setembro
Final Space (série – temporada 3)
Meus Heróis Eram Cowboys (documentário)
He-Man e os Mestres do Universo (infantil)

17 de setembro
Sex Education (série – temporada 3)
O pai que move montanhas (filme)
BAC nord: sob pressão (filme)
Tayo and Little Wizards: Temporada 1 (infantil) 

20 de setembro
Superstore: Uma loja de inconveniências (série – temporadas 1 a 5)

21 de setembro
Amor no espectro (série – temporada 2)
Go! Go! Cory Carson: Chrissy Assume a Direção (infantil)

22 de setembro
Cara gente branca (série – volume 4)
Jaguar (nova série)
Confissões de uma garota excluída(filme) 
Intrusion (filme)

23 de setembro
Rainbow High: Parte 2 (infantil)

24 de setembro
Sangue e água (série – temporada 2)
Missa de meia-noite (nova série)
Um ninho para dois (filme)
My Little Pony: Nova Geração (infantil) 

28 de setembro
Attack of the Hollywood Clichés! (documentário)
Ada Batista, cientista (infantil)

29 de setembro
O homem das castanhas (nova série)
Ninguém sai vivo (filme)
Fomos canções (filme)

Belas Artes à la Carte

Com Robin Wright e diretor de “Valsa com Bashir”, “O Congresso Futurista” antecipa questões da atualidade como a digitalização de atores e a obsessão por vidas falsas no mundo do entretenimento

2 de setembro
Brazil: O filme
Complicações do amor
O tempo é uma ilusão
O congresso futurista
Poeta de sete faces
O que é cinema?

9 de setembro
Tigerland – a caminho da guerra
Armadilha do destino
Fogo por sobre a Inglaterra
Quem matou Lady Winsley?
Jorge, um brasileiro

Clássico de Eduardo Coutinho, “Cabra Marcado para Morrer” é um documentário iniciado nos anos 60 e finalizado vinte anos depois, mostrando as consequências da Ditadura Militar na vida de uma família

23 de setembro
Q&A, sem lei, sem justiça
Regras não se aplicam
Fugitivo da guilhotina
Guerra ao terror
Antonio Meneses – câmera e o violoncelo

24 de setembro
Cine Clube Italiano – O último prosecco (gratuito)

30 de setembro
Vítimas do poder
Gangue de ladras
Para sempre e um dia
Crepúsculo do caos
Cabra marcado para morrer

Disney Plus

Cãozinho de “Up – Altas Aventuras” ganha os holofotes com a nova série de curtas “A Vida de Dug”

1º de setembro
A vida de Dug (série de curtas)
Acampados (série – temporada 4)
Wild Argentina (série – temporada 1)

3 de setembro
Happier than ever: uma carta de amor para Los Angeles (filme-concerto)
As aventuras de André e Wally B. (curta)
Tin Toy (curta)

8 de setembro
Doogie Kamealoha: Doutora precoce (nova série)

10 de setembro
SparkShort: Vinte e poucos (curta)

15 de setembro
Amor mio (série – temporadas 1 a 4)
Yukon – plantão veterinário (série – temporada 7)

17 de setembro:
SparkShort: Nona (curta)
O sonho de Red (curta)
Mio fratello Rincorre i dinossauri
Marley e eu
La ola sin fronteras
Tumbas inundadas do Nilo (documentário)
Disney’s Broadway hits at London’s Royal Albert Hall

A cantora Billie Eilish apresenta o filme “Happier than ever”: uma experiência audiovisual construída em torno de seu último álbum, de mesmo nome

22 de setembro
Star Wars Visions (nova série)
Herdeiros da noite (série – temporada 1)
Spidey and his amazing friends (série – temporada 1)
Marvel’s Spider-Man: maximum venom (série – temporada 1)
Gigantosaurus (série – temporada 1)
Zeke e Luther (série – temporadas 1 a 3)
Segredos do fundo do mar (série documental – temporadas 1 e 2)

24 de setembro
Spark Story: Tudo começa com uma ideia (documentário)
Amazônia eterna (documentário)
Robôs

29 de setembro
Mafalda (curtas)
Miraculous: as aventuras de Ladybug (série – temporada 2)
Zorro (série – temporadas 1 e 2)
Nat Geo Lab (série – temporada 2)

Amazon Prime Video

Camila Cabello interpreta a protagonista na nova versão de “Cinderela”, original para a Amazon Prime. O musical tem uma pegada contemporânea, canções pop, e mostra a personagem lutando pelo sonho de se tornar uma grande estilista

1º de setembro
Uma pitada de amor
Mistério na TV: Um assassino em questão
Mais que vencedores

3 de setembro
Cinderela

5 de setembro
Fear the Walking Dead

7 de setembro
Late night

10 de setembro
LuLaRich
The Voyeurs
Viajantes: Instinto e desejo

14 de setembro
Downtown Abbey

15 de setembro
Zumbilândia: Atire duas vezes

Dupla de filmes inspirados no caso Richtofen (“A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”) não chegou a estrear nos cinemas e sairá direto no streaming pela Amazon Prime

15 de setembro
O jogo das chaves

17 de setembro
Everybody’s talking about Jamie
O tempo com você

24 de setembro
Birds of paradise
Goliath
Savage x Fenty show
A menina que matou os pais + O menino que matou meus pais
The courier

Reserva Imovision

Reserva Imovision lança sete filmes do cineasta chinês Ye Lou, incluindo o suspense “Mystery”, que abriu a sessão Un Certain Regard em Cannes em 2012

2 de setembro
Ataque de pânico

3 de setembro – Coleção Ye Lou
Massagem cega
Os amantes do rio
Mystery
Febre de primavera
Palácio do verão
Borboleta púrpura
Amor e dor

9 de setembro
Veredito

10 de setembro – Cinema italiano
Incompreendida
Capital humano
Minha filha
Almoço em agosto

16 de agosto
Andaimes

17 de agosto – Trilogia Paraíso
Paraíso: Amor
Paraíso: Fé
Paraíso: Esperança

Filmes latino-americanos, como o uruguaio “A outra história do mundo”, ganham destaque na programação de setembro

23 de agosto
Love express. O desaparecimento de Walerian Borowczyk

24 de agosto – Visões originais sobre a América Latina para ampliar a sua
Soy Cuba
O último comandante
A outra história do mundo

30 de setembro
A cada momento

Telecine 

Com Jodie Foster, Tahar Rahim e Benedict Cumberbatch, “O Mauritano” foi um dos destaques da temporada pré-Oscar e rendeu a Foster um Globo de Ouro

2 de setembro
A Nuvem Rosa
We Need To Talk About A.I

4 de setembro
2 Corações

5 de setembro
IT: Capítulo Dois

6 de setembro
Esquadrão Tigre

7 de setembro
Perdas e Danos

8 de setembro
Acampamento do Pecado

9 de setembro
Acrimônia – Ela Quer Vingança

11 de setembro
O Mauritano

13 de setembro
É Para o Seu Próprio Bem

14 de setembro
American Pie Apresenta: Meninas ao Ataque

15 de setembro
Um Funeral em Família

19 de setembro
Um Casal Inseparável

20 de setembro
Amor no Dia dos Namorados

22 de setembro
A Cinco Passos de Você

24 de setembro
Feitiço

28 de setembro
Casamento Australiano

30 de setembro
Bem-vindo à Morte Súbita

Cinema Virtual

Em “Mentira nada inocente”, uma estudante finge ter câncer para arrecadar dinheiro e atrair oportunidades

2 de setembro
Amores rebeldes
1942 – a batalha desconhecida

9 de setembro
Quem matou Lady Winsley?
Mentira nada inocente

16 de setembro
A pequena guerreira
O falsificador

23 de setembro
A deusa dos vagalumes
Rainha de espadas

30 de setembro
Sem suspeitas
Entre irmãos

Looke

“O pássaro pintado” narra a jornada de uma criança que, enviada para morar com parentes durante a Segunda Guerra Mundial, decide retornar para casa

2 de setembro
Meu extraordinário verão com Tess
O sapo não lava o pé e muito mais

8 de setembro
SNU – A história de amor que mudou Portugal
Paris Pigalle – o amor é uma festa

15 de setembro
O pássaro pintado
A escolha

22 de setembro
Valan – Vale dos anjos
Com amor, Alasca

29 de setembro
O último rei da Sérvia
Filhos da tempestade

Rádio Jota #05 – Talibã, Matrix e Cowboy Bebop

Olá, queridos ouvintes! Perdoem a demora para trazer este novo episódio a vocês, mas aconteceu que, na mesma semana, me tornei Mestre em Letras e comecei um novo trabalho, então… Aqui estamos, tentando manter a sanidade e os olhos atentos na cultura e no cinema mundial. 

Hoje, vamos falar um pouquinho sobre o caos que tomou conta do Afeganistão nas últimas semanas, ameaçando principalmente as mulheres e seu desenvolvimento na arte e na ciência; vou indicar um filme sobre um lado mais moderno do mundo islâmico, dirigido por mulher, que está estreando nos cinemas; também vou contar pra vocês sobre o novo filme da franquia Matrix que, sim, vai acontecer e já tem até trailer; e sobre a série em live action inspirada no anime Cowboy Bebop, que ganhou suas primeiras imagens. Vamos nessa? 

Bom, o assunto da vez não poderia deixar de ser a tomada de poder no Afeganistão pelo Talibã, que promete afetar diretamente a produção cultural do país e também abala um pouco o resto do mundo ao trazer mais um exemplo claro de que o mundo anda, ao mesmo tempo, uns dois passos para a frente e uns dez para trás. 

Em resumo, o que aconteceu? Bem, o Talibã é um grupo extremista islâmico que atua desde os anos 90 no Oriente Médio e que tem como objetivo construir um Estado que siga uma certa visão do islamismo – uma visão bastante estreita, diga-se de passagem, que envolve o cerceamento de liberdades de pensamento e comportamento, especialmente de mulheres, artistas, jornalistas e acadêmicos. 

“Ah, mas a gente está avaliando com os olhos da sociedade ocidental, liberal, blablabla….” Pode ser. Mas foram eles, por exemplo, que atiraram na cabeça de uma menina de 15 anos em 2012 porque ela queria estudar. Essa era Malala Yousafzai, que sobreviveu, foi viver na Inglaterra, ganhou o Nobel da Paz, se formou em Filosofia, Política e Economia em Oxford e hoje atua no mundo inteiro defendendo o direito de mulheres à educação. Então, quer dizer… Quantos e quantas cientistas, diplomatas, artistas e outras pessoas que poderiam fazer a diferença para o mundo todo não estão sendo perdidas ou podadas por conta de meia dúzia de homem que se acha dono do mundo? Isso, obviamente, não é sobre religião. É sobre poder.

No caso específico do Afeganistão, os Estados Unidos e a OTAN intervieram em 2001 para, supostamente, “salvar” a população do “terrorismo”, começando pela morte de Bin Laden, líder da Al-Qaeda apoiado pelo Talibã. Na época ficou bem claro que havia outros interesses envolvidos, como o petróleo, mas o fato é que as tropas foram ficando e a população viveu um período de avanço em termos de educação, trabalho e direitos humanos, especialmente para as mulheres. Porém, vinte anos se passaram e o atual presidente dos Estados Unidos Joe Biden decidiu que era hora de retirar as tropas porque, para eles, não estava mais valendo a pena. E realmente manter uma situação de exceção como se fosse regra não é ideal pra ninguém. Mas, não deu nem tempo de o exército voltar para casa e o Talibã tomou o país inteiro e ocupou a capital. 

Daí pra frente, foi o horror que vocês devem ter visto nos jornais. Pessoas lotando os aeroportos, se enfiando em aviões do jeito que coube pra fugir do país, pessoas morrendo ao tentar pegar esses aviões… O horror. No campo do cinema, a diretora-geral da Afghan Film, Sahra Karimi, publicou uma carta aberta pedindo ajuda e proteção aos artistas e às mulheres, dizendo que tinha certeza de que iriam banir qualquer manifestação artística, abafar as vozes femininas, e que temia que o cinema afegão estivesse prestes a morrer sob o controle do Talibã. Ela e outra cineasta, Shahrbanoo Sadat, conseguiram sair de lá com a ajuda de outros países.

Vale dizer que alguns porta-vozes do Talibã deram entrevistas afirmando que tinham mudado e que permitiriam, por exemplo, que mulheres estudassem e trabalhassem. Porém, segundo relatos, eles já começaram a mandar para casa mulheres que estavam trabalhando, e a pegar menininhas como “noivas” para os seus soldados. 2021, né, gente, e a pandemia nem é a coisa mais horrível no horizonte.

E pra dar um gostinho do cinema que é feito hoje por mulheres em países islâmicos, vou indicar um filme que eu ainda não vi, mas pretendo, que está estreando nos cinemas. Ele se chama “A Candidata Perfeita” e é da diretora Haifaa Al Mansour – que foi a primeira mulher saudita a dirigir um filme em 2012 com o fofíssimo “O Sonho de Wadjda”. “A Candidata Perfeita” acompanha uma médica que, acidentalmente, se candidata a uma vaga na Secretaria Municipal, e decide abraçar a oportunidade para lutar por condições melhores no trabalho. Nem preciso dizer que o fato de ela ser uma mulher traz alguns obstáculos para a sua carreira como médica, pela dificuldade que ela enfrenta em ser levada a sério pelos colegas homens. Fica a dica pra quem estiver vacinado ver nos cinemas, e pra quem ainda não estiver, ficar de olho porque jajá deve chegar às plataformas para aluguel.

E, já que o assunto é cinema, vamos falar do trailer mais interessante da semana que não foi o do Homem-Aranha, mas sim o do quarto Matrix. Na verdade, só alguns donos de redes de cinemas e jornalistas americanos puderam assistir ao teaser, mas a descrição já está rolando solta na internet e daqui a pouco o vídeo deve aparecer por aí.

Eu revi a trilogia das Wachowskis recentemente e, de fato, o segundo e o terceiro filme são muito piores do que eu lembrava, mas o primeiro ainda tem um lugar especial no meu coração, então, tenho esperanças. O quarto filme se chamará Matrix: Ressurrections e, pelo trailer, parece que Neo e Trinity estão vivendo novamente na Matrix, sem nenhuma memória do que aconteceu, e Neo está fazendo terapia para lidar com uma sensação estranha de que o mundo não é exatamente o que parece. Nada mais 2021 do que um herói-escolhido no divã, né? E, atualizando um pouco mais aqueles questionamentos filosóficos da virada dos anos 2000 com a internet para os dias de hoje, o filme parece trazer uma crítica ao vício em celulares e telas, e talvez trabalhe essa alienação voluntária como a versão 2.1 do Mito da Caverna.

E ,ainda nessa onda de nostalgia, vem aí (finalmente) a versão em live action do anime mais estiloso de todos os tempos, com a melhor trilha sonora de todos os tempos, Cowboy Bebop. A série deve chegar à Netflix em novembro e tem provavelmente o elenco mais questionável, e questionado, entre adaptações recentes. 

John Chu, apesar de ser excelente em tudo o que faz, não é exatamente o que você esperaria de um Spike Spiegel, e  Daniella Pineda, de “Jurassic World”, não parece ter nem um terço da atitude “foda-se o mundo” da Faye Valentine, MAS…. Mustafa Shakir, de Luke Cage, está relativamente convincente nas primeiras imagens como Jet Black, e temos um corgi lindinho fazendo as vezes do cãozinho Ein. 

Ed, a criança andrógina, ainda não foi mostrada e não consta com esse nome no elenco, mas, ainda podemos ser surpreendidos com algum personagem semelhante de nome diferente. As primeiras imagens foram divulgadas nesta semana e só deixaram os fãs com mais dúvidas sobre o potencial desse projeto. A boa notícia é que a compositora Yoko Kanno, que fez a trilha original, retorna para a versão da Netflix. 

Bom ou ruim, aguardamos ansiosamente. Let’s Jam!

É isso por hoje! Se você gostou e quer dar aquele apoio moral, ou tem uma ideia de assunto para discutirmos aqui, mande uma mensagem pelo Instagram @julianavarella (com 2 Ls) ou mande um email para cadernojota@gmail.com. Até a próxima!

A descida é sempre mais fácil

Acabo de terminar uma defesa de mestrado sobre três distopias. Enquanto falo sobre a última, mais contemporânea, noto que o problema central é a coexistência entre diferentes espécies, mais diferentes na ideia do que na prática, e o exercício de poder de uma sobre a outra. A obra defende, poeticamente, a urgência por coletividade, por colaboração, pelo fim de muros inúteis, fronteiras e massacres. 

Estou no campo da ficção, mas a realidade, ultimamente, tem superado em muito o horror do cinema e da literatura. Lá no Oriente Médio, no Afeganistão, dezenas de jornais me informam que o Talibã voltou ao poder. O mesmo Talibã que baleou uma jovem Malala na cabeça, em 2012, no Paquistão, por querer estudar. E agora esse grupo, que usa a religião como desculpa para trancar, estuprar, podar, mandar e assassinar, ocupa Cabul, menos de um mês após a saída das tropas americanas do país. E declara que aquele mundo é seu.

Um mundo em pânico, no caso. Com civis (os mesmos que eles disseram apoiar o golpe, autointitulado um “levante popular”) correndo para aeroportos lotados numa tentativa desesperada de fugir, dependurando-se em aviões sem calcular os riscos. Pelo menos sete morreram assim. Talvez parecesse um destino menos pior do que a perda repentina de todos os seus direitos? Mas afinal, será mesmo que aquele mundo poderia, em questão de dias, regredir séculos para uma realidade pré-capitalista, pré-feminista, pré-globalizada, pré-democrática? Não estamos exagerando…? Ah, mas você já deveria saber que a descida é sempre mais fácil do que a subida.

Aos jornais internacionais, porta-vozes do Talibã tentam evitar o bloqueio de recursos ou uma nova invasão militar adotando um discurso moderado: “Seremos um governo inclusivo”, dizem, cercados por homens e metralhadoras. “As mulheres poderão continuar seus estudos e trabalhar”, prometem, enquanto crescem relatos de soldados invadindo escritórios bancários e mandando essas mesmas mulheres para suas casas, anunciando que os maridos ou outros parentes masculinos tomarão seus lugares. 

Os maridos. Os irmãos. Os pais. Já imaginou perder tudo o que você conquistou com estudo e trabalho, incluindo seu dinheiro e sua identidade, para alguém que você ama? Mas espere, isso soa familiar… Onde foi que você já viu essa cena antes? Sim, você viu. Margaret Atwood também viu, e usou essa imagem para ancorar sua distopia mais famosa. Aquela, que você talvez tenha conhecido pela televisão, ou pelo livro: chama “O Conto da Aia”. 

Rádio Jota #04 – Tanques, mudanças climáticas e mulheres livres

Olá, queridos ouvintes! Estou de volta com mais um Rádio Jota, o programa de variedades culturais do Caderno Jota. Eu sou Juliana Varella, e hoje trago meu novo companheiro de mesa, o microfone Marty Mic Fly! Deem as boas vindas ao Marty. Agradeço ao Douglas Oliveira por ter sugerido esse nome maravilhoso, e vamos às notícias!

Estou gravando este programa numa sexta-feira 13, e não há nada mais horripilante no momento do que a pessoa que ocupa a presidência do país. Pois, na última semana, esse tal senhor apelou, literalmente, para tanques de guerra, numa tentativa desesperada – e fracassada – de demonstrar poder. No mesmo dia da votação da PEC do voto impresso na câmara dos deputados, algumas dezenas de veículos do exército desfilaram em frente ao planalto, coisa que não acontecia desde 1984 assim, fora de datas comemorativas. 

O desfile foi ordenado pelo próprio presidente para entregar a ele um convite para uma cerimônia militar que acontece todos os anos. É o auge do auto-convite, né? E vocês aí achando que café é que é cringe… Mas sigamos. O fato de esse showzinho acontecer no dia da votação certamente não é coincidência: Bolsonaro vem tentando emplacar o voto impresso desde que foi eleito (pelo voto eletrônico), o que só pode ser explicado como 1. Mais uma estratégia para desviar a atenção do que realmente importa, ou 2. Um jeito de tornar mais fácil a manipulação do voto no futuro, ou de levantar a dúvida sobre o principal instrumento da democracia hoje. Pois, mesmo perdendo na câmara, como aconteceu, ele já conseguiu colocar aquele pontinho de interrogação na cabeça de muitos brasileiros.  

Agora, se essa barulheira toda era pra botar medo em alguém… Acho que passou bem longe disso. Um dos tanques que desfilou soltava uma fumaça preta como um carro velho, bem capenga, e o evento virou chacota instantânea na internet. Mas duvido que ele tenha se incomodado com isso: o lema da presidência desde o início tem sido “falem mal, mas falem de mim”, e, mais uma vez, o Brasil está falando dele.  

Enquanto isso, chega hoje a notícia de que o projeto de lançamento no Brasil do filme Marighella, pronto desde 2019 e já exibido em festivais no mundo todo, foi oficialmente cancelado pela Ancine, sob alegação de “desistência” da produtora – no caso a O2. O curioso é que a produtora, segundo a reportagem de Jotabê Medeiros, negou a informação e, portanto, qualquer que tenha sido o motivo para o bloqueio, não foi desistência. Surpresa seria se um governo totalmente militarista apoiasse um filme sobre um líder que se opôs à ditadura militar. O filme estava previsto pra estrear em novembro nos cinemas. 

Continuando no clima de terror, nesta semana a ONU divulgou mais um dos seus relatórios sobre o clima, desta vez estabelecendo um “sinal vermelho” bem claro para a humanidade. Primeiramente, o relatório confirmou que o aquecimento global é culpa nossa – nenhuma novidade aqui – e que um crescimento de um grau e meio em relação à era pré-industrial já é praticamente inevitável, mas pode chegar a dois graus antes de 2050. E isso não significa só um calor insuportável: alguns países insulares correm o risco de desaparecer, ou perder grandes porções, com a elevação do nível do mar. Isso sem contar no aumento de coisas como ciclones, enchentes, secas e outros desastres naturais.

Para evitar o apocalipse, o ideal seria zerar a emissão de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, mas os efeitos ainda demorariam 30 anos pra serem sentidos. Algo me diz que parar de queimar e desmatar florestas também ajudaria bastante.

Voltando pra cultura, porque dei uma desviada aí, vocês lembram da história da Britney Spears, presa numa tutela do pai por 13 anos? Pois é: pra quem não me viu falando disso num dos meus vídeos no Instagram, a Britney foi colocada sob tutela legal do pai quando teve aquele pequeno surto em 2008. Isso colocou todo o seu dinheiro e todos os seus direitos sob o controle do pai, que, desde então, transformou a filha numa máquina de fazer shows em Las Vegas, lucrando rios de dólares, mas negando a ela até mesmo a possibilidade de escolher o próprio advogado. 

Em julho, com a história se tornando pública e amplamente divulgada, ela ganhou o direito de escolher o advogado e, em questão de semanas, seu pai decidiu abandonar voluntariamente a tutela, alegando que não havia base legal nenhuma para retirá-lo à força, mas que ele “quer o bem da filha”. Aham. Milagres da mídia, né? Fica aqui meu boa sorte pra Britney, que vai ter um longo caminho aprendendo a ser dona da própria carreira. E, se for pra ser doidinha, que seja uma doidinha livre!

E, pra fechar com uma dica, hoje eu recomendo pra vocês uma leitura que terminei esses dias: “Afiadas”, de Michelle Dean. O livro tem como subtítulo “as mulheres que fizeram da opinião uma arte”, e é sobre isso que ele fala: são minibiografias de nomes como Norah Ephron, Susan Sontag, Hannah Arendt e Pauline Kael, mulheres que trabalharam como jornalistas, acadêmicas ou roteiristas, ou um pouco de tudo, e que ficaram famosas por terem “opiniões fortes”. 

Bom, a ideia de que qualquer mulher que tenha uma voz pública vai ser considerada “afiada”, de um jeito pejorativo, é abraçada pela autora, que tenta mostrar, no seu livro, como essas autoras eram diferentes entre si. Umas apoiam o movimento feminista quando ele estoura nos anos 60, outras rejeitam; umas escrevem sobre cinema, outras sobre teatro ou literatura; e umas inclusive não se dão bem com as outras. 

Ler essas histórias e me fez querer ler pelo menos um texto de cada uma dessas mulheres, pra ver na prática essa personalidade toda que o livro mostra em cada capítulo. Porém, achei que a autora dá atenção demais às intrigas pessoais fora das redações, de um jeito que acaba reforçando o estereótipo de que mulheres que escrevem são mulheres “difíceis”, que arranjam briga com todo mundo e que estão sempre criticando tudo. É verdade? Provavelmente é. Mas me interessa mais a obra do que a vida delas.  Dito isso, vale muito a leitura, especialmente se você, como eu, é uma mulher tentando se encontrar na crítica e no jornalismo. É bom saber quem foram as divas que abriram caminho pra você.

É isso por hoje! Obrigada a quem me acompanhou até aqui, lembrando que quem quiser enviar uma mensagem ou sugestão, é só me procurar no instagram no @julianavarella ou enviar um email para cadernojota@gmail.com. Até a próxima! 

Estreias do fim de semana – 06/08 a 08/08

Alguém pediu dicas ecléticas para o fim de semana? Pois hoje eu trago sete estreias para absolutamente todos os gostos e bolsos. Tem filme premiado e gratuito pra ver na internet, tem filme-família pra ver no cinema, tem pipocão pra ver no streaming… Tem de tudo.  Vem comigo que eu te mostro!


FILMES E SERVIÇOS

Mortal Kombat | HBO Max

Druk – Mais uma rodada | Telecine

Os sapatinhos vermelhos | Belas Artes à la Carte

Em pedaços | Sesc Digital

Abe | Cinemas

O Esquadrão Suicida | Cinemas

Culpa | Filme Filme


OUTROS LINKS

Crítica de Abe

Crítica de Culpa

Episódio do Cinefilia & Companhia com Culpa

Rádio Jota: Scarlett vs. Disney, incêndio na Cinemateca e Julia Ducournau

Olá, queridos ouvintes! Sejam bem-vindos de volta ao Rádio Jota, o programa de notícias e dicas culturais do Caderno Jota. Se você ainda não conhece o programa, dá uma olhadinha lá no Spotify! Toda semana, tenho dedicado alguns minutinhos a discutir duas ou três notícias culturais, tentando juntar informação e reflexão. Hoje, convido vocês a pensarem comigo dois assuntos quentes: o caso Scarlett vs. Disney; e o incêndio na Cinemateca Brasileira. Pra não perder o costume, também prometo trazer uma dica cultural diferentona, que eu aposto que vocês ainda não conhecem. Vamos lá?

Começando com a bomba hollywoodiana da vez: a atriz Scarlett Johansson, intérprete de Natasha Romanoff, AKA Viúva Negra há 11 anos, abriu um processo contra a Walt Disney alegando quebra de contrato pelo lançamento simultâneo do filme-solo da heroína nos cinemas e no Disney Plus. Desde então, a Disney respondeu menosprezando a acusação, a agência da Scarlett retrucou e a coisa virou uma guerra midiática. Mas vamos por partes.

Você, aí em casa, com seu salário xoxo que mal paga o aluguel, ficou sabendo que a atriz já tinha recebido 20 milhões de dólares pela participação no filme, e ficou revoltado: cara, do quê que ela tá reclamando? E, de fato, se a gente for pensar no salário base de cada um dos Vingadores para os seus primeiros filmes-solo, esse foi, de longe, o mais alto. Robert Downey Jr. ganhou meio milhão para o primeiro Homem de Ferro, Chris Evans cerca de 1 milhão por Capitão América e a Brie Larson, 5 milhões por Capitã Marvel – pelo que foi divulgado na época de cada lançamento. Porém, onde esses atores realmente ganham é com uma espécie de “participação nos lucros”  – eles incluem no acordo uma porcentagem do que o filme arrecadar em ingressos nos cinemas. E é aí que entra o processo da Scarlett.

Se 20 milhões é muita coisa, o que esses atores podem ganhar com a tal participação é coisa de 50, 70 milhões. E, apesar de o filme da Viúva Negra ter feito cerca de 60 milhões no streaming, como divulgado pela própria Disney, esse número não conta no acordo – só a bilheteria dos cinemas. Entendeu o problema? A questão que o processo levanta não é sobre quanto ela ganhou, mas sobre quanto a Disney ganhou e não compartilhou com ela, ao assumir o risco de reduzir o lucro nos cinemas investindo no aplicativo. 

Isso aconteceu num período de pandemia? Sim. Era necessário lançar no streaming? Era. Mas também era necessário negociar a mudança, se o contrato previa algo diferente, especialmente porque essa estratégia pode se tornar permanente depois da pandemia. E o caso não é exclusivo da Scarlett – ela representa muita gente com esse gesto, que, diga-se de passagem, é bastante corajoso. A equipe da Pixar responsável pela animação Luca, por exemplo, também reclamou do lançamento simultâneo, mas não tinha o peso de alguém como ela pra bancar um processo. E a Warner chegou a negociar condições especiais com nomes como Gal Gadot e Patty Jenkins antes de lançar seus filmes na HBO Max, porque sabia que ia dar problema. 

Ou seja? Tem muito mais em jogo aí do que o salário de uma atriz: é a mudança de formatos de distribuição e de relações entre profissionais e estúdios que está sendo negociada.

Agora, vem comigo respirar fundo e passar pro segundo assunto do dia, porque parece que todo programa tem que pegar fogo em alguma coisa por aqui. 

Na última quinta-feira, 29 de julho, um incêndio tomou conta de um dos galpões da Cinemateca Brasileira, como já estava previsto e avisado há pelo menos um ano. Como assim? Bom, em agosto de 2020 a equipe inteira da Cinemateca foi demitida por falta de dinheiro pra pagar os salários – isso, porque a verba de 14 milhões prometida para o ano inteiro simplesmente não tinha sido entregue pelo Governo Federal, e, no ano anterior, só metade disso tinha sido repassado. Ou seja, o espaço que deveria preservar e difundir o cinema brasileiro ficou sobrevivendo por meses com uma equipe sem salário e sem um centavo para fazer o seu trabalho. 

É a velha história: você não precisa ter jogado gasolina e acendido o fósforo pra ser o culpado pelo incêndio. É só mexer os pauzinhos pra tornar impossível qualquer prevenção do estrago que um acervo cheio de material inflamável vai fazer mais cedo ou mais tarde. Era questão de tempo e todo mundo do meio artístico sabia. Mas, no Brasil, não adianta falar: as pessoas só acreditam quando veem o fogo. E olha lá.

A tragédia da Cinemateca, é claro, não vem sozinha. Ela é parte de um processo muito maior de sucateamento da cultura brasileira que só vem piorando nos últimos anos. Coincidência ou não, nesta mesma semana diversos sistemas do CNPq, incluindo a Plataforma Lattes, onde ficam registrados os currículos acadêmicos de basicamente todos os pesquisadores do Brasil, caíram por conta de uma falha técnica. O medo se espalhou rapidinho, porque, se não houvesse backup, as bolsas de pesquisa seriam afetadas; o ingresso em cursos de pós-graduação seria afetado; contratações seriam afetadas, enfim. E a gente sabe que as únicas pessoas que se importariam com isso eram os próprios acadêmicos, o que torna tudo mais doloroso. Felizmente, o CNPq garantiu que tinha backup e que nada foi perdido. E a gente espera que seja verdade.

E eu falo que isso tudo é sucateamento e não problemas pontuais porque é um conjunto de coisas que vão enfraquecendo acadêmicos, artistas, intelectuais, todos aqueles que tendem a ser mais questionadores, pouco a pouco. O próprio CNPq sofreu um corte de orçamento em 2021 que prejudicou o pagamento das bolsas de doutorado, por exemplo. Isso significa que várias pessoas que tiveram suas bolsas aprovadas há meses não receberam nada até agora, e precisam continuar pagando pra trabalhar. As Universidades Federais também tiveram suas verbas cortadas entre 2020 e 2021 ao ponto que algumas, como a UFRJ e a Unifesp, afirmaram que não têm como bancar o retorno às aulas presenciais.

E, falando em incêndios, vocês devem lembrar de outros ícones da cultura brasileira que queimaram recentemente – o Museu Nacional em 2018, o Memorial da América Latina em 2013, o Museu de História Natural em BH em 2020, e o Museu da Língua Portuguesa no finalzinho de 2015. Esse, finalmente, está reabrindo ao público nesta semana e você já pode até reservar seus ingressos pelo site. Pelo menos uma boa notícia, né? Ô museu maravilhoso!

Pra fechar nosso encontro, trago uma dica mucho loka: um curta-metragem chamado “Junior”, da diretora francesa Julia Ducournau. Ducournau foi a vencedora da Palma de Ouro neste ano com seu segundo longa, Titane, e já tinha levado o prêmio da crítica em Cannes com seu filme de estreia, “Raw” – ou Grave. “Junior”, de 2011, é uma produção de 21 minutos sobre uma menina super moleca e bruta, que começa a entrar na puberdade e vê seu corpo se transformando – no caso, bem literalmente. É um filme com elementos fantásticos e grotescos, que tenta quebrar a ideia do feminino como algo delicado, belo ou, principalmente, controlável, algo que ela vai levar para seus filmes seguintes. 

E o interessante de ver esse curta é descobrir que a diretora tem adotado uma persona comum em todos os seus grandes projetos até agora: a adolescente de “Junior” se chama Justine, como a protagonista de Raw e uma das personagens de Titane, e todas são interpretadas pela mesma atriz, Garance Marillier. Ao que parece, Justine é a mulher monstruosa, errada, ameaçadora, do novo cinema monstruoso, errado, ameaçador e brilhante de Ducournau.  O curta “Junior” fica disponível até 21 de agosto no site shortoftheweek.com.

É isso por hoje! Se tiver comentários ou sugestões, não deixe de me procurar no instagram, no @julianavarella, ou mandar um email para cadernojota@gmail.com. Obrigada a você que me acompanhou até aqui e até a próxima!

Abe – diretor brasileiro harmoniza gastronomia, adolescência e conflitos milenares em filme que abraça

Desde que montei minha pequena lista de filmes sobre cozinheiros, novos títulos gastronômicos têm aparecido por todos os lados, como se zombassem do fato de que não esperei uma semaninha ou duas para incluí-los. Sabor da vida, por exemplo, estreou recentemente na Filme Filme, lembrando-me de finalmente vê-lo; Tomates verdes fritos entrou no catálogo do Sesc Digital (até 30/09 aqui); e, agora, Abe chega aos cinemas depois de pelo menos dois anos de espera. Mas a verdade é que fico feliz com tanta abundância – ando percebendo o quanto esse tipo de filme é, intrinsecamente, feel good, e quem não precisa de um pouco de otimismo hoje em dia?

Pois Abe foi uma surpresa deliciosa e já é um dos meus favoritos do ano. Dirigido pelo brasileiro Fernando Grostein Andrade, o filme abraça intensamente a ideia do diálogo entre culturas, e expressa esse encontro por meio da gastronomia. Para contar essa história (doce, mas complexa), ele une as forças do ator americano Noah Schnapp, mais conhecido como o Will de Stranger Things, às do músico e ator brasileiro Seu Jorge.

Schnapp, protagonista e narrador, vive o adolescente Abe, do título. Ou Abraham, ou Ibrahim. É que, apesar de nascido nos Estados Unidos e ser um autêntico nova-iorquino, ele é descendente, de um lado, de judeus-israelenses, e, do outro, de muçulmanos-palestinos: uma verdadeira bomba genética. Seus pais, é fato, são ateus, mas isso não ameniza em nada a tensão que se forma a cada jantar com os parentes – até amplifica. 

Abe, influenciado pela avó recém-falecida, é apaixonado por comida e já se tornou o melhor cozinheiro na casa. Ele narra suas experiências gastronômicas na internet, por meio de uma conta no Instagram, enquanto tenta lidar com as pressões familiares fora da cozinha. Prestes a completar treze anos, o jovem começa a querer experimentar as tradições de seus avós – desde a celebração de um Bar Mitzvah até o desafiador jejum do Ramadã (uma dificuldade para quem gosta tanto de comer). Mas, a cada passo que dá de um lado, o outro se sente insultado. Como pertencer simultaneamente a dois mundos tão hostis um ao outro, sem deixar de se reconhecer, também, como americano?

Com poucos amigos e pais que não compreendem nem seu amor pela cozinha, nem sua curiosidade pelas raízes, Abe encontra no chef Chico (Seu Jorge) um mentor acidental. Alguém capaz de compreender a sensação de deslocamento que ele vive naquele momento. 

Os dois se conhecem durante uma busca de Abe pela receita perfeita de falafel – quando o garoto descobre o acarajé. Pequeno parênteses aqui para quem não está ligando os pontos: o acarajé é uma adaptação do falafel para terras brasileiras, possivelmente criado por escravos muçulmanos que substituíram o grão-de-bico por feijão. No filme, é explicado que palestinos e israelenses também preparam o bolinho de formas distintas – os primeiros adicionando favas, e os segundos, usando apenas grão-de-bico.

O longa pincela pequenas curiosidades como essa a cada cena, convidando o público a pensar a “fusão” como fazem os grandes chefs: como uma soma e não uma divisão. Algo capaz de gerar sabores inéditos, se bem harmonizado. A metáfora pode parecer ingênua, mas há uma sensatez na percepção de que, no final do dia, é na mesa de jantar que se confrontam as ideias, e é dentro de cada casa e cada pequeno núcleo familiar que se constroem os muros e as pontes mais fortes.

O tema, no que diz respeito às feridas mútuas entre Israel e Palestina, é espinhoso, mas ganha um tratamento respeitoso, mesmo que superficial o suficiente para manter o tom leve de um filme-família. Ao invés de negar as diferenças, Abe, como Abe, propõe o diálogo, a reflexão sobre origens e o reconhecimento de experiências comuns – coisa que exige certo conhecimento de História e Antropologia, ou ao menos disposição para aprender um pouco dos dois. E, assim, disfarçado de comfort food, o filme contrabandeia ideias subversivas como essa, e pode até convencer alguém de que religião, olha que heresia, se discute sim, e que estudar História (ou a história da gastronomia, pelo menos) pode mudar o mundo.

Ambicioso para um filminho tão fofo, não?

Estreias do fim de semana (30/07 a 01/08)

O que Shyamalan, Villeneuve e Oliver Stone têm em comum? Os três cineastas têm filmes estreando nos cinemas ou no streaming. Confira essas e outras dicas de filmes para ver neste fim de semana:

Tempo | Cinemas

O novo terror de M. Night Shyamalan, “Tempo”, traz uma família que vai passar as férias numa praia deserta, mas, chegando lá, todos começam a envelhecer rapidamente, vendo anos de suas vidas se esgotarem em questão de horas.

Polytechnique | Mubi

Um dos primeiros filmes de Denis Villeneuve, diretor de “A Chegada” e “Blade Runner 2049”, chega à Mubi neste fim de semana. Rodado em preto e branco, “Polytechnique” relembra o horror de um massacre que ocorreu na Escola Politécnica de Montreal em 1989.

Sem data, sem assinatura | Reserva Imovision

Nesta semana, o Reserva Imovision recebe quatro filmes iranianos, entre eles o aclamado “Sem data, sem assinatura”, de Vahid Jalilvand. O filme tem no centro um médico legista que se envolve num acidente de trânsito e oferece ajuda para um garotinho levemente ferido. Dois dias depois, porém, o menino aparece morto no hospital.

A Garota Desconhecida | Filme Filme

Já a Plataforma Filme Filme traz para o catálogo o drama francês “A Garota Desconhecida”, dos irmãos Dardenne. Adele Haenel interpreta uma médica que fica abalada depois de descobrir que uma mulher que ela não atendera, por chegar fora do horário da clínica, acabou morrendo. Tomada pela culpa, ela investiga a vida da mulher para entender o que aconteceu.

Judas e o messias negro | HBO Max

Estreia no sábado na HBO Max o filme “Judas e o Messias Negro”, vencedor de dois Oscars incluindo o de Melhor Ator Coadjuvante para Daniel Kaluuya. Ele interpreta o líder dos Panteras Negras Fred Hampton, que é traído por um membro do grupo, que atuava como informante para o FBI.

Assassinos por natureza | Belas Artes à la Carte

Escrito por Tarantino e dirigido por Oliver Stone, “Assassinos por natureza”, de 1994, chega ao Belas Artes à la Carte. Nele, Woody Harrelson e Juliette Lewis vivem dois jovens amantes que se tornam assassinos em série depois de terem vivido infâncias traumáticas, e acabam glorificados pela imprensa.

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Gostou? Confira a lista completa de lançamentos de agosto aqui.

Caros Camaradas! – passado escondido pela URSS volta à tona em drama ambíguo

Estreia neste fim de semana nos cinemas o representante russo ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2021, Caros Camaradas!. O longa não chegou à lista definitiva, mas fez parte dos 15 finalistas, e tem chamado atenção especial pelo nome que acompanha seu pôster: Andrei Konchalovsky, cineasta russo relativamente badalado nos anos 80 que, desde então, tem se dedicado a produções mais independentes – com as quais ele diz ter liberdade e não se preocupar com o sucesso comercial (como explicou em entrevista ao The Guardian). Como é bom ter dinheiro sobrando, né? 

Caros Camaradas!, de fato, parece se preocupar mais em estudar um momento histórico – uma greve brutalmente reprimida na cidade de Novocherkassk, em 1962, e mantida em segredo até recentemente – do que em conquistar o espectador. Nós, que só conhecemos uma pequena parte do que foi a União Soviética e suas experiências políticas, embarcamos na expectativa de encontrar, ali, uma narrativa imersiva que ajude a compreender num nível mais visceral as turbulências do período, como o cinema tantas vezes permitiu fazer. Contudo, o que encontramos é algo mais próximo de um livro didático: frio e excessivamente descritivo.

Konchalovsky, é verdade, adota um ponto de vista humano que facilita o percurso – o de uma mulher que é membro de uma espécie de cúpula local do Partido Socialista, mas que acaba sendo pessoalmente afetada pelas escolhas do então Secretário Geral Nikita Kruschev. Essa perspectiva se mostra o elemento mais interessante do filme: Lyuda (Yuliya Vysotskaya, esposa de Konchalovsky) traz uma ambiguidade que impede que a produção possa ser posicionada contra ou a favor de qualquer um dos lados em jogo. Ela abre o filme questionando o governo, mas logo se coloca como crítica ferrenha dos trabalhadores em greve, sugerindo, inclusive, uma repressão mais severa. Sob tudo isso, ela mantém um discurso de exaltação ao falecido Stálin, mas eventualmente questiona suas convicções quando vê que, na vida real, aliados e inimigos não são tão claros quanto na teoria.

Apesar disso, o longa se apoia demais em diálogos informativos, esforçando-se em descrever para o leigo um contexto bastante específico e complexo: o de um governo socialista que encara a insatisfação popular diante do aumento de preços dos alimentos. A crise escancara a hipocrisia de um sistema que se vende como coletivista, mas não consegue dialogar com o povo, e parece desprezar os trabalhadores (generalizados como “bêbados” e arruaceiros). Vê-se, ainda, um atrito entre os interesses do exército e da KGB, além do contraste entre a rebeldia de uma juventude que acredita na democracia e a teimosia de uma geração que lutou, na sua época, por um líder totalitário. 

Cada elemento desse complicado cenário é extensamente explicado, mas não necessariamente mostrado, vivenciado ou sentido. Até mesmo o ponto climático da ação – quando o estado ordena que se usem armas de fogo contra a população – vem com uma frieza mal colocada. No caso, não é o tipo de distanciamento que intensifica a dor, como em certos filmes que sugerem o horror pelo contraste ou pela ausência, mas sim um distanciamento de quem está olhando para o lugar errado, mais preocupado com a mensagem do que com seus personagens. A protagonista, no meio do caos, parece fugir das balas por obrigação, e reage de forma prática e quase robótica diante das mortes de colegas. Consequência do choque? Talvez. Mas falta definição na forma como a sequência toda é mostrada – ou se vai pelo lado da poesia, ou pela brutalidade. O meio do caminho só enfraquece o impacto.

Talvez essa didaticidade e esse distanciamento se devam ao fato de que o roteiro é co-escrito por Elena Kiseleva, uma jornalista que se embrenhou recentemente pelo cinema. O equilíbrio entre descrever e narrar é um desafio antigo da profissão, que frequentemente se esconde por trás do escudo da imparcialidade. No cinema, é preciso quebrar esse escudo ou se perde o espectador.

A perspectiva pessoal, felizmente, vai ganhando mais espaço na segunda parte do filme, quando Lyuda se desgruda do Comitê e parte numa missão paralela para encontrar sua filha, uma adolescente que se identifica mais com os manifestantes do que com a mãe. É especialmente sensível que o primeiro diálogo entre as duas, lá no início, tenha tido como tema um sutiã – Lyuda reprimia a filha por não usá-lo, enquanto essa criticava a mãe por ter um caso com um homem casado. Dos dois lados, estavam julgamentos sobre comportamentos considerados imorais, mas a geração mais jovem já reconhecia a futilidade e a hipocrisia do controle sobre o vestuário, talvez por influência dos movimentos feministas em ascensão na Europa e nos Estados Unidos.

O que está em jogo, portanto, parece ser mais do que a discordância entre políticos e trabalhadores. É a União Soviética pós-stalinista que se vê em crise com os ideais socialistas. Quem protesta traz a mesma insatisfação que as gerações anteriores sentiram com os czares – sinal do fracasso da revolução e do novo modelo –, e adiciona a isso a defesa de liberdades democráticas e individuais que dialogam com um mundo fora dali.

Caros Camaradas!, mesmo que imperfeito, chega aos cinemas em bom momento. Entre tantas palavras, algumas ajudam a jogar luz sobre o tema da violência policial/militar e sobre as atuais discussões acerca de modelos políticos. Em certo momento, por exemplo, debate-se o papel do exército: proteger o povo contra ameaças externas ou proteger o governo contra o povo, como acabou se tornando o padrão em sociedades pouco democráticas (caham…)? Vale pensar, ainda, nas proximidades gritantes entre governos totalitários em sociedades socialistas e capitalistas – no fim, o abuso de poder será uma constante onde quer que se permita a sua concentração. Seja na Rússia, seja na Alemanha, seja no Brasil.

Lançamentos de filmes e séries em agosto

É hora de dar adeus às férias e dar as boas-vindas ao segundo semestre, com um cardápio já bastante extenso de plataformas de streaming (cortesia de um ano e meio de isolamento geral) concorrendo com o retorno progressivo aos cinemas – de preferência com vacina, máscara e certo distanciamento (melhor deixar a pipoca para daqui a alguns meses).

Nesse mês, as opções estão especialmente variadas. De um lado, a nostalgia corre solta com lançamentos como as quatro temporadas de “A família dinossauro”, no Disney Plus; o polêmico e totalmente falso documentário “As faces da morte”, no Belas Artes à la Carte; e todos os filmes da saga “Crepúsculo”, no Starzplay. Do outro, o cinema traz as maiores novidades: um mix de nacionalidades e sabores no filme-família “Abe”; uma aventura de ficção científica ambiciosa em “Caminhos da memória”, com Hugh Jackman; e um drama feminista árabe (dirigido pela primeira cineasta saudita do mundo) em “A candidata perfeita”. E, entre o antigo e o novo, está a nova versão de “O Esquadrão Suicida”, com Margot Robbie reprisando o papel de Arlequina.


Sesc Digital

5 de agosto
As invasões bárbaras
Em pedaços
Fevereiros

“O encouraçado Potemkin”, de Sergei Eisenstein, é um marco na história do cinema por seu uso da montagem na narrativa de uma rebelião de marinheiros às margens da cidade de Odessa

9 de agosto
[CINECLUBINHO]
– Experimenta – A ciência das crianças
– O ninho do corvo
– Emoticones – A felicidade de Karen
– O trompetista
– Astronauta
– Bebê a caminho

12 de agosto
O encouraçado Potemkin
Rockfield – A fazenda do rock
Dê lembrança a todos


Disney Plus

4 de agosto
Pane Elétrica: curtas originais [SÉRIE – Temporada 2]
Me Encontra em Paris [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]
Posso Explicar [SÉRIE – Temporada 1]
Muppet Babies: Hora do Show
Star Wars: Forças do Destino (Curta-metragem) [Temporada 2]
Vampirina Canta Com as Monstrinhas! (Curta-metragem) [Temporada 2]
Lendas da Marvel [SÉRIE – Episódios 10, 11 e 12]

A nova série da Marvel para o Disney Plus será a animação “What If…?”, que coloca os personagens da marca em papéis inesperados

6 de agosto
​​Most Wanted Sharks [DOCUMENTÁRIO]
Sharkcano  [DOCUMENTÁRIO]
What the Shark?  [DOCUMENTÁRIO]
Secrets of the Bull Shark  [DOCUMENTÁRIO]
Meu Nome É Greta [DOCUMENTÁRIO]

11 de agosto
What if…? [SÉRIE]
Operação Big Hero – A Série [SÉRIE – Temporada 3]
Bizaardvark [SÉRIE – Temporadas 1 a 3]

13 de agosto
Star Wars Vintage: A História do Wookie Que Acredita
Star Wars Vintage: Caravana da Coragem
Star Wars Vintage: Ewoks: A Batalha de Endor
A Vida de Cesar Millan [DOCUMENTÁRIO]

Dino, Baby e toda a família Silva Sauro chegam ao streaming neste mês, para matar as saudades dos anos 90

18 de agosto
O mundo dos animais [SÉRIE]
Diário de uma futura presidente [SÉRIE – Temporada 2]
Família Dinossauro [SÉRIE – Temporadas 1 a 4]
Nat Geo Lab [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]

20 de agosto
Quando em Roma
Topa em Junior Express: A qual estação vamos?

25 de agosto
Viúva Negra
Disney Gallery / Star Wars: The Mandalorian [SÉRIE – Temporada 2]
Andi Mack [SÉRIE – Temporada 3]
Star Wars Vintage: Droids [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]
Truques da Mente [SÉRIE – Temporadas 7 e 8]
A Lenda dos Três Caballeros [SÉRIE]

27 de agosto
Chris Hemsworth: Investigando Tubarões [DOCUMENTÁRIO]


Netflix

1 de agosto
Chico: Artista brasileiro
Star Trek
Masha e o Urso [SÉRIE – Temporada 4]
Show Dogs: O Agente Canino
Darwin’s Game

Sandrah Oh estrela a série “The Chair”, sobre uma mulher que se torna a primeira não-caucasiana a assumir a direção de uma universidade

2 de agosto
Como hackear seu chefe

3 de agosto
Top Secret: OVNIs
Pray Away
Shiny Flakes: drogas online

4 de agosto
Control Z [SÉRIE – Temporada 2]
Cozinhando com Paris Hilton [SÉRIE]
1976: Entre o amor e a revolução
Pompeia
Jobs
Cocaine Cowboys: the kings of Miami

6 de agosto
Hit & run [SÉRIE]
As nove emoções [SÉRIE]
A jornada de Vivo
A nuvem
Duas rainhas

Tathi Lopes e Larissa Manoela interpretam melhores amigas que decidem viajar juntas para fora do país na comédia nacional “Diários de intercâmbio”

8 de agosto
Chorão: Marginal Alado
Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas

9 de agosto
Shaman king

10 de agosto
O Souvenir
Untold: Briga na NBA
A Casa Mágica da Gabby [SÉRIE – Temporada 2]

11 de agosto
A barraca do beijo 3

12 de agosto
AlRawabi School For Girls [SÉRIE]
Lokillo: o novo normal
Monster Hunter: Legends of the Guild

13 de agosto
Valéria [SÉRIE – Temporada 2]
Desaparecido para sempre [SÉRIE]
Vosso Reino [SÉRIE]
Beckett
Velozes & Furiosos: espiões do asfalto

O terceiro filme da bem-sucedida franquia “A Barraca do Beijo” estreia em agosto na Netflix

15 de agosto
O Clube das Winx [SÉRIE – Temporada 7]
Bunny Girl Senpai [SÉRIE – Temporada 1]

17 de agosto
Untold: Pacto com o diabo
Go! Go! Cory Carson [SÉRIE – Temporada 5]

18 de agosto
Demais pra mim
Diários de intercâmbio

20 de agosto
The Chair [SÉRIE]
Todo va a estar bien [SÉRIE]
Justiça em família
The Loud House: O Filme

22 de agosto
Bravura Indômita

23 de agosto
The Witcher: Lenda do Lobo

24 de agosto
Untold: Caitlyn Jenner
Bebê Oggy

Com Tanner Buchanan, de “Cobra Kai”, a comédia romântica “Ele é demais” inverte a premissa do clássico teen “Ela é demais”, mostrando um garoto pouco popular que é transformado no “rei da formatura” por uma influencer digital

25 de agosto
Clickbait [SÉRIE]
Post mortem: ninguém morre em Skarnes [SÉRIE]
A Saída [SÉRIE]
João de Deus – Cura e crime

26 de agosto
Reunião de Família [SÉRIE – Parte 4]
EDENS ZERO

27 de agosto
Tiltletown High [SÉRIE]
Ele é demais
O quinto set
Ride on time [SÉRIE – Temporada 3]
Eu ♡ Arlo

31 de agosto
A magia do dia-a-dia com Marie Kondo [SÉRIE]
Good Girls [SÉRIE – Temporada 4]
John DeLorean: visionário ou vigarista?
Untold: Crime e infrações


Belas Artes à la Carte

5 de agosto
O poder de um jovem
Samy e eu
Os sapatinhos vermelhos
A coletora de impostos
Soledade, a bagaceira

Cultuado nos anos 80 por ter sido “banido em 46 países”, “Faces da Morte” reúne imagens chocantes de mortes, acidentes e mutilações – e enganou muita gente por décadas, vendendo a ideia de que tudo ali era real.

12 de agosto
As faces da morte
O pássaro com plumas de cristal
O chicote e o corpo
Repulsa ao sexo
Fábio Leão – entre o crime e o ringue

19 de agosto
Cobb, a lenda
Duas ou três coisas que eu sei delas
A arte da felicidade
O processo do desejo
Muda Brasil

26 de agosto
O lado bom da vida
Fonte da vida
O destino bate à sua porta
Esse mundo é dos loucos
Os senhores da terra

O cinema paraibano é tema de mostra especial no Belas Artes à la Carte em agosto. Na foto, “Seu amor de volta”, de Bertrand Lira

Mostra “O novíssimo cinema da Paraíba” *Gratuito para assinantes e não-assinantes
5 a 18 de agosto
A república das selvas
Sol alegria
Ambiente familiar
Beiço de estrada
Jackson – Na batida do Pandeiro
Rebento
Seu amor de volta (mesmo que ele não queira)
+ Curtas e debates – informações aqui

Mostra Ecofalante de Cinema *Gratuito para assinantes e não-assinantes
11 de agosto a 14 de setembro
Programação completa aqui

Cine Clube Italiano *Gratuito para assinantes e não-assinantes
27 de agosto
Gangue de ladras


Telecine

2 de agosto
Agentes Vanguard
Dança fatal

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2021, o dinamarquês “Druk – mais uma rodada” discute os benefícios e malefícios do álcool com ousadia

3 de agosto
Aliens roubaram meu corpo

5 de agosto
Druk – mais uma rodada

6 de agosto
Sozinha

7 de agosto
Milagre na cela 7

10 de agosto
Missão cupido

12 de agosto
Dias melhores

Representante de Hong Kong no Oscar 2021, “Dias Melhores” acompanha uma jovem que tenta se concentrar em seus exames escolares e planejar para o futuro, enquanto lida com bullying e problemas familiares

13 de agosto
Você deveria ter partido

14 de agosto
Synchronic

15 de agosto
L.O.C.A.

16 de agosto
Por um corredor escuro

17 de agosto
Amigas de sorte

18 de agosto
Jiu-Jitsu

19 de agosto
Quo Vadis, Aida?

Também indicado ao Oscar, “Quo Vadis, Aida?” mostra os horrores da Guerra da Bósnia pela perspectiva de uma tradutora da ONU

21 de agosto
The Box – No ritmo do coração

23 de agosto
A nossa canção de amor

27 de agosto
Willy’s Wonderland: Parque maldito

28 de agosto
Não olhe

29 de agosto
Pânico nas alturas


Amazon Prime Video

6 de agosto
Cruel Summer [SÉRIE – Temporada 1]
Val

A nova série “Nove estranhos” (“Nine perfect strangers”) acompanha nove pessoas que se hospedam num resort de luxo sob a promessa de cura e bem-estar, mas encontram algo bem diferente do que esperavam

13 de agosto
Modern Love [SÉRIE – Temporada 2]
Evangelion: 3.0+1.01 Thrice upon a time
Evangelion: 1.11 Você (não) está só
Evangelion: 2.22 Você (não) pode avançar
Evangelion: 3.33 You can (not) redo

15 de agosto
Angry Birds 2 – O Filme

20 de agosto
Nove desconhecidos [SÉRIE – Temporada 1]
Isolados: medo invisível
Safer at home

27 de agosto
Kevin can f*** himself [SÉRIE – Temporada 1]

29 de agosto
Mr. Robot: sociedade hacker [SÉRIE – Temporada 4]


Reserva Imovision

5 de agosto
A balsa

6 de agosto – Documentários
Mais que mel
Lumière: A aventura começa
Jean-Michel Basquiat: a criança radiante
Bergman: 100 anos

Quatro filmes da cineasta francesa Claire Denis entram para o catálogo do Reserva, incluindo o drama “Nenette e Boni”, sobre irmãos que vão viver juntos temporariamente

12 de agosto
Me leve para algum lugar legal

13 de agosto – Coleção Claire Denis
O intruso
Nenette e Boni
Chocolate
Bastardos

19 de agosto
Jumpman

20 de agosto – O primeiro filme de sucesso
Amor à primeira briga
Sem deus
Lucky

26 de agosto
O rio

27 de agosto – Filmes LGBTQIA+
O confeiteiro
Conquistar, amar e viver intensamente
O círculo


Cinema Virtual

5 de agosto
Uma mulher contra um país
Tocados pelo sol

O cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder é o foco do documentário “Fassbinder: ascensão e queda de um gênio”, em cartaz a partir de 26 de agosto no Cinema Virtual

12 de agosto
Apenas nós
No fio da navalha

19 de agosto
A vida sem você
100 Dias de resistência

26 de agosto
Fassbinder: ascensão e queda de um gênio
O lado engraçado da vida


Looke (Vídeo Club)

4 de agosto
O doador de memórias
Renascida das trevas
A lei do mais valente

Baseado em graphic novel francesa, “O expresso do amanhã” mostra uma rebelião dentro de um trem cujos vagões simulam classes sociais, num futuro distópico e gelado

11 de agosto
O terremoto de Spitak
Expresso do amanhã

18 de agosto
O prisioneiro

25 de agosto
O garoto do leito 6
Sem perdão


Paramount Plus

1 de agosto
Goosebumps: monstros e arrepios

11 de agosto
Infinite

18 de agosto
Behind the music [SÉRIE DOCUMENTAL]


Starzplay

1 de agosto
Jumanji: Bem-vindo à selva
Adrenalina

3 de agosto
La La Land

A saga “Crepúsculo”, inspirada nos livros de Stephenie Meyer, chega completa ao Starzplay no mesmo dia: 15 de agosto

15 de agosto
Heels [SÉRIE]
Crepúsculo
A Saga Crepúsculo: Lua Nova
A Saga Crepúsculo: Eclipse
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2


Cinemas

5 de agosto
O diabo branco
Abe
O esquadrão suicida
Mangueira em 2 tempos
Doutor Gama
Piedade
Que mal eu fiz a Deus? 2

“Abe”, com Noah Schnapp (“Stranger Things”) e Seu Jorge, tem direção brasileira e conta a deliciosa história de um adolescente de família meio-palestina, meio-israelense, que vive em Nova York e ama cozinhar

12 de agosto
Jogo do Poder
O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família
Ema
O labirinto
Cavalo
O homem nas trevas 2
O empregado e o patrão
Luana Muniz – filha da lua
Ela e eu
Dois + Dois
Águas selvagens
Shadow

Escrito e dirigido pela co-criadora de “Westworld”, Lisa Joy, “Caminhos da Memória” traz Hugh Jackman como um investigador que usa uma tecnologia futurista para mergulhar em memórias e descobrir o que se esconde no passado

19 de agosto
Caminhos da memória
Nunca mais nevará
Free Guy – assumindo o controle
Eternos companheiros
Uma noite de crime – a fronteira
Heróis do fogo
G.I. Joe Origens – Snake Eyes

Em “A candidata perfeita”, uma médica saudita se candidata a um cargo político na Secretaria Municipal para melhorar as condições de trabalho para si e seus colegas

26 de agosto
Infiltrado
Lamento
Eternos companheiros
A candidata perfeita
Homem onça
Edifício Gagarine
Pedro Coelho 2 – O fugitivo
Intervenção
A lenda de Candyman
Escape Room 2 – tensão máxima
A candidata perfeita