“Custódia”: drama francês discute violência na separação

Mais um sucesso da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do ano passado está chegando aos cinemas para sua rodada no circuito comercial. “Custódia”, drama francês sobre um casal que briga pela guarda do filho mais novo, foi um dos grandes títulos que, ao lado de “Sem Amor” e “O Vale das Sombras”, fez daquela a Mostra das crianças perdidas. Continuar lendo ““Custódia”: drama francês discute violência na separação”

Zumbis à la française

Pessoas comendo pessoas, mortas mas ainda andando pelos cantos, sofrendo espasmos involuntários e caçando como se respondessem a instintos de algum outro animal que não o humano. São zumbis, sem dúvida, que cercam o introvertido músico Sam (Anders Danielsen Lie) no longa de estreia de Dominique Rocher, “A Noite Devorou o Mundo”. Mas não é dos zumbis que ele foge.

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Auto-estima poderosa

Filmes de comédia adoram bater a cabeça de seus protagonistas para colocá-los em situações fantásticas. Em “Sexy por Acidente”, longa que estreia no dia 28 de junho, é a vez de Renee (Amy Schumer) levar um tombo e acordar transformada: ao invés da garota comum, de rosto redondo e vermelho que ela vê todos os dias, o espelho passa a refletir uma mulher perfeita, “inegavelmente bonita”, como ela sempre sonhou em ser.

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De volta ao mundo dos dinossauros

Por mais que Hollywood diga o contrário, poucos filmes nascem com a vocação para se tornarem franquias. Desses poucos, os melhores provavelmente vieram da mente de Steven Spielberg. Nesta quinta (21), estreia oficialmente (depois de uma semana de pré-estreias) o quinto longa de sua famosa saga jurássica, “Jurassic World – Reino Ameaçado”. Um filme que vem provar, em meio a um mar de sequências desnecessárias, que um universo bem construído pode render décadas de terror, curiosidade, aventuras e dilemas morais que não estão nem perto de acabar.

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14 anos depois, eles ainda são Incríveis

Vamos falar de perspectiva? Em 2004, a Pixar lançou nos cinemas um filme chamado “Os Incríveis”. Era uma animação diferente, que agradou tanto aos pais quanto aos filhos num tempo em que desenhos animados eram coisa de criança – e os adultos odiavam ter que acompanhá-las. É, o mundo já foi assim e você nem se lembrava.

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Oito mulheres e o mesmo segredo

No sábado passado, fui animadíssima ao cinema assistir à nova versão de “Onze Homens e Um Segredo”, o todo-feminino “Oito Mulheres e Um Segredo”. Digo “nova versão” porque, convenhamos, não é exatamente outra história, tampouco uma continuação… Mas é um filme de assalto com um elenco incrível e, no fim das contas, é isso que a gente quer ver. Então fui lá, feliz da vida, descobrir como a mulherada ia roubar o Met Gala (mesmo que, no fundo, eu soubesse que aquele desfile de vestidos comportados estava bem longe de ser o “Met Gala”).

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“Do Jeito Que Elas Querem” – ou aquele em que quatro senhoras leem Cinquenta Tons de Cinza

Hollywood vem tentando nos dizer há muitos anos que existe vida na terceira idade. Sexual, inclusive. E, na nova comédia que estreia no dia 14 de junho, “Do Jeito Que Elas Querem”, quatro mulheres nos seus sessenta-e-tantos anos vão descobrir isso da maneira mais curiosa possível: lendo a trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”.

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Feminismos animados

Nos últimos dias, uma enxurrada de trailers inundou a internet, mas dois em particular me chamaram a atenção: “Wifi Ralph” e “Uma Aventura Lego 2”. Ambos sequência, ambos animados, ambos inspirados em brinquedos nostálgicos. E ambos tentando fazer um mea culpa gigantesco em tempos de #TimesUp.

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Nada se cria

Quanto mais eu olho para a cultura, mais certeza tenho de que vivemos num looping, correndo atrás de nossas próprias caudas com o desespero de um cão faminto… “Nada se cria”, já dizia Lavoisier, e tenho cada vez mais certeza de que tudo se copia. Inclusive a si mesmo.

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Quando Han Solo ganhou seu próprio filme

Como os tempos mudam, não é? O novo filme da franquia “Star Wars” estreou já faz mais de uma semana e só agora me mobilizei para vê-lo – e, honestamente, foi só porque não tinha “Tully” no horário que eu queria. Se fosse três anos atrás, eu estaria respirando o ar poeirento de Tatooine e vibrando a cada menção da Millenium Falcon muito antes de as luzes se apagarem.

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