Pensar demais (ou como fazer as malas para o fim do mundo)

Existe uma palavra em inglês que me representa mais do que qualquer outra: “overthink”. Algo como “pensar excessivamente”. Mais que o necessário, mais que o limite do saudável. Como agora, quando tento escrever um texto sobre a dificuldade de colocar as coisas em prática por questionar cada passo exageradamente, e tudo o que me vem à mente são frases como “será que você deveria estar escrevendo esse texto?”; “quem vai ler?”; “você não sabe do que está falando”; “isso não combina com o resto do conteúdo do seu site”; “por que você inventou de fazer listas de estreias, mesmo?”; “essa frase aí está truncada”; “você tem esse vício no começo das suas orações, já reparou?”; “você precisa mesmo de mais um exemplo?”; etc, etc. 

Às vezes, o pensamento excessivo se expressa assim, em dúvida e auto-sabotagem, mas nem sempre. Às vezes, é preocupação pura e simples: tenho uma reunião marcada, ou um trabalho novo, ou uma burocracia qualquer para preencher, uma bagagem para despachar, e é o fim. Ou o começo, de uma espiral de cenários possíveis que começam a se materializar na minha cabeça, um atropelando o outro e me deixando exausta antes mesmo de começar. Não é que eu ache que as coisas vão necessariamente dar errado, mas pensar sobre tudo o que eu posso vir a fazer de errado e tudo o que eu preciso fazer para garantir que isso não aconteça, e repensar infinitas vezes até a hora da coisa-em-si é como viver a tensão da experiência em looping, multiplicada – e sempre, invariavelmente, descobrir que a realidade era muito mais simples do que qualquer uma das versões que antecipei. 

Não há conclusão possível quando sua cabeça sabe que tudo é relativo

Nada disso é muito produtivo, caso você esteja se questionando. Afinal, cada hora que eu passo refletindo sobre causas, consequências, cenários e possibilidades é uma hora a menos de concentração para o que eu realmente poderia estar fazendo. E já falei sobre o quão difícil é fazer escolhas quando se pensa demais? Ora, é óbvio: se você se vê diante de A, B e C, sua mente irá imediatamente listar – e questionar – todos os pontos positivos e negativos de cada opção, até começar a duvidar se os positivos eram realmente positivos e vice-versa. Não há conclusão possível quando sua cabeça sabe que tudo é relativo, e que qualquer caminho esconde múltiplas ramificações. Ela não está errada, mas também não está ajudando. 

O Chidi, da série The Good Place, me representa como ninguém.

the good place chidi anagonye gif | WiffleGif

Esta noite, sonhei que estava fazendo as malas para o apocalipse. Eu sei, meus sonhos são estranhos, mas, naquele momento, parecia claro que eu precisava escolher bem os meus pertences – aqueles que eu levaria numa mochilinha para encarar a vida fora de casa, na estrada e sem civilização até sabe-se lá quando. Pensei em tênis, sabonetes, comida, atrasei todo mundo tomando um último banho antes de sair porque isso ia fazer to-da a diferença e, em algum momento, comecei a perguntar onde estavam os carregadores (de celular e computador, ítens essenciais em qualquer fim de mundo). Absurdo, claro. Queria empacotar a vida inteira e colocá-la nas costas, então correr como se não houvesse peso nem amanhã… E não havia mesmo, ali na segurança do meu sonho. Mas eu nem estava com medo de o céu cair sobre minha cabeça, isso é o pior: o medo era de não saber do que eu ou as pessoas que iriam comigo precisaríamos, até que o céu caísse sobre nossas cabeças. O medo era de não estar preparada o suficiente, com ou sem apocalipse. 

Pensando agora, acho que era minha mente revivendo cada véspera de viagem em que tentei especular sobre absolutamente tudo o que poderia acontecer, e mesmo assim acabei esquecendo de algo importante. Pensando mais um pouco, eu provavelmente seria a primeira a morrer num apocalipse real.

“Por quê?” tem sido minha pergunta-armadilha

Ando pensando (evidentemente) nisso tudo na esperança de que me ajude a entender o que foi que deu errado. Por que desisti das coisas que desisti e por que cada projeto que comecei caiu tão rápido na caixinha de coisas questionadas – “por quê?” tem sido minha pergunta-armadilha desde que acabou a estrada bem asfaltada da vida escolar. E percebo que ela não tem me deixado aproveitar o “o quê” das experiências da vida. Ela me diz que, se não houver um motivo que resista a todas as indagações, então não posso, não devo – preciso desesperadamente olhar para o outro lado. Uma daquelas (outras) opções deve ser “a coisa certa”, o “meu propósito”… 

E eu sei muito bem o que você está pensando. Meses atrás, a Pixar e sua (mal-resolvida, mas persistente) animação Soul também me disseram isso: que devo sim, que posso o que for. Que o propósito é supervalorizado, o caminho certo é uma ilusão, e que passar todos os dias olhando para o passado com medo de errar no futuro é um ótimo jeito de não viver. Sou especialmente boa nisso, e você?

E, falando em porquês, por que será que escrevo isso, para todo mundo ver (adicionando mais algumas dúvidas à coleção)? Bem, acho que é porque, como Ethan Hawke surpreendentemente falou outro dia neste TED Talk, o trabalho de escritores, poetas e outros artistas da palavra é tentar dar sentido e colocar certa ordem nos sentimentos que muitos temos, mas que alguns de nós não conseguem expressar, e ficam sufocados. Mostramos, com nossos próprios sentimentos traduzidos, que essas pessoas não estão sozinhas. E esperamos descobrir que também não estamos.

Mas será…?


Foto de Andrew Neel (via Unsplash)

Estreias do fim de semana (18-20/06)

Bom dia, queridíssimos!

Hoje, trago aqui 10 dicas de filmes que estão estreando neste fim de semana, tanto nos cinemas quanto nos diversos serviços de streaming. Aproveitem:


LUCA | Disney Plus

A nova animação da Pixar estreia diretamente na plataforma de streaming, sem passar pelos cinemas e sem cobrança extra. Ambientada no litoral italiano, ela acompanha dois amigos que, dentro do mar, são monstros marinhos, mas, sobre a superfície, precisam esconder essa identidade e se passar por garotos normais.


A BOA ESPOSA | cinemas

Na comédia francesa, Paulette Van Der Beck (Juliette Binoche) é a diretora de uma escola para donas de casa e ensina, todos os dias, as boas maneiras de uma esposa submissa e dedicada ao lar. Porém, quando seu marido morre, ela descobre o quão importante é, para ela e todas as suas alunas, assumir o controle sobre suas próprias vidas.


EM UM BAIRRO DE NOVA YORK | cinemas

Neste musical criado por Lin Manuel Miranda (“Hamilton”) e dirigido por Jon M. Chu (“Podres de Ricos”), uma comunidade latina compartilha sonhos e dificuldades em meio à realidade da imigração nos Estados Unidos.


ALGUM LUGAR ESPECIAL | cinemas

Inspirado numa história real, o longa de Uberto Pasolini (“Uma Vida Comum”) acompanha um pai solteiro que descobre ter pouco tempo de vida, e decide procurar uma nova família para seu filho.


FÁBULAS SOMBRIAS | Festa do cinema italiano

De 17 a 27 de junho, a Festa do Cinema Italiano apresenta uma seleção de filmes gratuitos e online. Nesta sexta, a dica é o vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro “Fábulas Sombrias”, de 2020, sobre um conjunto de famílias vivendo nos subúrbios de Roma, onde uma sensação perturbadora se traduz em histórias sombrias. O filme fica disponível até amanhã (19/06) às 18h e será reexibido entre os dias 27 e 28/06 das 18h às 18h.


DON’T LOOK BACK | Festival In-Edit (Sesc)

Outro festival online que acontece em junho é o tradicional In-Edit, de documentários musicais. Entre os destaques, está o longa “Dont look back” (sem apóstrofe), de D.A. Pennebaker, que acompanha Bob Dylan durante uma turnê em 1965. O filme está disponível gratuitamente na plataforma do Sesc.


SE FAZENDO DE MORTO | Filme Filme

Nesta comédia estrelada por François Damiens, um ator que foi muito promissor na juventude, mas agora não consegue trabalho no cinema, aceita uma oportunidade para interpretar um morto na reconstituição de um crime para a polícia, e acaba se envolvendo na investigação.


O LEÃO DORME ESTA NOITE | Supo Mungam Plus

Estrelado por Jean-Pierre Léaud (famoso pelo personagem Antoine Doinel nos filmes de Truffaut), o drama de 2017 conta a história de um ator que, no intervalo de uma gravação complicada em que precisa encenar a morte, decide passar alguns dias na casa onde viveu sua antiga amada. Lá, ele conhece um grupo de crianças que quer fazer um filme de terror caseiro, com ele como protagonista. Entre diferentes tempos e gerações, ele reflete sobre a própria vida e o seu fim.


MEMÓRIAS DE XANGAI | Reserva Imovision

Nesta semana, o streaming da Imovision recheou seu catálogo com 30 novos filmes, incluindo o documentário “Memórias de Xangai”, de Jia Zhangke. O longa de 2010 traça um panorama da cidade chinesa desde os anos 30, a partir dos relatos de moradores.

JOGO DE CENA | Cinema #EmCasaComSesc

Para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro (19/06), o Sesc exibe três documentários do diretor Eduardo Coutinho, entre eles o aclamado “Jogo de Cena”. Nesse experimento social e fílmico, Coutinho entrevista diversas mulheres para que contem suas histórias de vida, depois convida atrizes a reinterpretarem algumas dessas histórias, misturando realidade e ficção sem que o espectador saiba onde acaba uma e começa a outra.


Estreias do fim de semana (11-13/06)

Procurando o que assistir no fim de semana, sem sair de casa? Então dê uma olhada nesta lista incrível: entre as estreias nos diversos serviços de streaming, temos Tom Hanks e Ridley Scott no início de carreira, uma série amada pelo público retornando para a segunda temporada, filmes de figurões como Almodóvar e Xavier Dolan, o fenômeno indie “First Cow” e muito mais:


LUPIN (Parte 2) | Netflix

A segunda parte da série francesa chega para matar a curiosidade dos fãs. Omar Sy interpreta um homem que se inspira no ladrão da literatura Arsène Lupin (o “Ladrão de casaca”) para realizar roubos e trapaças elaborados, mas, por trás de todo esse espetáculo, ele tem uma questão importante e pessoal para resolver.


LABIRINTO DE EMOÇÕES | NetMovies

Prepare-se para ver Tom Hanks bem novinho no segundo longa-metragem da carreira, que estreia agora no NetMovies (de graça, com anúncios). O filme traz um grupo de amigos que decidem jogar uma partida de RPG dentro de uma caverna lendária, e mergulham de cabeça na fantasia.


DOR E GLÓRIA | Amazon Prime Video

O longa mais recente de Pedro Almodóvar, lançado em 2019, chega à Amazon Prime Video no dia 12. Antonio Banderas, seu parceiro habitual, interpreta uma espécie de alter-ego do diretor nesta história sobre um cineasta que reflete sobre as escolhas e caminhos que tomou na vida.


A LENDA | Belas Artes à la Carte

Clássico cult de 1985, escrito por  William Hjotsberg e dirigido por Ridley Scott, “A Lenda” traz Tom Cruise numa fábula de terror e fantasia envolvendo um unicórnio, uma donzela e um demônio que quer transformar o mundo em trevas.


LUA DE JÚPITER | Reserva Imovision

Do mesmo diretor de “Pieces of a Woman”, Kornel Mundruczó, “Lua de Júpiter” adora um tom mais poético para falar sobre um refugiado sírio que tenta entrar na Hungria, junto com seu pai e outros conterrâneos. 


O OUTRO LADO DA ESPERANÇA | Reserva Imovision

Ainda no tema da imigração, o longa de Aki Kaurismäki acompanha o dono de um restaurante finlandês que se aproxima de um grupo de refugiados recém-chegados, num misto de drama e comédia. O filme ganhou o Urso de Prata no festival de Berlim em 2017.


SHIVA BABY | Mubi

O longa de estreia de Emma Seligman acompanha, com humor e sarcasmo, uma estudante universitária judia e bissexual durante um único dia, quando ela precisa encarar as obrigações sociais de um funeral. 


MOMMY | Cinema #EmCasaComSesc

Vencedor do prêmio do júri em Cannes e do prêmio de melhor filme estrangeiro no César, o canadense “Mommy”, de Xavier Dolan, é um soco delicado no estômago. Os protagonistas são um adolescente agressivo e obsessivo e sua mãe solteira, com quem tem uma relação complicada.


UM POMBO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA | Cinema #EmCasaComSesc

Inesquecível ao menos pelo título peculiar, o longa de Roy Andersson foi o vencedor do Leão de Ouro em 2014 e conta uma série de histórias vagamente conectadas por um par de vendedores, que percorrem diferentes ambientes revelando o absurdo da condição humana num misto de realidade e fantasia.


O VERÃO DE SANGAILE | Filme Filme

Neste romance lituânio que representou o país no Oscar de 2016, uma jovem fascinada por aviões conhece uma garota de sua idade durante uma apresentação de acrobacias aéreas, e as duas se aproximam pouco a pouco. O filme se destaca pelas composições visuais da diretora Alante Kavaite.


FIRST COW | Aluguel Itunes, Google Play e Now

Pequeno fenômeno de crítica, “First Cow” é um longa de Kelly Reichardt de 2019, indicado ao Urso de Ouro e ao Independent Spirit Awards. No centro, está um cozinheiro que viaja para o Oeste americano em 1820 e se une a um grupo de comerciantes de pele, até conhecer um imigrante chinês com quem decide abrir um negócio gastronômico.


O SEQUESTRO DE DANIEL RYE| Aluguel Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky

O filme, que é uma coprodução entre Dinamarca, Noruega e Suécia, conta a história real de um fotógrafo dinamarquês capturado pelo grupo ISIS durante um trabalho na Síria, em 2013, e mantido refém por 398 dias.

Sweet Tooth – fofura e humanidade nos limites do fim do mundo

Aparentemente, o combo de medo e tédio que esta pandemia sem fim injetou na cultura no último ano não vem rendendo apenas histórias horríveis em mundos apocalípticos com a humanidade à beira da extinção, mas, também, histórias fofinhas em mundos apocalípticos com a humanidade à beira da extinção. 

Uns meses atrás, a Netflix lançou Amor e Monstros: uma espécie de comédia com ação, um romancezinho de fundo e algumas lições de vida cheias de otimismo, tudo ambientado num mundo tomado por insetos gigantescos e assassinos. O filme foi um sucesso – e é mesmo uma delicinha de assistir. Agora, chega ao catálogo a primeira temporada da série Sweet Tooth, igualmente despretensiosa, igualmente feel good, e potencialmente mais viciante.

Sweet Tooth é a adaptação de uma HQ da Vertigo, linha da DC Comics, lançada originalmente entre 2009 e 2013. O piloto para a Netflix foi feito em 2019, mas quem assiste logo saca que o grosso dos episódios foram produzidos em 2020, bebendo da expertise de uma pandemia real. Isso porque a série tem como contexto uma doença, parecida com uma gripe, que aniquila boa parte da humanidade, e diversas cenas mostram detalhes mais do que familiares para quem viveu o último ano: frascos de álcool gel espalhados pelo cenário, placas pedindo o uso de máscaras, distanciamento social marcado em adesivos no chão. Fala-se em teorias envolvendo a fabricação do vírus em laboratório, mostra-se a exclusão dos contaminados e, numa cena perto do fim, vemos um homem zombando da doença, afirmando com toda a convicção que “eles querem que surtemos” e retirando o equipamento de proteção para fumar e ainda dar uma baforada na cara do amigo incrédulo. Se não são esses os momentos mais distópicos da realidade, não sei quais são.

O foco da série não é a doença, o que é um alívio, mas sim a misteriosa “epidemia” secundária que acompanha o evento, quando centenas de bebês começam a nascer diferentes… Com atributos físicos de animais. Chamam-nos de “híbridos”, mas são crianças geradas por casais humanos. O protagonista, como você já deve ter percebido pela imagem no topo desta página, é uma dessas crianças: um garotinho (Christian Convery) que é a fofura em forma de gente (meia-gente?) e que é “híbrido” de cervo, com chifres e orelhinhas que se movem de acordo com seu humor. 

Como é de se esperar de uma história distópica, essas crianças passam a ser caçadas por todo o tipo de “homens maus” – governo, exército, mercenários, escolha o seu. Afinal, eles representam iconicamente o drama do pós-humano: uma “nova espécie” que promete substituir a humanidade (ela nasce enquanto você morre), mas que é, ao mesmo tempo, uma evolução dela. Uma evolução mais conectada com a natureza, único futuro imaginável hoje em dia. E é claro que as pessoas têm medo de que a “velha” humanidade, sem orelhas dançantes ou focinhos peludos, desapareça, e acham que eliminar a novidade vai fazer o mundo voltar ao que era antes. 

Tolinhos, não são sempre?

Por outro lado, espécies misteriosas são sempre alvo de experimentos científicos, tanto quanto do ódio e do extermínio, e, mesmo quando esses experimentos têm a melhor das intenções – como buscar a cura para uma pandemia, por exemplo –, também sabemos que, para o bem da narrativa, nenhum tipo de estudo pode ser feito sem que o “objeto” morra uma morte terrível. Está formado o dilema moral que acompanhará a jornada do nosso protagonista e dos outros personagens que serão apresentados, um a um, ao longo de oito episódios de 40 a 50 e poucos minutos.

Sweet Tooth já está disponível na Netflix e é uma pedida certeira para quem procura um pouco de leveza e humanidade em meio a todo esse caos. 

Verão de 85: tem Ozon estreando nos cinemas

Acho que, depois de seis ou sete filmes, já posso dizer que sou fã do François Ozon. Não que eu AME todos os trabalhos do diretor francês, mas suas contradições me fascinam desde Dentro da Casa, de 2012 – meu favorito até hoje. Para mim, Ozon representa a intersecção entre a ousadia e a delicadeza, os temas polêmicos e a forma suave. Seus filmes sempre carregam uma tensão sexual que se equilibra entre a curiosidade e a obsessão, suas histórias sempre explorando relações de poder, identidades ambíguas e os mistérios da ficção – o quanto nos transformamos em personagens quando contamos nossas histórias. Seu novo trabalho, Verão de 85, não é diferente.

O filme, que se inspira no livro Dance on my grave, de Aidan Chambers, e teria sido lançado no Festival de Cannes de 2020 se esse não tivesse sido cancelado, conta a história de um adolescente certinho, Alexis (Félix Lefebvre), que conhece um garoto um pouco mais velho (David, interpretado por Benjamin Voisin) que é praticamente seu oposto – alto, corajoso, confiante – e, é claro, se apaixona intensamente. Porém, o filme começa com uma narração de Alex, detido e irreconhecivelmente soturno, falando sobre morte, cadáveres e… Bem, sobre como David se transformou em um.

E é assim, com a sugestão de uma tragédia e um crime ainda não explicado, que começa essa história ensolarada sobre o amor e a inocência juvenil. Verão de 85 não é um suspense nem um horror, como a abertura faz parecer, mas Ozon gosta de deixar seu espectador com a sensação de que ele tem uma carta extra na manga – algo que você não sabe, e que torna tudo um tanto mais misterioso. Como a mãe de David (Valeria Bruni Tedeschi), que flerta com Alex de um jeito que beira o impróprio, e às vezes repousa alguns segundos numa expressão de loucura, provável reflexo da perda recente do marido.

A relação entre Alex e David também não é simples. Talvez o amor homossexual, tema frequente no cinema de Ozon, seja ideal para exprimir a tensão latente que ele tanto gosta de explorar. Não que eles hesitem em assumir qualquer coisa um ao outro ou a si mesmos, mas seu romance ainda se esconde do mundo – e das mães – sob paredes finas e portas fechadas. 

Para complicar, David propõe a Alex um pacto eterno: o último a morrer dançará no túmulo do outro. É uma proposta poética que combina com a personalidade imprudente de um e com o gosto pelos rituais fúnebres do outro. Alex se encanta por múmias, pirâmides e culturas que valorizam o além-vida, mas tenta explicar que isso não faz dele um psicopata ou um suicida. Não é que ele queira morrer, mas, aos 16, a morte está distante o suficiente para não ser ameaçadora. Ou isso é o que ele pensava.

É uma pena que Verão de 85 crie tantas expectativas sobre o seu final, que não corresponde. Ainda assim, o conjunto funciona e tem beleza, como um Me chame pelo seu nome em que os dois lados são adolescentes extremos e perdidos. O longa estreia nos cinemas neste fim de semana (a partir de 3 de junho), e deve chegar nos próximos meses às plataformas digitais. Já o próximo filme de Ozon, Tout s’est bien passé, já está no forno e, vejam só, competirá em Cannes no mês que vem. Não sei nada sobre ele e já quero ver.

Um ano e meio (quase)

Não posso dizer que estou sem sair há um ano e meio (quase). Tenho ido ao mercado, à farmácia, contornado meu quarteirão a pé todos os dias com Gabriel e Cacau. Tenho, também, visto meu irmão, meu pai, meus sogros, minhas cunhadas e minha sobrinha, com todos os seus 19 meses de vida. Vejo-os menos do que gostaria, mas mais do que qualquer outra pessoa. Encontrei até alguns amigos nesse meio-tempo, um casal por vez, não mais que duas ou três visitas por par. Alguns, vi uma vez; outros, nenhuma – e talvez já fosse ser mesmo assim. 

Fui duas vezes ao shopping, as duas no mesmo. Comi fora umas quatro ou cinco – abrindo lugares vazios às onze da manhã, escolhendo a noite mais fria e chuvosa para espantar outros clientes em potencial. Escolhi a calçada, ou o deck, ou onde houvesse uma janela enorme. Mesmo assim, parece que estive presente apenas pela metade. Um olho no copo, outro no álcool gel, o sorriso abafado, a risada envergonhada. Alta demais. Será que nos sentamos muito perto?

Fui, uma vez, andar na Avenida Paulista. Costumava fazer isso toda semana e foi estranho. Foi ruim. Passamos de carro pelo bairro da Liberdade, e quis parar para comprar uns shimejis, tomar um café, entrar numa loja de bugigangas para a cozinha. Não parei. Sentia falta de outra liberdade: a de descer numa estação qualquer e caminhar por onde quisessem meus pés. Não peguei um único metrô nem um único ônibus nesse ano inteiro. Nem cheguei a aproveitar o benefício do bilhete de estudante, porque, no semestre antes da pandemia, a burocracia emperrou. Agora o mestrado já está acabando e não sei dizer se realmente o fiz. Mestre do EAD, diria um diploma mais honesto. Mestre na arte de se isolar.

Venho vivendo nesse regime semi-aberto há um ano e meio (quase) e, outro dia, alguém achou graça quando disse que, obviamente (eu achava que era óbvio), estava entediada: “Ora, por quê? Você não sai de casa?”. Pois é, senhora, acho que não. Engraçado, né? Saio de casa, mas não saio de casa, desde que tudo isso começou. Não saio do trabalho, do escritório, da rotina, daquele cenário minúsculo e preenchido com meia dúzia de pessoas, todas conhecidas e cúmplices de uma história comum, como no mundo fechado de Truman. Controlado e previsível. É muito estranho que eu sinta falta dos desconhecidos? De ouvir conversas alheias e esbarrar em pessoas imprevistas, comer um salgado às pressas e dar bom dia ao cobrador? Ora, sinto falta das coisas mais banais. 

E, por algum motivo, achava que todas as pessoas estariam se sentindo assim. Falta das coisas banais, um certo excesso das essenciais. Mas aprendi que isolar-se é uma medida imprecisa e pessoal, e acontece de diferentes formas para cada um. Uns nem chegam a se isolar, mas se protegem de outras maneiras. Outros não. Cada um calcula seus riscos com a equação que lhe é dada. Até agora, tem funcionado para nós, eu e o Gabriel: somos os trouxas do isolamento, os bastiões das máscaras e das reuniões online. Mas estamos saudáveis, até onde se pode dizer: temos dores no pescoço, nas costas, na alma, uns picos de raiva, tristeza e desespero a cada edição do jornal da manhã… Talvez tenhamos aberto mão de coisas demais, ou talvez seja só o cansaço falando. Mas ainda estamos aqui, nós e todos os nossos: ainda estamos todos aqui. O que são mais alguns meses depois de um ano e meio (quase)?

De volta para casa: drama italiano para ver de graça em junho

Desde maio, o Belas Artes à la Carte vem oferecendo uma programação bem bacana de filmes italianos de graça na sua plataforma, em parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo. Com o nome de Cine Clube Italiano, o evento exibe um filme por mês, que fica disponível por uma semana para assinantes e não-assinantes. É isso aí: de graça, online e pra todo mundo! Melhor não fica, né?

Em junho, o filme escolhido é o drama com um toquezinho de suspense De volta para casa, da diretora Cristina Comencini, de 2019. Ele ficará em cartaz entre os dias 4 e 10, com direito a um bate-papo especial no dia 9, às 18h30, com o crítico Miguel Barbieri Jr. e o gerente de inteligência do grupo Belas Artes, Léo Mendes.

Não sei bem o que me atraiu para esse filme, mas, desde que bati o olho nas primeiras imagens, fiquei interessada. Talvez tenha sido a descrição da protagonista, Alice (Giovanna Mezzogiorno), como uma jornalista de 40 anos que se reconecta com seu passado numa cidadezinha litorânea. Ou talvez tenha sido a beleza do lugar, da luz, do figurino e dos olhares meio receosos dessa mulher que hesita em lembrar de quem um dia já foi. 

Na verdade, a profissão se mostra irrelevante para a história, mas todo o resto fez jus às impressões iniciais: sob o sol italiano, vibrante e límpido como se quisesse revelar mais claramente cada movimento, essa mulher revisita momentos-chave de sua infância e juventude. Percorrendo cômodos e refazendo percursos, ela tenta entender quando foi que aquela garota alegre e despreocupadamente sedutora se perdeu, dando lugar à profissional distante, mãe, divorciada e cheia de preocupações e medos que vemos agora.

Il trailer di Tornare, il nuovo film di Cristina Comencini arriva on demand

Alice retorna a Nápoles para enterrar o pai, com quem não tinha a melhor das relações. Apesar disso, um homem desconhecido aparece no velório e diz a ela que seu pai tinha muito orgulho, sim, e que falava frequentemente da filha. Ele se apresenta como Mark, e conta que tinha sido contratado para ler para o idoso nos últimos seis meses de sua vida. 

É curioso como, desde o início, o filme nos deixa com um pé atrás, mas não sabemos ao certo por quê. Alice e sua irmã, por exemplo, parecem estranhar a informação de que seu pai fosse um grande apreciador de livros, mas ninguém volta a tocar no assunto. Logo, a irmã volta para sua cidade, Alice fica sozinha no casarão da família e é aí que a jornada realmente começa.

Atribuo um “toquezinho” de suspense à obra porque, apesar de apresentar um senso mais forte de perigo nas sequências finais, o filme trabalha muito mais o drama psicológico, explorando o lado terapêutico do retorno a um local do passado. A forma como Comencini escolhe mostrar esse retorno é delicada e fascinante: ela coloca Alice literalmente em diálogo com suas versões mais jovens – uma Alice adolescente, de 18 anos, e uma criança. Assim, a protagonista não apenas assiste às suas memórias, mas participa ativamente delas, trocando conselhos com suas outras Alices e descobrindo detalhes que já estavam há muito esquecidos.

A história se revela aos poucos, em pequenos comentários como os de moradores da cidade que lembram da rebeldia da jovem Alice, ou o de uma freira que lamenta a saída precoce da estudante. O que aconteceu ali é o que nós e Alice queremos descobrir, mas os fatos são apenas representações de uma discussão muito maior. Uma discussão sobre homens e mulheres – homens maus, homens bons, mulheres livres e aprisionadas, pais e filhas, maridos e esposas. A diretora, que assina o roteiro ao lado de Giulia Calenda, questiona o discurso de proteção que se impõe sobre meninas e mulheres (especialmente nos anos 60 daquelas memórias) e convida o espectador a encarar o lado podre dessa crença. Afinal, protegida de quê? De quem? Emerald Fennell, diretora e roteirista de Bela Vingança, teria muito a conversar com Comencini.

Estreias de junho no streaming

Mês dos namorados, final de semestre ou 16º mês da pandemia, como preferir: junho de 2021 está entre nós! E, para nos acompanhar ao longo dos próximos 30 dias, uma diversidade de filmes e séries estão chegando às plataformas de streaming.

Entre as séries, veremos estrear a aguardada Loki, sobre o irmão traiçoeiro de Thor, na Disney+, enquanto a Amazon Prime Video traz a antologia Solos, reunindo estrelas como Helen Mirren e Anthony Mackie, e a brasileira Manhãs de Setembro, com a cantora Liniker estreando como atriz. A Netflix presenteia os fãs com segunda temporada da francesa Lupin e com a curiosa Sweet Tooth, adaptação de uma história em quadrinhos da DC Comics. Já entre os filmes, as novidades ficam por conta da animação Luca, da Pixar, que estreia direto no serviço da Disney; e da comédia Bill & Ted: encare a música, que chega ao catálogo do Telecine Play. Já o Belas Artes à la Carte capricha no cardápio com um festival de filmes espanhóis e clássicos de Kurosawa, Hitchcock e Ettore Scola.

Confira os lançamentos do mês:


Netflix

1 junho
Super monstros: contos de monstros

2 junho
Carnaval (Leandro Neri, 2021)

3 junho
Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme (Partes 1 e 2)
Infiltrado na Klan (Spike Lee, 2018)

4 junho
Sweet Tooth (Temporada 1)

7 junho
Minha mãe é uma peça (André Pellenz, 2013)

9 junho
Awake (Mark Raso, 2021)

11 junho
Lupin (Parte 2)

15 junho
Capitão Phillips (Paul Greengrass, 2013)
Headspace – Guia para relaxar (Temporada 1)
Cidade Cirandinha (Temporada 2)

16 junho
Cidade dos pinguins (Temporada 1)

18 junho
Elite (Temporada 4)
Paternidade (Paul Weitz, 2021)

21 junho
Luccas Neto: 2 babás muito esquisitas (Lucas Margutti, 2021)

23 junho
Brincando com fogo (Temporada 2)
A casa das flores: O filme

24 junho
Godzilla ponto singular (Temporada 1)

25 junho
Sex/Life (Temporada 1)

28 junho
The seven deadly sins (Temporada 5)

30 junho
America: The motion picture (Matt Thompson, 2021)
Sophie: Assassinato em West Cork (Temporada 1)


Belas Artes à la Carte

2-9 junho
10ª Mostra Ecofalante – Semana do meio-ambiente

3-16 junho
Volta ao mundo: Espanha
Veridiana (Luís Buñuel, 1961)
Cria Corvos (Carlos Saura, 1976)
O Espírito da colmeia (Vitor Érice, 1973)
Pelos meus olhos (Icíar Bollaín, 2003)
O segredo dos seus olhos (Juan José Campanella, 2009)
Vacas (Julio Medem, 1992)
Viver é fácil com os olhos fechados (David Truebam 2013)
Saura (s) (Félix Viscarret, 2017)
Bem-vindo, Mr. Marshall! (Luis García Berlanga, 1953)
Joana, a Louca (Vicente Aranda, 2001)
A língua das mariposas (José Luis Cuerda, 1999)
Maria (e os outros) (Nely Reguera, 2016)

4 junho
Cine Clube Italiano
De volta para casa (Cristina Comencini, 2019)

10 junho
A lenda (Ridley Scott, 1985)
Em nome da terra (Edouard Bergeon, 2019)
Boccacio 70 (Vittorio de Sica, Federico Fellini, 1962)
Ninotchka (Ernst Lubitsch, 1939)
Hans Staden (Luis Alberto Pereira, 1999)

11 junho
O último jogo (Roberto Studart, 2018)

17 junho
Alto controle (Mike Newell, 1999)
Crime em Robaix (Arnaud Desplechin, 2019)
Yojimbo, o guarda-costas (Akira Kurosawa, 1961)
Festim diabólico (Alfred Hitchcock, 1948)
O tapete vermelho (Luis Alberto Pereira, 2005)

18 junho
A fantástica viagem de Marona (Anca Damian, 2019)

24 junho
Barco para liberdade (Rodd Rathjen, 2019)
O despertar de um homem (Michael Caton-Jones,1993)
Os amores de um demônio (Ettore Scola, 1966)
A dama oculta (Alfred Hitchcock, 1938)
Fogo e paixão (Isay Weinfeld e Marcio Kogan, 1989)


Disney +

4 junho
Nós de novo (curta)
Disney Muppet Babies (Temporada 2)
Holly Hobbie (Temporada 1)
Zack & Cody: gêmeos em ação (Temporadas 1 e 2)
Darkwing Duck (Temporadas 1 e 2)
Doutora Brinquedos (Temporadas 2 a 5)
Brasil selvagem (Temporada 3)
O Espectro do Sr. Boogedy 

9 junho
Loki (Temporada 1 – episódios semanais)

11 junho
Curtas animados Zen (Temporada 2)
Mano a mano (Temporadas 1 a 3)
Manny, Mãos à Obra (Temporadas 2 e 3)
Os Ursinhos Gummi (Temporadas 1 a 6)
Disney’s Fairytale Weddings (Temporada 1)
Emergência animal (Temporada 1)
Frank e Ollie (Theodore Thomas, 1995)

18 junho
Luca (Enrico Casarosa, 2021)
Segredos em Sulphur Springs (Temporada 1)
As aventuras do menino gênio
Milagre na rua 34 (George Seaton, 1947)
Milagre na rua 34 (Les Mayfield, 1994)
Violetta: Momentos favoritos (Temporadas 1 a 3)
Sobrevivente Primitivo com Hazen Audel (Temporada 2 a 4)
A.N.T Farm (Temporadas 2 E 3)
Boa sorte, Charlie! (Temporadas 2 a 4)
J.O.N.A.S. (Temporada 2)
Os Guerreiros Wasabi (Temporadas 2 a 4)
Lab Rats (Temporada 3)
Phil do Futuro (Temporadas 1 e 2)
Zack & Cody: gêmeos a bordo (Temporadas 2 e 3)
Milagre no rio Hudson (Simon George, 2014)

25 junho
A misteriosa sociedade Benedict (Temporada 1)
Wolfgang: o chef celebridade (David Gelb, 2021)
Phineas e Ferb: Missão Marvel
Uma babá quase perfeita (Chris Columbus, 1993)
T.O.T.S Serviço de entrega de filhotes (Temporada 2)
Mini Einsteins (Temporada 2)
Princesinha Sofia (Temporada 4)
A Guarda do Leão (Temporada 4)
TRON – A Resistência (Temporada 1)
Esquadrão da tempestade do Texas
Tumbas inundadas do Nilo

Sem data
Lendas da Marvel (novos episódios)
High School Musical: a série – o musical (Temporada 2)


Amazon Prime Video 

1º junho
O convidado (Michael Winterbottom, 2018)

4 junho
Dom (Temporada 1)
A máscara de ferro (Oleg Stepchenko, 2019)

11 junho
Latin flow (temporada 1)

12 junho
Dor e glória (Pedro Almodóvar, 2019)

25 junho
Manhãs de setembro (Temporada 1)
Solos (Temporada 1)
Bosch (Temporada 7)
Mary J. Blige’s My Life (Vanessa Roth, 2021)

Paramount +

1º junho
Fração de segundos (Brian A. Miller, 2019)

9 junho
Chorão: marginal alado (Felipe Novaes, 2019)

18 junho
MTV Unplugged: BTS

Starzplay

1º junho
Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve, 2017)

13 junho
Blindspotting (Temporada 1)

MGM

1º junho
Tudo e todas as coisas (Stella Meghie, 2017)

8 junho
Um salão do barulho 3 (Malcolm D. Lee, 2016)


Telecine Play

1º junho
Ameaça no Espaço (John Suits​, 2020)Première Telecine

2 junho
A luz no fim do mundo (Casey Affleck, 2019)
Chorar de rir (Toniko Melo, 2019)
Talvez uma história de amor (Rodrigo Bernardo, 2019)
10 dias sem mamãe (Bernard Ludovic, 2020)

3 junho
Love Live! Sunshine! Além do arco-íris (Kazuo Sakai, 2019)

5 junho
Bill & Ted: Encare a música (Dean Parisot, 2020)

12 junho
Godzilla II: Rei dos monstros (Michael Dougherty, 2019)

14 junho
Um outro olhar (Dawn Porter, 2020)

15 junho
Dente por dente (Júlio Taubkin, Pedro Arantes, 2020)

16 junho
Espontânea (Brian Duffield​, 2020)Première Telecine

17 junho
Lupin III: O primeiro (Takashi Yamazaki, 2019)

19 junho
Correndo atrás (Jeferson De​, 2018) Première Telecine

21 junho
Muito perto para o Natal (Ernie Barbarash​, 2020) Première Telecine

25 junho
O mensageiro do último dia (David Prior, 2020)

26 junho
Na mira do perigo (Robert Lorenz ​, 2021)Première Telecine
Psych 2: Lassie está de volta (Steve Franks, 2020)

27 junho
Robin Hood: A origem (Otto Bathurst, 2018)

30 junho
Sem saída (Will Wernick, 2020)
Madrinhas de casamento brutais (Stanley Rowe, 2021)


Reserva Imovision

3 junho
O filho de Sofia

4 junho – Estreias temáticas: A estranha onda grega
Não me ame (Alexandros Avranas)
Alpes (Yorgos Lanthimos)
Attenberg (Athina Rachel Tsangari)

10 junho
A bela e os cães (Kaouther Ben Hania)

11 junho – Estreias temáticas: Visões originais sobre a imigração para ampliar a sua
O outro lado da esperança (Aki Kaurismäki)
Uma temporada na França (Mahamat-Saleh Haroun)
Lua de Júpiter (Kornél Mundruczó)

17 junho
O anúncio (Mahmut Fazil Coşkun)

18 junho – Estreias temáticas: Novo extremismo francês
Mártires (Pascal Laugier)
Desejo e obsessão (Claire Denis)
Espionagem na rede (Olivier Assayas)
Satã (Kim Chapiron)

24 junho
Sauvage (Camille Vidal-Naquet)

25 junho – Estreias temáticas: Hirokazu Kore-eda
Nossa irmã mais nova
Depois da tempestade
O que eu mais desejo
O terceiro assassinato
Boneca inflável
Pais & Filhos
Assunto de família


Looke

2 junho
A Coleção (Temporada 1) (2016)
Ir ao mar (Valerie Breiman, 1989)

9 junho
Amor invisível (Monty Whitebloom e Andy Delaney, 2019)
Fábrica de sonhos – ouse sonhar (Martin Schreier, 2019)
Corações de campeões (Gianluca Fellini, Michela Scolari, 2018)

16 junho
Fluidity (Linda Yellen, 2019)
Kaleb – O cão herói (Lynn Roth, 2019)

23 junho
O guardião dos mundos (Sergey Mokritskiy, 2018)
Com amor, Scott (Laura Marie Wayne, 2018)

30 junho
A mulher invisível (Claudia Myers, 2019)
Canções do amor (David Stubbs, 2019)
Ripper Street (Temporada 5)


NetMovies

2 junho
O beijo da traição (Sebastian Gutierrez, 1998)
Santos ou soldados (Ryan Little, 2003)
Cake: Uma razão para viver (Daniel Barnz, 2014)

9 junho
Hail Caesar (Anthony Michael Hall, 1994)
Labirinto de emoções (Steven Hilliard Stern, 1982)

16 junho
O menino de ouro (Jonathan Newman, 2011)
Foliar (Carolina Paiva, 2002)

23 junho
Outros olhos (Carolina Paiva, 2011)

30 junho
Salto alto (Carolina Paiva, 2000)


Cinema Virtual

3 junho
Preparativos para ficarmos juntos por tempo indefinido (Lili Horvát, 2020)

10 junho
No fundo do poço (Joey Klein, 2019)

17 junho
A Vida Solitária de Antonio Ligabue (Giorgio Diritti, 2020)

24 junho
Uma relação delicada (Linda Dombrovszky, 2020)
A vinícola dos sonhos (Sean Cisterna, 2019)



Plataformas diversas de aluguel

2 junho
Notre Dame (Valérie Donzelli, 2019) – iTunes, Google Play, Youtube Films, Net Now, Claro, Vivo Play 

3 junho
Tesouro de família (Michael A. Nickles, 2018) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
A loucura que nos une (Marie Grahtø Sørensen, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
Rumo à Hollywood (Rahat Kazmi, 2018) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes

4 junho
Como hackear seu chefe (Fabrício Bittar, 2021) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky
Berlim, eu te amo (Vários, 2019) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky

10 junho
O último jogo (Roberto Studart, 2018) –  Now, VivoPlay, Sky, Looke
A arte de se apaixonar (Justin G. Dyck, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
Herança maldita (Tate Steinsiek, 2020) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
Com amor, Alasca (Justin G. Dyck, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
A caminho do amor (Jeffrey Day, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes

11 junho
O sequestro de Daniel Rye (Niels Arden Oplev, 2019) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky
First cow: a primeira vaca da América (Kelly Reichardt, 2019) – Itunes, Google e Now
Nossa história de amor – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky

17 junho
Depois da tempestade (Emma Jean Sutherland, 2019) – iTunes, Google Play, Youtube Films, Net Now, Claro, Vivo Play 
Greenfield – Segredos explosivos (Jevgeni Jevsikov, Julius Telmer, 2020) – iTunes, Google Play, Youtube Films, Net Now, Claro, Vivo Play 
Delivery macabro (Chelsea Stardust, 2019) – iTunes, Google Play, Youtube Films, Net Now, Claro, Vivo Play

18 junho
Traídos pela guerra –  Itunes, Google Play, Now e Vivo Play 
Ice: quando o amor transforma (Oleg Trofim, 2018) – Itunes, Google Play,  Vivo Play e Sky
Nascido para vencer (Alex Ranarivelo, 2021) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky
Um amor após a vida – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play

24 junho
Ultraman Taiga – O Filme: Clímax da Nova Geração (Ryûichi Ichino, 2020) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
Lobos Solitários – A Verdade Custa Caro (Sergi Arnau, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
A sociedade das mulheres traídas (Elena Hazanova, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
Hálito azul (Rodrigo Areias, 2018) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes
O segredo de Sara (José Frazão, Thiago Greco, 2020) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes

25 junho
Filhos do ódio (Barry Alexander Brow, 2020) – Itunes, Google Play, Now e Vivo Play
Perseguição na neve (John Barr, 2020) – Itunes, Google Play, Vivo Play e Sky
Fé. Esperança. Amor. (Michael Flynn, 2021) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play
Minhas férias com Patrick (Caroline Vignal, 2021) – Itunes, Google Play, Now, Vivo Play

30 junho
5 É o número perfeito (Igor Tuveri, 2019) – Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes

Estreias do fim de semana (28-30/05)

O fim de semana tá aí e você ainda não sabe o que vai assistir? Confira as novidades que acabam de chegar aos cinemas e plataformas digitais:


CRUELLA | Disney Plus (Premier access) e nos cinemas 

A mais fashion das vilãs da Disney retorna às telas numa história de origem, ambientada na Londres dos anos 1970 e com Emma Stone no papel principal. Disponível simultaneamente no Disney Plus, por R$ 69,60, e nos cinemas.


ALICE E O PREFEITO | nos cinemas

Com Fabrice Luchini e Anaïs Demoustier, esta comédia dramática francesa traz no centro um homem que, depois de décadas na política, começa a se sentir menos criativo e inspirado. Para resolver o problema e “reaprender” a pensar, ele contrata uma filósofa.


PANIC (Temporada 1) | Amazon Prime Video

Numa pequena cidade no Texas, os estudantes do Ensino Médio têm uma tradição: uma competição cheia de desafios perigosos cujo prêmio pode garantir uma vida melhor fora dali. 


ALVORADA | Now, Oi, Vivo Play e nos cinemas

O documentário de Anna Muylaert e Lô Politi acompanha a ex-presidenta Dilma Rousseff em sua rotina dentro do Palácio da Alvorada, em Brasília, durante os últimos dias de seu mandato, encerrado com um Impeachment em 2016.


ERA UMA VEZ NA AMÉRICA | Belas Artes à la Carte

O clássico de Sergio Leone estreia no catálogo do Belas Artes à la Carte trazendo a história do ex-gângster judeu que retorna a Manhattan depois de trinta anos e revisita sua antiga vida.


STARDUST| iTunes / Apple TV, Google Play, Now, Vivo Play e Sky Play

Johnny Flynn é o camaleão David Bowie nesta cinebiografia que apresenta a juventude do músico e ator londrino durante a turnê do álbum ‘The man who sold the world’ nos Estados Unidos, até a criação do personagem Ziggy Stardust.


O ÚLTIMO DESTINO | Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes / Apple TV, Google Play e YouTube Filmes

Nikolaj Coster-Waldau, conhecido pelo papel de Jamie Lannister na série Game of Thrones, interpreta um homem com um tumor que descobre um hotel especializado em suicídios assistidos. Porém, ele logo percebe que seus hóspedes mais parecem prisioneiros.


Quer mais dicas como essa? Siga-nos no Instagram: @julianavarella

Estreias do fim de semana (21-23/05)

Quer saber o que está chegando agora nas principais plataformas de streaming e nos cinemas? Destacamos algumas produções:


A GANGUE | Cinema #EmCasaComSesc

Destaque na Mostra Internacional de Cinema de SP alguns anos atrás, o longa ucraniano acompanha o cotidiano de um internato para jovens surdos, e revela uma rede de crimes e prostituição que se organiza entre eles.Todos os diálogos do filme são em linguagem de sinais e não há legendas – mas isso é parte da experiência. 


O VISITANTE | Cinema #EmCasaComSesc

The Visitor (2007) directed by Tom McCarthy • Reviews, film + cast •  Letterboxd

Neste drama de aquecer o coração, um professor universitário viúvo e desmotivado retorna para um apartamento que tinha em Nova York e descobre um casal de imigrantes vivendo nele. Junto com a perplexidade, o contato com esses “inquilinos” acaba revelando todo um universo além da sua bolha.


ARMY OF THE DEAD | Netflix

Army of the dead': Zack Snyder reencontra e desconstrói zumbis, gênero no  qual iniciou a carreira | Cinema | G1

Zack Snyder dirige este pipocão que mistura o gênero de assalto com filme de zumbis, e que tem Dave Bautista no elenco. A história se passa em Las Vegas, onde um magnata recruta um time para roubar um cassino abandonado numa região infestada por mortos-vivos – que, além de perigosos, são relativamente inteligentes.


SUSPEITA | Belas Artes à la Carte

Week 7: Suspicion (1941) Cary Grant, Scrabble Tiles, and Doing the Work –  Hitchcock 52

Acaba de entrar no catálogo o suspense de Alfred Hitchcock de 1941, a primeira parceria do diretor com o ator Cary Grant. Em “Suspeita”, uma jovem herdeira se casa, mas começa a suspeitar que seu marido esteja planejando o seu assassinato.


MORTAL KOMBAT | nos cinemas

Mortal Kombat: Warner Bros. divulga a sinopse oficial do reboot; confira!

Se a adaptação dos jogos Mortal Kombat para os cinemas em 1995 se tornou O clássico do gênero (mesmo tendo envelhecido mal), a nova versão já tem lugar garantido na minha lista, para ver quando chegar ao digital. No novo filme, focado num jovem lutador de MMA que não conhece sua herança nem seus poderes, um torneio entre a Terra e a Exoterra (liderada por Shang Tsung) decidirá o destino do planeta.


AMOR, CASAMENTOS & OUTROS DESASTRES | nos cinemas

Love, Weddings & Other Disasters' Review - Variety

Jeremy Irons e Diane Keaton (que interpreta uma mulher cega) são o destaque nesta comédia romântica sobre vários personagens que se encontram e desencontram em pequenas histórias de amor. Do mesmo diretor de pastelõezinhos clássicos como “O Pestinha”, “O Paizão”, “Eu os declaro marido e… Larry” e “Gente grande”.