Que jornalismo queremos?

Tenho me feito variações dessa pergunta todos os dias há algum tempo. O que é jornalismo para mim? O que eu espero dele? O que vocês esperam dele? Onde e como “consumimos” (odeio essa palavra) notícias hoje? Onde o jornalismo cultural se encaixa? Em que medida ele precisa ser um pouco publicidade, um pouco opinião, um pouco entretenimento, um pouco informação, e quando foi que essa balança passou a pender tanto para o primeiro lado? Onde estão os jornalistas culturais hoje? Eles ainda acreditam no que fazem? Alguém ainda acredita no que eles fazem?

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Vem aí: vídeos e podcasts

Depois de muito tempo andando em câmera lenta e oscilante rumo a nenhum lugar particularmente interessante, comecei este ano tentando colocar a vida de volta aos trilhos. Esta vida, quer dizer, a produtiva. O que só foi possível depois de entender que eu teria que criar novos trilhos sobre os quais colocá-la. Pois, mãos à obra: respirei fundo, olhei bem para minhas frustrações dos últimos anos e separei o que eu gosto e sei fazer do que eu escolhi abandonar completamente da minha vida (no fim, não era todo o jornalismo que eu abominava, mas parte dele. No fim, eu não queria ficar assim tão longe dele). Se vai dar certo? Ora, desta vez vamos ter que fazer dar. (Gostam desse otimismo, né? Esperem mais um mês. Ou uma semana).

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Escrever ficção

Acho que o sonho da minha vida era escrever ficção. Assim, daquelas que você devora numa noite, vendo um capítulo puxar o outro e esperando que tudo se amarre no final, revelando uma rede bem desenhada, brilhante, pincelada em detalhes espertos ao longo de uma narrativa que não te deixa dormir… Mas… A verdade é que nunca consegui terminar nem mesmo um microconto. E dizem que admitir é a parte mais difícil, né? Continuar lendo “Escrever ficção”

Estudando sci-fi

Bom dia, pessoal. Como vocês estão? Sério, como vocês estão? 

Tenho achado que um tempo fora-do-tempo assim pede um minuto para a gente se perceber… Sei que alguns estão ainda percebendo a si mesmos – empoeirados em meio a tanta urbanidade, desacostumados com o espaço para respirar. Pois respirem, olhem o sol na parede, façam o quanto precisarem de nada, se a avalanche da vida em casa deixar. Depois venham conversar. Continuar lendo “Estudando sci-fi”

Mestre de coisa nenhuma

Voltei a estudar há mais ou menos três meses e, há três meses, tenho convivido com a mesma pergunta: por que mestrado, afinal? E, já que estamos aqui… Por que Letras, hein?  Continuar lendo “Mestre de coisa nenhuma”

Conversas verticais

Você já reparou em como as grandes empresas de tecnologia adoram criar novidades que não são tão novas assim? A última delas foi um botãozinho discreto, adicionado de surpresa no canto do feed do Instagram, com o formato irônico de uma TV de tubo. Irônico porque, lá dentro, você vai encontrar praticamente o oposto que você encontraria numa televisão.

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(Des)aprendendo a escrever

Escrevo desde criancinha e nunca dei muita bola pra isso. Simplesmente inventava histórias para as minhas bonecas, para os personagens que eu gostava da televisão, ou criava minhas próprias heroínas estranhas e as colocava no papel – fosse em forma de quadrinhos, anotações nos cantos dos desenhos ou, certa vez, num calhamaço de papel escrito à mão, com capa e tudo como num livro de verdade.

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Crítica, modo de usar.

Talvez eu não seja a melhor pessoa para falar sobre isso neste momento… Não escrevo uma crítica há mais tempo do que posso admitir e tenho inventado desculpas para continuar nesse hiato. Mas talvez esse seja justamente o motivo pelo qual preciso falar sobre isso. Sobre a crítica cultural, em geral… Sobre a crítica de cinema, em particular. E sobre críticos e leitores que ainda não entenderam para que serve essa palavra tão cheia de glamour e rancor.

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