Dica de livro: “Adultos”, de Emma Jane Unsworth

“– Você precisa confiar em si mesma.

– Não sei em quem confiar, porque não sei quem sou. Tenho trinta e cinco anos, estou na metade do caminho, e ainda estou esperando a minha vida começar.”

Adultos, Emma Jane Unsworth

Eu ia colocar um título engraçadinho – “Adultos (e outras palavras vagas)” ou algo assim. Mas cheguei à conclusão de que talvez vocês quisessem saber que isso aqui é uma dica de livro, não uma reflexão amargurada sobre certa fase da vida. Há muito o que dizer sobre ser adulto, é claro… Mas não me sinto especialmente amargurada hoje. Sinto que é um bom dia para recomendar um livro.

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Treinando francês com Omar Sy

Salut, mes amis! Acordei afrancesada. É que comecei ontem uma série deliciosa e, mesmo não tendo terminado ainda (vi dois episódios), vim dividir essa dica com vocês. Chama Lupin e, como podem imaginar, é francesa. Nova na Netflix, ela já está virando um pequeno fenômeno na internet, ao menos na minha timeline, e o fato de termos só cinco episódios disponíveis provavelmente ajudou com o burburinho. Pelo que entendi, o que o streaming liberou foi apenas a primeira parte da primeira temporada, e não há previsão de estreia da continuação… É tortura que chama, né? Sejamos fortes.

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10 Coisas (meio aleatórias) que eu amei em 2020

“2020 foi um ano esquisito” deve ser o eufemismo da década. Este ano foi meio bizarro para todos, especialmente para aqueles que, como eu, se trancaram em casa pela maior parte dos últimos dez meses colecionando pesadelos sobre máscaras esquecidas, visitas descuidadas e aglomerações. Mas a verdade, se querem saber, é que ficar em casa talvez nem tenha sido o mais estranho por aqui. 

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Meus favoritos de 2018

Chamem-me de piegas, mas sou daquelas pessoas que aproveitam o período entre dezembro e janeiro para fazer o “balanço” do ano que passou e anotar os projetos, metas e tendências para o ano que vem. Retrospectivas são comigo mesmo e talvez esta seja a única época em que eu realmente vejo sentido em fazer listas. Então, antes de olhar para 2019 com olhos curiosos, quero compartilhar com vocês um pouco do que eu vi, li e descobri em 2018. Vamos?

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MIS recebe exposição sobre Quadrinhos em São Paulo

De novembro de 2018 a março de 2019 o Museu da Imagem e do Som – MISem São Paulo apresenta a exposição”Quadrinhos“, com mais de 600 peças de diversas épocas e países representando toda a variedade de produções com o tema, desde tirinhas cômicas e políticas até grandes sagas transformadas em filmes, séries de TV e outras mídias. 

Hagar, O Terrível, Mônica e Cebolinha, Batman, Tintim, Mafalda, Garfield, todos estão reunidos em dois andares inteiros do museu, com revistas, estatuetas, artes originais e textos informativos para que o público saia conhecendo melhor esse universo.

A exposição fica em cartaz até o dia 31 de marçoe os ingressos podem ser comprados, com hora marcada, no site Ingresso Rápido, ou pessoalmente (apenas para o mesmo dia) na bilheteria.

Mais informações, www.mis-sp.org.br.

 

Histórias descartáveis

Quando foi a última vez que você assistiu a um filme que ficou com você? Digo, realmente ficou, até que você assistisse de novo, lesse uma crítica, convencesse todos os seus amigos a verem também e finalmente incorporasse frases inteiras, ideias e referências da tela para a sua vida? Faz tempo, né? Continuar lendo “Histórias descartáveis”

Rosé gold

Tons pastéis se espalham pela minha timeline. Rosa, azul, dourado, creme, rosé gold, preto e branco. Cadernos decorados como se cada página fosse um quadro. Mesas amplas e convidativas com seus vasinhos, canecas, luminárias, canetas, lápis, cadernos, notebooks. Peças decorativas com um toque irônico sorriem para a câmera. Fofas e autênticas. Idênticas às da página ao lado. Escritórios ou cenários de um filme do Wes Anderson? Perfeitos, limpos, aconchegantes, simétricos. Suas habitantes, também: sapatilhas delicadas, vestidos rodados, cabelos cuidadosamente bagunçados. Nas fotos quadradas, os pés não doem, o vento não bagunça a franja, o café não suja a mesa. As unhas estão bem feitas, o livro harmoniza com o computador, a almofada, o cobertor grosso de tricô. Será que alguém o lê? Continuar lendo “Rosé gold”

Eles sabem.

Eu não sei exatamente quem são “eles”, mas sei que eles sabem.

Sabem que, no último sábado, eu e o meu marido paramos para perguntar o preço de algumas lentes numa galeria da Avenida Paulista. Na mesma hora, espalharam anúncios da Canon pela sua timeline – não espalharam pela minha, é claro, porque sabiam que era ele quem gostava de fotografia, como sabiam que era Canon, não Nikon. Continuar lendo “Eles sabem.”

Assunto: este e-mail é seu?

Olá. Meu nome é Juliana e, provavelmente, o seu também.

Pergunto se este e-mail é seu porque, veja bem, ele é meu também. Alguns meses atrás comecei a receber mensagens de pessoas que eu não conhecia, sobre assuntos que eu não entendia, e fiquei desconfiada. Sabe, eu não moro no Rio Grande do Norte, não me inscrevi em nenhuma SmartFit (e depois desisti) e ninguém tão próximo de mim faleceu neste ano – sobre isso, aliás, sinto muito. Continuar lendo “Assunto: este e-mail é seu?”

Visitamos a exposição “Hitchcock – Bastidores do Suspense” no MIS

A próxima sexta-feira não será um dia qualquer. Ela será uma sexta-feira 13 – dia do terror, do medo, do suspense e também o dia em que o Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugura sua megaexposição sobre o diretor Alfred Hitchcock. Intitulada “Hitchcock – Bastidores do Suspense”, a instalação ocupa dois andares do museu e traz fotografias, documentos, vídeos e espaços interativos montados para colocar o visitante dentro dos sets do cineasta britânico. Continuar lendo “Visitamos a exposição “Hitchcock – Bastidores do Suspense” no MIS”