Khaleesi escritora, remake de Druk, novidades da Marvel e mais

Fala, pessoal! Estou de volta para atualizar vocês sobre as principais notícias do cinema e da TV. No vídeo de hoje, falamos sobre a HQ feminista escrita por Emilia Clarke, o remake americano do Melhor Filme Internacional no Oscar, as primeiras imagens de Os Eternos e muito mais. Vamos lá?

Vídeo: Oscar 2021


Oi, pessoal! Hoje o programa de cinema está um pouquinho diferente: como o Oscar é neste domingo, resolvi fazer um vídeo especial sobre os indicados à categoria de Melhor Filme, pensando no que eles têm em comum, e o que essa seleção diz sobre o mundo e o cinema nestes tempos de pandemia.

Primeiro, quem são e onde estão?

Neste ano, temos 8 indicados, 3 deles produzidos por empresas de streaming. Em ordem dos meus favoritos para os menos amados, temos: Bela Vingança, que estreia eternamente “em breve” nos cinemas, sem previsão para aluguel online; Judas e o Messias Negro, que estreou em fevereiro, mas caiu no limbo dos cinemas fechados; Minari, que estreia hoje, mas também só nos cinemas por enquanto; Os 7 de Chicago, que está na Netflix pra todo mundo ver desde o ano passado; Meu Pai, que está nos cinemas E disponível para aluguel nas plataformas digitais desde o começo de abril; Nomadland, em cartaz em alguns cinemas, mas sem previsão pro online; O Som do Silêncio, que está na Amazon Prime; e o sonífero da temporada, Mank, em cartaz na Netflix.

Como você pode ter reparado, o que impressiona nesta edição é a pequenez dos indicados. Uma causa disso pode ser que os “grandes” tiveram seus lançamentos nos cinemas adiados para não saírem durante a pandemia – afinal, quem saiu em 2020 se deu mal, vide Tenet e Mulher Maravilha.  Assim, sobrou espaço para títulos independentes e de diretores que nunca tinham aparecido na lista. E, com os cinemas fechados durante boa parte do ano, as únicas produções mais “polpudas” a manterem suas datas de estreia sem grandes prejuízos foram as da Netflix e da Amazon – e mesmo assim não era nenhuma superprodução. 

Mas exatamente quão pequena é esta edição? Eu fiz as contas: se a gente somar TODOS os indicados a Melhor Filme neste ano, o orçamento total não chega a 130 milhões de dólares, que é o que custa um filme razoável em Hollywood. É menos do que custou O Irlandês no ano passado, por exemplo. Pra se ter uma ideia, o filme mais caro deste ano é Os 7 de Chicago, da Netflix, e ele custou só 35 milhões – o que é menos que a média dos indicados no ano passado, mesmo se tirarmos O Irlandês, que era o mais caro. Em 2018, que foi um Oscar “de filmes pequenos”, 2 títulos custaram menos que 10 milhões. Este ano, foram 4.

As bilheterias, por motivos óbvios, também ficaram bem menores, e mais difíceis de calcular, por conta dos lançamentos online. Ao todo, os concorrentes deste ano arrecadaram cerca de 40 milhões de dólares nos cinemas do mundo todo, quando o normal pro Oscar é algo acima de 1 bilhão. No ano passado, foram 2 bilhões. Os números ainda podem subir um pouquinho ao longo dos próximos meses, mas dificilmente vai chegar perto disso.

A conclusão triste é que esses filmes dificilmente serão vistos com o mesmo impacto que os filmes de outros anos, se é que serão vistos. Afinal, poder assistir na TV de casa é uma salvação em tempos de pandemia, mas eu imagino que um filme como Nomadland, por exemplo, seja outra experiência numa sala de cinema. 

Dito isso, a seleção deste ano parece querer dizer alguma coisa para a gente.

Dos 8 indicados, 7 deles têm histórias que dialogam de alguma forma, formando um panorama do mundo atual e dos seus problemas mais urgentes. Como o meu marido comentou esses dias, é como se o cinema estivesse se aproximando do documentário, às vezes até na forma, como em Nomadland, mas outras vezes só no conteúdo, tentando ser muito mais um retrato crítico da realidade do que uma variação mais fantasiosa dela. Não por acaso, 5 dos concorrentes são baseados em histórias reais.

É claro que o Oscar sempre trouxe alguns filmes com esse perfil, mas, neste ano, isso é a regra, não a exceção. Temos filmes que discutem privilégio branco e masculino, imigração, manipulação da justiça, doença, envelhecimento, e, no centro de tudo, as contradições do capitalismo e a necessidade de se pensar em outro jeito de existir, especialmente de forma mais comunitária e colaborativa. Isso surpreendentemente é algo que permeia quase todos os filmes. 

Minari e O Som do Silêncio falam da importância da comunidade para a adaptação, seja a um novo lar, seja a uma nova realidade. Nomadland também trabalha essa ideia, e acrescenta a isso a dificuldade de se criar laços numa economia de trabalhos temporários e identidades definidas pela renda. Judas e o Messias Negro mostra os Panteras Negras como um grupo que não só enfrenta a polícia, mas também trabalha para a comunidade, juntando voluntários para suprir o que o Estado não dá, e Os 7 de Chicago, que tem uma história simultânea e até um personagem em comum, traz essa ideia do coletivo implícita no evento que leva os sete ao tribunal – é a massa que vai contra as autoridades, e questionando um capitalismo que está lucrando com a guerra. 

Meu Pai vai por outro lado, e fala de relações e conflitos muito mais pessoais. Ainda assim, há uma ideia de solidão que dialoga com os outros filmes – não há comunidade que possa ajudar esse homem preso na própria cabeça. Já Bela Vingança tem uma protagonista solitária também, mas sua história fala da quebra de confiança no outro. Ora, se as próprias pessoas violentam umas às outras e saem impunes, como podem esperar que as organizações não façam o mesmo? Que comunidade estamos criando? No fundo, o tema é sempre o mesmo: o sistema – patriarcal, capitalista – está quebrado. Exceto em Mank: Mank existe numa outra realidade.

Coerente com isso, a representatividade é a maior em todos os 93 anos de premiação: desta vez, temos apenas 1 filme centrado num personagem mais padrão – homem branco de meia idade, ocidental, com dinheiro -, que é Mank, e mesmo ele é um alcoólatra. Nos outros, os protagonistas são mulheres, homens negros, idosos, pessoas com deficiência, coreanos, e, no meio do caminho entre o padrão e a subversão, um grupo de protagonistas brancos, mas ativistas de esquerda, em Os 7 de Chicago

Atrás das câmeras a diferença também é gritante: 2 filmes têm diretoras mulheres; 1 tem um diretor negro; 1, coreano; e 1 francês, isso só na categoria de Melhor Filme. Parte da razão pra essa diversidade toda é o aumento do corpo de votantes da academia no ano passado, que finalmente incluiu pessoas mais jovens e diversas. Mas outra parte também parece ser a ausência dos grandes filmes: esses acabam tendo a obrigação de arrecadar bilheterias enormes para se pagar, e isso faz com que repitam certos temas e certas fórmulas para não desagradar ninguém. Sem eles, vem à tona um quadro muito mais realista do que está sendo feito no mundo, e a gente vê que é um quadro marcado pela vontade de usar o cinema para discutir coisas reais, pra dar voz a todo o tipo de gente e mostrar o que está errado, pra tentar provocar a mudança.

Isso não quer dizer que os filmes deste ano estejam melhores do que dos anos passados. No geral, são filmes menos empolgantes, alguns menos memoráveis, mas são todos mais intimistas, adequados para o momento de isolamento que estamos vivendo. Talvez “autoral” seja a palavra: dos 8 indicados, 4 têm uma única pessoa assinando o roteiro e a direção: Nomadland, Bela Vingança, Minari e Os 7 de Chicago. E mesmo nos outros o diretor está sempre envolvido no roteiro. 

Minha aposta? Depois de descobrir que a votação acontece de um jeito que não basta ser amado por mais gente, você também tem que não ser odiado por muita gente –, começo a pensar que Meu Pai tem grandes chances. Nomadland vem vencendo tudo, mas não vi por que tanto aue… Meu favorito mesmo é Bela Vingança. Mas vai incomodar muita gente, e, se incomodar, é porque fez seu trabalho. Então não deve ganhar.

E você? Quais são suas apostas? Lembrando que o Oscar acontece neste domingo, dia 25, e você pode assistir pela TNT a partir das 21h.

Notícias da Ju

Bom dia, leitores! A partir de hoje, o Notícias da Ju sairá às segundas-feiras. Neste episódio, falamos de livros, inteligências artificiais, uma promoção imperdível e uma união de forças inesperada no mercado brasileiro. Espero que gostem! 

Rapidinhas de cinema

Bom dia, leitores queridos!

Alguns de vocês me acompanham no Instagram, outros não, mas tenho publicado, por lá, vários vídeos com notícias semanais: um deles, que sai às sextas, traz notícias de assuntos diversos, do Brasil e do mundo, normalmente curiosos e pouco discutidos (mas nem sempre). O outro, que está saindo às quartas, é só sobre cinema, igualmente eclético.

Resolvi que vou começar a colocá-los aqui no blog também, para que mais gente possa assistir! Este foi o vídeo da última quarta, 14 de abril. Divirtam-se!

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Notícias da Ju: livros, bilionários e um Caravaggio

No Notícias da Ju de hoje (09/04/21), livros são taxados no Brasil enquanto as riquezas dos bilionários cresce durante a pandemia. No mundo da arte, um quadro vê seu valor oscilar radicalmente, dependendo de quem for seu verdadeiro autor. Faz pensar, não?

Vem comigo!

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Cinema: hobbits soviéticos, trailer de Loki e um novo streaming

Promessa é dívida e hoje estreio um novo quadro de notícias só sobre cinema e TV, no Instagram. Na primeira edição, falo sobre uma adaptação soviética de O Senhor dos Anéis que ressurgiu na internet, comento o trailer da nova série da Disney +, Loki, conto uma história louca sobre um nome escrito errado durante a vida toda e apresento mais um serviço de streaming que vem por aí.

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Notícias da Ju: aniversário da ditadura, George Floyd, Louvre digital

Hoje no Notícias da Ju falamos sobre aqueles que insistem em celebrar o aniversário da ditadura no Brasil, sobre o julgamento do policial que matou o americano George Floyd em 2020, sobre uma customização polêmica de um modelo da Nike e sobre a liberação do acervo do Louvre na internet.

Vem comigo!

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Notícias da Ju: violência contra asiáticos, censura, canal de Suez, cinema

Salve, pessoal! No Notícias da Ju de hoje, falo sobre a onda de violência que tem atingido a comunidade asiática, impulsionada pelo preconceito com o “vírus chinês”, sobre um filme brasileiro que certas autoridades querem boicotar, sobre o navio que encalhou numa das passagens mais importantes para o comércio mundial e faço uma rodada de notinhas sobre cinema. Assista:

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Vem aí: vídeos e podcasts

Depois de muito tempo andando em câmera lenta e oscilante rumo a nenhum lugar particularmente interessante, comecei este ano tentando colocar a vida de volta aos trilhos. Esta vida, quer dizer, a produtiva. O que só foi possível depois de entender que eu teria que criar novos trilhos sobre os quais colocá-la. Pois, mãos à obra: respirei fundo, olhei bem para minhas frustrações dos últimos anos e separei o que eu gosto e sei fazer do que eu escolhi abandonar completamente da minha vida (no fim, não era todo o jornalismo que eu abominava, mas parte dele. No fim, eu não queria ficar assim tão longe dele). Se vai dar certo? Ora, desta vez vamos ter que fazer dar. (Gostam desse otimismo, né? Esperem mais um mês. Ou uma semana).

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