Poderia me perdoar? – Melissa McCarthy se vinga do mercado literário em papel bruto e genial >MostraSP

Há muito pouco glamour na vida de um escritor. Até os mais otimistas dos clichês costumam envolver solidão, insegurança e alguma dose de álcool, mas “Poderia me perdoar?” leva a decadência da profissão a outro nível. Ainda assim, é difícil não se apaixonar pela escritora, alcoólatra e criminosa que conduz essa história. Continuar lendo “Poderia me perdoar? – Melissa McCarthy se vinga do mercado literário em papel bruto e genial >MostraSP”

Nasce uma estrela: conto de fadas é atropelado pelo álcool em remake com Gaga e Cooper

Sim, Lady Gaga sabe atuar. E sim, Bradley Cooper sabe cantar. Agora que já concordamos com isso, é hora de ir um pouco além do primeiro impacto de “Nasce Uma Estrela” e pensar sobre tudo o que o filme – quarta versão do musical a chegar aos cinemas – propõe ao público de 2018 entre uma canção e outra. Continuar lendo “Nasce uma estrela: conto de fadas é atropelado pelo álcool em remake com Gaga e Cooper”

Histórias descartáveis

Quando foi a última vez que você assistiu a um filme que ficou com você? Digo, realmente ficou, até que você assistisse de novo, lesse uma crítica, convencesse todos os seus amigos a verem também e finalmente incorporasse frases inteiras, ideias e referências da tela para a sua vida? Faz tempo, né? Continuar lendo “Histórias descartáveis”

Rosé gold

Tons pastéis se espalham pela minha timeline. Rosa, azul, dourado, creme, rosé gold, preto e branco. Cadernos decorados como se cada página fosse um quadro. Mesas amplas e convidativas com seus vasinhos, canecas, luminárias, canetas, lápis, cadernos, notebooks. Peças decorativas com um toque irônico sorriem para a câmera. Fofas e autênticas. Idênticas às da página ao lado. Escritórios ou cenários de um filme do Wes Anderson? Perfeitos, limpos, aconchegantes, simétricos. Suas habitantes, também: sapatilhas delicadas, vestidos rodados, cabelos cuidadosamente bagunçados. Nas fotos quadradas, os pés não doem, o vento não bagunça a franja, o café não suja a mesa. As unhas estão bem feitas, o livro harmoniza com o computador, a almofada, o cobertor grosso de tricô. Será que alguém o lê? Continuar lendo “Rosé gold”

Eles sabem.

Eu não sei exatamente quem são “eles”, mas sei que eles sabem.

Sabem que, no último sábado, eu e o meu marido paramos para perguntar o preço de algumas lentes numa galeria da Avenida Paulista. Na mesma hora, espalharam anúncios da Canon pela sua timeline – não espalharam pela minha, é claro, porque sabiam que era ele quem gostava de fotografia, como sabiam que era Canon, não Nikon. Continuar lendo “Eles sabem.”

Assunto: este e-mail é seu?

Olá. Meu nome é Juliana e, provavelmente, o seu também.

Pergunto se este e-mail é seu porque, veja bem, ele é meu também. Alguns meses atrás comecei a receber mensagens de pessoas que eu não conhecia, sobre assuntos que eu não entendia, e fiquei desconfiada. Sabe, eu não moro no Rio Grande do Norte, não me inscrevi em nenhuma SmartFit (e depois desisti) e ninguém tão próximo de mim faleceu neste ano – sobre isso, aliás, sinto muito. Continuar lendo “Assunto: este e-mail é seu?”

O Anima Mundi 2018 vem aí (e já conhecemos alguns destaques)

Tem gente que acha que animação é coisa de criança e, com isso, estão tentando dizer que é ruim. Não sei se reviro os olhos e ignoro ou respiro fundo, convido para um jantar e coloco discretamente para rodar uma sessão de “Mary & Max”, “Túmulo dos Vagalumes” ou “O Castelo Animado”. Ainda não me decidi. Continuar lendo “O Anima Mundi 2018 vem aí (e já conhecemos alguns destaques)”

Visitamos a exposição “Hitchcock – Bastidores do Suspense” no MIS

A próxima sexta-feira não será um dia qualquer. Ela será uma sexta-feira 13 – dia do terror, do medo, do suspense e também o dia em que o Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugura sua megaexposição sobre o diretor Alfred Hitchcock. Intitulada “Hitchcock – Bastidores do Suspense”, a instalação ocupa dois andares do museu e traz fotografias, documentos, vídeos e espaços interativos montados para colocar o visitante dentro dos sets do cineasta britânico. Continuar lendo “Visitamos a exposição “Hitchcock – Bastidores do Suspense” no MIS”

“Todo Dia”: adolescente é condenado a viver as vidas dos outros em curioso romance fantástico

Ideias criativas podem ser terrivelmente difíceis de realizar, mas, pelo menos, sempre vão soar mais interessantes do que qualquer clichê bem feito. É esse o caso do longa “Todo Dia”, que troca o padrão “menino-conhece-menina” por algo como “menino-que-também-pode-ser-menina-mas-na-verdade-não-é-nem-gente-conhece-menina”. Continuar lendo ““Todo Dia”: adolescente é condenado a viver as vidas dos outros em curioso romance fantástico”

Lendo Anne Rice

Algumas memórias ficam guardadas por tanto tempo que a gente até esquece que aconteceram de verdade… Até que, um dia, elas vêm à tona por um motivo qualquer. E você pensa: como foi que eu fiquei tanto tempo sem lembrar? Continuar lendo “Lendo Anne Rice”