A magia das coisas

Vocês conhecem o Benedict Cumberbatch? Britânico, voz meio cavernosa, olhos estreitos, comprido… Às vezes usa uma capa vermelha, em outras um sobretudo com gola levantada? Não? Bem, eu gosto muito dele e ontem mesmo sua voz estava na minha televisão, saindo da garganta de um dragão. Mas por que estou falando de um ator? Continuar lendo “A magia das coisas”

Estudando sci-fi

Bom dia, pessoal. Como vocês estão? Sério, como vocês estão? 

Tenho achado que um tempo fora-do-tempo assim pede um minuto para a gente se perceber… Sei que alguns estão ainda percebendo a si mesmos – empoeirados em meio a tanta urbanidade, desacostumados com o espaço para respirar. Pois respirem, olhem o sol na parede, façam o quanto precisarem de nada, se a avalanche da vida em casa deixar. Depois venham conversar. Continuar lendo “Estudando sci-fi”

Homem-Aranha no Aranhaverso: seis aranhas para a nova geração

Depois de anos de super-heróis amadurecidos, sombrios, metidos em guerras mundiais, grandes dilemas morais ou na subversão tão pós-moderna dos conceitos de bem e mal, a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” chega aos cinemas bem menos pretensiosa, devolvendo o gênero às crianças e lembrando aos adultos que toda aventura começa tão pequena quanto uma picada de aranha num garoto inseguro.

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Tinta Bruta: vencedor do Teddy Awards usa delicadeza e poesia para falar de repressão

Pedro não gosta de lugares públicos. Apesar disso, todas as quintas-feiras ele liga sua webcam e dança nu, banhando-se em tinta neon e tocando seu corpo colorido para uma plateia fiel e pagante. O vencedor do Festival do Rio e do Teddy Awards (troféu voltado para filmes queer no Festival de Berlim), “Tinta Bruta”, finalmente chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de dezembro trazendo essa história melancólica e quase trágica para brilhar na tela. Isso, se o público estiver pronto para ela. Continuar lendo “Tinta Bruta: vencedor do Teddy Awards usa delicadeza e poesia para falar de repressão”

Robin Hood – A Origem: mais um remake sem nada a acrescentar

Mais um ano, mais um remake ambicioso com o subtítulo “a origem” chega aos cinemas. Desta vez, é o justiceiro Robin Hood que ganha sua enésima rodada nas telas, agora com o rostinho bonito de Taron Egerton, uma coleção de roupas inexplicavelmente modernas e o festival de pirotecnia e efeitos visuais que se espera de qualquer superprodução de respeito. Continuar lendo “Robin Hood – A Origem: mais um remake sem nada a acrescentar”

Em Chamas: suspense coreano seduz com trama ambígua e cheia de entrelinhas

Há muito pouco fogo no sul-coreano “Em Chamas”. Muito pouco diante das câmeras, quero dizer, porque, por trás delas, pode haver quantas labaredas você quiser imaginar. E é disso que se trata o suspense psicológico de Lee Chang-Dong, longa que representa seu país no Oscar 2019 depois de ter sido indicado à Palma de Ouro e vencido o prêmio da crítica em Cannes: imaginação. Continuar lendo “Em Chamas: suspense coreano seduz com trama ambígua e cheia de entrelinhas”