Artistas malditos

Não sei se vocês já leram alguma aventura de Sherlock Holmes, mas tenho uma coleção completa aqui e, de tempos em tempos, pego uma das histórias para folhear antes de dormir. São divertidíssimas, recomendo! Mas tem uma pegadinha… Elas podem ser bem preconceituosas.

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Feminismos animados

Nos últimos dias, uma enxurrada de trailers inundou a internet, mas dois em particular me chamaram a atenção: “Wifi Ralph” e “Uma Aventura Lego 2”. Ambos sequência, ambos animados, ambos inspirados em brinquedos nostálgicos. E ambos tentando fazer um mea culpa gigantesco em tempos de #TimesUp.

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Domingo no sofá: “Eu não sou um homem fácil”

Era domingo à noite e eu vinha pensando em Morgan Freeman, #metoo e Times Up. Pensava em como um homem foi incentivado a vida toda a tratar mulheres como objetos e, de repente, querem descartá-lo como um rolo de papel. Tentei escrever sobre isso, mas não consegui. Então liguei a Netflix e resolvi assistir à comédia francesa “Eu Não Sou um Homem Fácil”, que um amigo indicou.

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Mulheres do Século 20 (Mike Mills, 2016)

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Na correria urgente do dia-a-dia, pode ser fácil perder de vista o quanto do nosso presente é herança de um passado que julgamos distante e retrógrado. Mas basta um exercício de memória: pense no movimento feminista que vem ganhando força nos últimos anos com a ajuda das redes sociais. Ele nada mais é do que o desdobramento tardio de uma mobilização que teve seu auge quatro décadas atrás, quando o anticoncepcional chegou às prateleiras e o punk invadiu as vitrolas. E é para esse tempo em ebulição que viajamos, guiados pelo diretor e roteirista Mike Mills, às suas lembranças de juventude no semiautobiográfico “Mulheres do Século 20”.

Sim, o ponto de vista é masculino e isso, nem de longe, é um problema. O que testemunhamos, aqui, não é o feminismo panfletário que sugere o título, mas sim seu impacto real sobre um jovem em formação. Um jovem cuja relação com a mãe acabou por definir seu caráter como homem e como artista.

O filme conta a história de Dorothea (Annette Bening), uma mulher que foi mãe aos 40 anos e, divorciada, começa a sentir um abismo se abrir entre ela e seu filho Jamie, de 15 (Lucas Jade Zumann). Mergulhada numa contracultura que ela não entende, somada a uma insegurança que começa a se instalar pela primeira vez em quem sempre estivera à frente do seu tempo, Dorothea decide pedir ajuda. Ela recorre a Abbie (Greta Gerwig), uma fotógrafa a quem aluga um quarto, e a Julie (Elle Fanning), uma adolescente um pouco mais velha do que Jamie, para que elas deem ao menino a formação de que ele precisa.

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A relação com as duas – que já existia naturalmente, mas ganha novas liberdades – tem um impacto imediato na vida de Jamie, que passa a repensar todas as suas posturas como homem (e como ser humano), mas essa experiência não diminui a distância em relação à mãe.

É nessa frustração delicada entre a teoria e a prática dos relacionamentos que se esconde a sabedoria de “Mulheres do Século 20”. Ao subir dos créditos, Mills confessa que “tentou explicar quem era Dorothea, mas não conseguiu”. É claro que não. Porque pessoas não cabem em livros e o melhor que podemos fazer é o que fez o pequeno Jamie ou o adulto Mike, olhando para trás para as pessoas que fizeram parte de sua vida: tentar enxergá-las com olhos coloridos e caleidoscópicos, sabendo que eles jamais serão o suficiente.

 

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.IFrame

Crítica: “Carol” traz às telas um romance natalino com “algo a mais”

Um dos primeiros grandes filmes do ano chega aos cinemas no dia 14 de janeiro para engrossar a corrida pelo Oscar 2016. “Carol”, de Todd Haynes, tem tudo para agradar a quem procura um romance água-com-açúcar (com um “twist”), mas também carrega uma discussão densa e extremamente relevante para o momento atual.

“Carol” é um romance natalino e, como tal, mostra uma história de amor leve (ao menos, num primeiro olhar) e apaixonante, na Nova York dos anos 50. Cate Blanchett não decepciona e, mais uma vez, está impecável no papel de uma mulher madura e incontrolável. Já Rooney Mara não chega a surpreender, mas encaixa bem no papel silencioso e observador em que a colocaram. O figurino e a trilha sonora, banhados a cinquentismos, são uma experiência à parte e se responsabilizam pelo sucesso do filme tanto quanto o roteiro ou a direção.

Blanchett é Carol, uma mulher rica que está passando por um processo de divórcio e tem uma filha pequena. Já Mara é Therese, uma jovem vendedora que vive numa espécie de inércia – insegura, ela segue seus amigos e pretendentes, sem saber realmente o que quer. Na primeira vez em que elas se encontram, Carol está procurando um presente de Natal para a filha e, por sugestão de Therese, encomenda um trenzinho, ao invés da boneca da moda. Este é o primeiro ato de subversão que as duas compartilham.

O romance que se desenvolve é construído aos poucos, entre olhares sugestivos, diálogos ambíguos e, finalmente, uma viagem decisiva. Não é por acaso que a cumplicidade é a primeira relação que elas estabelecem, ambas fugitivas de uma sociedade machista e homofóbica da qual não se sentem parte.

A história acompanha principalmente a luta de Carol, que, sendo ainda oficialmente casada (o que, para seu marido, significa que ela “é responsabilidade dele”), não consegue se libertar para viver um novo relacionamento – e o fato de sua nova parceira ser uma mulher só piora as coisas.

Se a situação parece absurda nos dias de hoje, é porque muito já foi conquistado, mas é importante lembrar que, não mais que algumas décadas atrás, metade da população se considerava genuinamente superior à outra metade – inclusive, dona dela. No filme, por exemplo, há uma cena em que uma personagem acusa Harge (Kyle Chandler), marido de Carol, de isolar a esposa, afastando-a de seus interesses e obrigando-a a cultivar apenas as suas amizades, o seu emprego e a sua família. Qualquer semelhança com a realidade, infelizmente, não é coincidência. Mas a opressão aparece também nos pequenos gestos, como num diálogo em que Harge se refere a uma amiga do casal como “a esposa de fulano”, ao invés de dizer seu nome. Soa familiar?

O que faz a diferença neste drama é o fato de suas protagonistas não se deixarem abalar. Em nenhum momento, elas aceitam o rótulo de “indefesas” ou de “loucas”, mesmo que, às vezes, sejam obrigadas a ceder em algum ponto. O amor entre elas, aqui, é tanto uma afirmação de identidade e independência quanto uma relação romântica. Ainda assim, surpreendentemente, o filme consegue ser doce, como uma canção de Natal*.

*Em inglês, “carol” é a palavra usada para designar canções natalinas.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Crítica: com elenco forte, “As Sufragistas” retrata movimento feminista no início do século XX

Não poderia haver momento mais oportuno para o lançamento de “As Sufragistas”. Baseado na história real do movimento britânico pelo direito ao voto feminino no início do século XX, o longa mostra o quanto já foi conquistado no caminho pela igualdade entre os gêneros, mas também permite ver o quanto ainda não foi.

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Para quem pretende comprar o ingresso para ver a “diva das divas” Meryl Streep, fica o aviso: ela tem uma participação mínima no filme. A verdadeira protagonista é Maud Watts, interpretada por Carey Mulligan e acompanhada, na maior parte do tempo, por Violet Miller (Anne-Marie Duff) e Edith Ellyn (Helena Bonham Carter).

O filme acompanha a evolução de Maud, da negação do movimento sufragista (nome dado ao grupo organizado de mulheres que lutavam pelo voto, ou “sufrágio”) à militância extrema. Lavadeira, esposa e mãe, ela começa a questionar o próprio papel na sociedade quando, por um incidente, é levada a depor a favor do voto diante de um júri formado por homens.

O marido de Maud, vivido por Ben Whishaw, tem uma presença essencial no filme, representando o machismo internalizado que se disfarça de preocupação com a mulher. É dele que partem algumas das atitudes mais devastadoras da trama. O filme de Sarah Gavron mostra o quanto a militância exige daquelas mulheres, que abrem mão de suas famílias pelo sonho de uma vida melhor para suas filhas ou as filhas dos outros, pois sabem que a mudança não virá em seu tempo.

Para quem assiste à história hoje, algumas passagens são tão absurdas que parecem até ficção – como o fato de as mulheres não serem donas do próprio dinheiro, ou de não poderem ter a guarda (nem mesmo compartilhada) do próprio filho – mas outras, infelizmente, soam bastante familiares. É o caso de frases como “você é minha esposa, deveria se comportar como tal”, “mulheres não têm consciência do que estão fazendo” ou “controle sua mulher, ela está passando dos limites”.

“As Sufragistas” segue um formato linear de romance histórico, apostando nos pequenos gestos opressores mais do que em grandes confrontos. Talvez por isso, o filme não consegue surpreender ou superar as expectativas, atendo-se a cumprir exatamente o que prometera: uma história real dramatizada com o auxílio de uma história pessoal comovente. Não falta técnica à produção, mas falta ousadia. E, como o próprio filme ensina, a ousadia é necessária para provocar mudanças.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Crítica: “Garota Sombria Caminha Pela Noite” é um filme de vampiros diferente de tudo o que você já viu

Garota Sombria Caminha Pela Noite” já é um clássico. Escrito e dirigido pela iraniana Ana Lily Amirpour, o longa que estreia no Brasil no dia 17 de dezembro (encarando a concorrência pesada de “Star Wars: O Despertar da Força”) é uma obra obrigatória para quem gosta de cinema de arte e procura algo fresco e diferente.

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O filme tem vampiros e assassinatos, mas seria simplista rotulá-lo como horror. Há um clima noir, algo de faroeste (especialmente na trilha, que também aposta em rock n’ roll e pop oitentista) e uma tensão latente que lembra “Deixa Ela Entrar”, de Tomas Alfredson. O estilo blasé dos personagens traz à mente o também vampiresco “Amantes Eternos”, de Jim Jarmusch, mas todas essas referências são apenas vultos reconhecíveis num conjunto que, à sua moda, não se parece realmente com nada.

Parte da estranheza vem do fato de que, apesar de iraniano na alma (com roteiro, direção, elenco e língua), “Garota Sombria” é uma produção norte-americana, com referências bastante hollywoodianas. Soma-se a isso o fato de o tempo não ser definido, assim como o lugar: fitas cassetes e celulares antigos convivem com carros dos anos 50 ou 60 e a cidade é chamada, simplesmente, de “bad city”. O resultado dessa mistura é um filme para devorar com olhos e ouvidos e, depois, digerir lentamente.

A garota do título é uma vampira vivida por Sheila Vand (americana de origem iraniana), que não tem nome. Solitária e silenciosa, ela observa pessoas nas ruas à noite vestida com um véu da cabeça aos pés – coincidência ou não, esse figurino a deixa muito parecida com o personagem No Face, de “A Viagem de Chihiro”, uma criatura sem identidade que devora objetos e pessoas, quase como um vampiro. Durante esses passeios noturnos, ela caça, com particular entusiasmo, os homens que maltratam mulheres, sem poupar crianças (futuros molestadores) nem idosos.

Seguindo a tendência do cinema mundial em 2015, “Garota Sombria” traz uma forte mensagem de empodeiramento feminino, mas o recado não é mero fruto do momento: histórias de abuso são comuns no cinema iraniano, gestado numa sociedade patriarcal e opressora. O interessante é que a vampira de “Garota Sombria” não é apenas uma justiceira, mas uma heroína violenta e sem escrúpulos, que ouve Lionel Richie, dança sozinha e anda de skate pelas ruas da “Bad City”. Qualquer estereótipo é quebrado em segundos.

Além disso, não é só a vampira que aterroriza a cidade. Existe uma vala cheia de corpos expostos que ninguém questiona. Há uma cultura de tráfico e violência – da qual, inclusive, o interesse amoroso da protagonista (Arash Marandi), um perfeito “James Dean” iraniano, participa ativamente. O romance entre os dois funciona tão bem que rende uma das cenas mais encantadoras do cinema recente: quando eles se apaixonam sem trocar uma palavra sob um globo espelhado no quarto dela.

“Garota Sombria” tem pouco mais de uma hora e meia, é em preto e branco e tem um ritmo hipnotizante. Há momentos de interlúdio – como o que se sucede ao primeiro ataque da vampira -, mas logo novos conflitos se colocam e os nervos voltam a tensionar, até o minuto final. O encerramento é brilhante. Não perca.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Crítica: provocativo e atual, “Malala” apresenta uma heroína contemporânea de carne-e-osso

Algumas histórias nem parecem pertencer ao século XXI, mas conhecê-las é tão chocante quanto essencial. Do mesmo diretor de “Uma Verdade Inconveniente” (Davis Guggenheim), o documentário “Malala” chega aos cinemas no dia 19 de novembro, revelando a trajetória de Malala Yousafzai: uma garota paquistanesa que usou sua voz para lutar pelo direito de meninas irem à escola, numa comunidade oprimida pelo Talibã.

O filme não segue uma narrativa linear, nem tem o formato clássico (e por vezes enfadonho) de um documentário. Guggenheim explora animações para ilustrar e dar novos sentidos a diversas partes da história, traça paralelos inesperados e contextualiza a situação de forma que Malala se torna apenas uma peça de um quebra-cabeças muito maior.

Logo no início, ficamos sabendo que Malala levou um tiro na cabeça e que, hoje, vive na Inglaterra porque não pode voltar ao seu país. Ela sabe que, se voltar, será assassinada pelo Talibã. Mas o motivo exato para esse ataque só é revelado no final, após uma retrospectiva completa que começa pela escolha do seu nome.

Dar tanta atenção ao nome da personagem (o título original é “He Named Me Malala”, ou “Ele Me Chamou de Malala”) foi um toque muito delicado e inteligente. “Malala”, afinal, foi inspirado no nome de uma jovem afegã que, segundo se conta, liderou o exército local numa batalha contra os ingleses e morreu no processo. A Malala dos dias de hoje não morreu, mas passou muito perto disso.

O processo de dominação do Talibã no vale do Swat é contado sob o ponto de vista dos moradores: primeiro, surgiu um líder que falava sobre a religião e se dirigia diretamente às mulheres. Sua influência cresceu com base na confiança, antes de evoluir para a violência e os assassinatos. Quando o povo percebeu, já era tarde demais e as ruas já não eram mais um lugar seguro.

A postura contestadora da protagonista não é isolada em sua família e, por isso, a história do seu pai (Ziauddin Yousafzai) é tão importante quanto a dela. Professor e dono de uma pequena escola, foi ele que permitiu e incentivou a filha a estudar desde pequena – coisa que, no Paquistão, não é tão comum entre as mulheres. Também foi ele que a empoderou desde o nascimento, inserindo seu nome na árvore genealógica da família onde, normalmente, apenas os nomes dos homens são escritos.

Como se não bastasse, também foi ele o primeiro a erguer a voz contra o Talibã e sugerir à filha que escrevesse um diário para a BBC, denunciando a situação. Daí para atitudes mais arriscadas e, futuramente, para a criação de uma fundação internacional, foi um pulo.

Além de contar a história de Malala, o filme permite que se reflita sobre outros lugares e pessoas, como os refugiados sírios ou as mulheres africanas – e, se olharmos para mais perto de nós, dá para pensar no recente fechamento de escolas estaduais pelo governo de São Paulo. Direta ou indiretamente, vemos aqui mais um caso de afastamento entre as crianças e os estudos, causa pela qual a vencedora do Nobel vem lutando diariamente desde que foi proibida de frequentar a escola em sua cidade-natal.

Em tempos em que as vozes femininas estão mais altas do que nunca (mesmo que ainda se tentem abafá-las aqui e ali), “Malala” é um filme obrigatório. Atual e, ao mesmo tempo, atemporal, o documentário alerta para a toxicidade dos discursos que nos cercam e lembra que eles precisam ser rebatidos – mesmo que isso leve tempo e possa ter um preço muito caro.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Crítica: DeNiro esbanja carisma em “Um Senhor Estagiário”

Comédias despretensiosas e inteligentes nunca são demais. Melhor ainda se elas forem protagonizadas por Robert De Niro e Anne Hathaway, numa química entre gerações que não se via desde “O Diabo Veste Prada”, quando Hathaway contracenou com Meryl Streep.

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Em “Um Senhor Estagiário”, De Niro é Ben Whitaker, um viúvo aposentado que, cansado de ter tanto tempo livre, resolve se candidatar a um estágio numa empresa de e-commerce. Lá, ele é encaminhado para trabalhar diretamente com a fundadora e diretora Jules Ostin (Hathaway), uma mulher jovem e bem sucedida que prefere fazer tudo sozinha, mesmo que isso signifique não comer, não dormir e passar muito tempo longe do marido e da filha.

É, inclusive, uma grande surpresa quando descobrimos que Jules é mãe: parece impossível que alguém consiga conciliar tantas funções e ainda se dar tão bem em todas elas. Ela tem a ajuda do marido, que abandonou o trabalho para ser pai e dona-de-casa em tempo integral, pelo menos até a start-up da esposa se estabilizar. A relação entre os dois é um mar de fofura, mas logo, naturalmente, descobrimos que ela também tem seus tropeços.

No início, Jules acha que Ben pode atrapalhá-la, ou mesmo invadir seu espaço com seu jeito solícito “demais”, então não permite que ele tenha nenhuma função realmente importante. Mas ele não é ingênuo (como muitos idosos são retratados nos cinemas) e, ao invés de se ressentir, mantém olhos e ouvidos bem abertos até encontrar uma oportunidade e mostrar seu valor. A chance vem quando Jules ouve de seu próprio conselho que está na hora de contratar um CEO para controlar o crescimento da empresa.

A diretora Nancy Meyers não esconde seus temas favoritos e, como em trabalhos anteriores (entre eles “Do Que As Mulheres Gostam” e “Alguém Tem Que Ceder”), aqui também ela trata de envelhecimento e feminismo com propriedade. O fato de Jules estar tendo sua autoridade questionada, portanto, pode ser entendido tanto como um receio por ela ser jovem demais quanto por ser mulher (afinal, todos os CEOs que ela visita são homens) – e o mais bacana é que os dois preconceitos serão apontados e combatidos não por ela, mas por seu estagiário senior.

Hathaway está em casa com sua personagem workaholic, mas quem domina a cena é mesmo DeNiro, mais adorável do que nunca como o senhor que ensina cavalheirismo, organização e uma dose de amor próprio aos jovens colegas de trabalho. Ele é mais “cool” que todos os seus colegas hipsters.

Sem pesar nem forçar lições, “Um Senhor Estagiário” faz pensar sobre como subestimamos a experiência de pessoas mais velhas no ambiente de trabalho ou mesmo na vida pessoal. O filme é uma comédia deliciosa para se assistir em casa ou nos cinemas, sozinho ou acompanhado. Vale seu ingresso e vai fazer seu dia ficar melhor.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Que Horas Ela Volta?, Straight Outta Compton e o que Matt Damon não entendeu sobre diversidade

O mundo mudou. Há quem não consiga acompanhar as novidades, mas acreditar que a humanidade é caucasiana, que lugar de mulher é na cozinha ou que o mundo é dividido entre ricos e pobres, cidadãos e estrangeiros, é viver ao lado dos dinossauros. E 2015 está provando isso como nunca. Continuar lendo “Que Horas Ela Volta?, Straight Outta Compton e o que Matt Damon não entendeu sobre diversidade”