Estreias do fim de semana – 06/08 a 08/08

Alguém pediu dicas ecléticas para o fim de semana? Pois hoje eu trago sete estreias para absolutamente todos os gostos e bolsos. Tem filme premiado e gratuito pra ver na internet, tem filme-família pra ver no cinema, tem pipocão pra ver no streaming… Tem de tudo.  Vem comigo que eu te mostro!


FILMES E SERVIÇOS

Mortal Kombat | HBO Max

Druk – Mais uma rodada | Telecine

Os sapatinhos vermelhos | Belas Artes à la Carte

Em pedaços | Sesc Digital

Abe | Cinemas

O Esquadrão Suicida | Cinemas

Culpa | Filme Filme


OUTROS LINKS

Crítica de Abe

Crítica de Culpa

Episódio do Cinefilia & Companhia com Culpa

Estreias do fim de semana (23 – 25/07)

O fim de semana está entre nós e, com ele, a chance de assistir um filminho com pipoca no sofá ou, se você já estiver vacinado, na poltrona do cinema. Confira alguns destaques entre as estreias nas mais diversas plataformas:

SWEAT | Mubi

A cultura digital dos influenciadores é examinada de perto no longa “Sweat”, do sueco Magnus Von Horn, estreia da semana na Mubi. O filme acompanha uma blogueira fitness que vive o auge do sucesso online, mas, ao mesmo tempo, sofre com a carência de contato humano verdadeiro, enquanto precisa lidar com um fã obcecado.

CÉU VERMELHO-SANGUE | Netflix

Quando um grupo de terroristas decide sequestrar um avião, no thriller “Céu vermelho-sangue”, da Netflix, eles certamente não esperavam que uma das passageiras fosse, secretamente, uma vampira, que agora está determinada a proteger seu filho e chegar ao seu destino, custe quanto sangue custar.

EM UM BAIRRO DE NOVA YORK | HBO Max

A versão cinematográfica do musical da Broadway “Em um bairro de Nova York” chega ao catálogo da HBO Max, com a trilha composta por Lin-Manuel Miranda. O filme mostra uma comunidade latina dentro da agitada metrópole estadunidense. Lá, o dono de uma bodega economiza cada centavo enquanto sonha com uma vida melhor.

RASHOMON | Belas Artes à la Carte

O clássico de Akira Kurosawa “Rashomon” é o grande destaque do Belas Artes à la Carte. O filme de 1950 conta a história de um mesmo crime a partir de quatro pontos de vista: o de um bandido, uma noiva, um fantasma e um lenhador. Vencedor do Leão de Ouro e indicado ao Oscar pela Direção de Arte

SABOR DA VIDA | Filme Filme

Já a plataforma Filme Filme traz para o catálogo o romance Sabor da Vida, da diretora japonesa Naomi Kawase. O filme acompanha o dono de uma loja de dorayakis – bolinhos japoneses recheados de pasta de feijão – que contrata uma senhora para ajudá-lo, depois de provar seus deliciosos bolinhos. Com a atriz Kirin Kiki, de “Assunto de Família”.


A SOMBRA DO PAI | Sesc Digital

Representante do novo terror brasileiro, “A Sombra do Pai” estreia gratuitamente no site do Sesc, como parte do projeto Cinema Em Casa. O filme é o segundo da diretora Gabriela Amaral Almeida, de “O Animal Cordial”, e conta a história de um pai e uma filha de 9 anos que se tornam distantes após a morte da mãe. Aos poucos, o pai vai se tornando mais ausente e mais ameaçador, enquanto a menina começa a acreditar que pode trazer a mãe de volta à vida.

UM LUGAR SILENCIOSO: PARTE II | Cinemas

Emily Blunt retorna aos cinemas para a segunda parte de “Um lugar silencioso”. No novo filme, sua personagem parte com os três filhos para desbravar o que restou do mundo fora de seu refúgio e encontrar outros sobreviventes. Agora que ela conhece o ponto fraco das criaturas que caçam pelo som, a humanidade pode ter uma chance.

Gostou? Veja a lista completa de lançamentos de julho aqui.

Seis filmes para ver no fim de semana (16/07-18/07)

Finalmente, alguns dos maiores lançamentos do ano chegam às telonas e às telinhas para embalar o seu fim de semana, junto com alguns clássicos e uma pérola do outro lado do mundo. Vem ver:

EM CHAMAS | Cinema #EmCasaComSesc 

Esse filmaço sul-coreano está chegando ao site do Sesc, para todo mundo assistir de graça ao longo do próximo mês (e não precisa nem se cadastrar!). “Em chamas” é um suspense psicológico bastante tenso sobre um jovem tímido e uma garota extrovertida, que lhe apresenta um novo amigo – rico, charmoso e com um hobby perigoso.

CRUELLA | Disney Plus 

O filme de origem de uma das vilãs mais malvada da Disney finalmente chega ao catálogo do Disney Plus para todos os assinantes, sem custo extra. O longa traz Emma Stone no papel principal, como uma estudante de moda que tenta se afirmar no competitivo meio artístico na Londres dos anos 1970.

CACHÉ | Reserva Imovision

Nesta semana, o Reserva Imovision traz um especial com cinco filmes do diretor Michael Haneke, entre eles o suspense “Caché”, de 2005. Com Juliette Binoche, o longa acompanha um casal que é ameaçado por uma série de vídeos de vigilância deixados na porta de sua casa. O filme rendeu a Haneke o prêmio de Melhor Diretor em Cannes.

GODZILLA VS. KONG | HBO Max

Uma das grandes novidades no catálogo da HBO Max é a chegada do blockbuster “Godzilla vs. Kong”, que arrecadou quase meio bilhão de dólares nos cinemas mundialmente, durante a pandemia. O filme coloca os dois monstros gigantes frente a frente, numa batalha que pode dizimar a humanidade.

JFK: A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR | Belas Artes à la Carte

Enquanto o diretor Oliver Stone apresenta seu novo documentário  “JFK Revisited” no Festival de Cannes, o filme que deu origem à sua obsessão pelo tema chega ao Belas Artes à la Carte. Em “JFK: A pergunta que não quer calar”, Kevin Costner interpreta um promotor que decide investigar novamente o assassinato do presidente americano John F. Kennedy, e descobre um outro lado da história.

SPACE JAM – UM NOVO LEGADO | Cinemas

A colorida sequência do clássico dos anos 90 “Space Jam” chega aos cinemas, trazendo o atleta LeBron James no papel de um jogador de basquete que é aprisionado num espaço digital junto com seu filho, e precisa da ajuda de personagens animados como Pernalonga e Lola Bunny para vencer um jogo decisivo e sair de lá. 

Gostou? Confira a lista completa de lançamentos de julho aqui.

Tela grande, tela pequena – a chegada da HBO Max e algumas reflexões sobre cinema e plataformas digitais

Estreou hoje no Brasil a nova plataforma de streaming da HBO, HBO Max – consertando alguns dos problemas bizarros da antiga HBO Go e trazendo uma pequena seleção de novas dores de cabeça para quem tentou logar (foi preciso fazer um novo cadastro, mesmo já sendo assinante), assinar (houve problemas com o pagamento nas primeiras horas) ou assistir (as legendas estavam abominavelmente desconfiguradas).

Para impulsionar o tão aguardado e atrasado lançamento, o serviço trouxe alguns títulos inéditos por aqui, mas já extensamente discutidos lá fora, como Friends – The Reunion e The Flight Attendant, além da comédia pandêmica Confinamento (Locked down), com Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor, e da série Raised by wolves, parcialmente produzida e dirigida por Ridley Scott. Mulher Maravilha 1984 também já chega no catálogo, junto com toda a família DC (incluindo, sim, a Liga da Justiça de Zack Snyder) e as franquias de sucesso da Warner, como Harry Potter, O Senhor dos Anéis e Invocação do Mal. Animações clássicas do Cartoon Network também aparecem, como As meninas superpoderosas, O laboratório de Dexter e Coragem, o cão covarde, assim como Looney Tunes, Os Jetsons, Os Simpsons e Scooby Doo

O cardápio é variado e promissor – a HBO sempre teve boas produções originais, e a tendência é que elas se multipliquem agora. Porém, sempre que uma nova (ou meramente renovada) plataforma é anunciada, algumas questões sobre cinema, filmes e acessibilidade voltam à tona, reacendidas como lâmpadas sensíveis ao aperto de um botão: até quando conseguiremos bancar uma cultura de assinaturas digitais? Até que ponto o streaming torna o produto audiovisual mais democrático, ou ainda mais fechado em nichos do que era quando só se tinham cinemas e locadoras? E como fica o papel dos cinemas nisso tudo, hein? Será que eles sobrevivem à explosão do digital?

Até quando conseguiremos bancar uma cultura de assinaturas digitais?

Essa última pergunta tem me incomodado um pouco mais desde que comecei a usar meu computador para ver parte dos filmes sobre os quais queria escrever. Faço isso pela praticidade – consigo assistir e escrever ao mesmo tempo, na minha mesa, e posso usar o headphone para não interferir nas reuniões do Gabriel (pois home office ainda é uma realidade por aqui). E essa situação – necessária no momento – me fez perceber a falta que eu sinto de uma sala escura, de uma poltrona estofada, de uma tela enorme, e de um grupo de pessoas compartilhando aquele espaço e aquele tempo silenciosamente. 

Acredito no equilíbrio, é claro. Cinema é caro e demanda um tempo muito maior do que a sessão caseira. Tem ainda o custo do deslocamento, da pipoca, do refrigerante, ou da refeição que acompanha a saída… E preciso dizer que a pipoca do Gabriel é melhor que a de qualquer lugar. Qualquer dia vou filmar pra vocês.

O cinema escolhe o filme por você (ou te dá opções para contar nos dedos), mas carrega o risco de você não gostar e, pior, não poder trocar na metade. Porém, ultimamente até isso tem soado como uma grande vantagem: em casa, às vezes a paciência é tão curta que me vejo pulando de um título ao outro, mergulhando por não mais que dez minutos em cada. E isso não é bom: filme nenhum se constrói em dez minutos. Mas tente dizer isso para a minha mão no controle remoto. 

As distrações são reais, e entregar-se tão completamente à hipnose do cinema (como escreveu Barthes) é missão vinte vezes mais complicada na conveniência do lar. Na TV, a coisa é um pouco mais fácil: minha família sempre valorizou o momento do filme como algo quase sagrado, e só se levantava do sofá para um xixi e olha lá. Hoje, eu e o Gabriel ainda somos assim: estouramos o milho, apagamos as luzes, puxamos o edredom e não levantamos mais. Às vezes, só para guardar o balde ou encher os copos. Mas eu falo. Adquiri a mania de comentar as cenas enquanto assistimos, e isso me transporta a um lugar radicalmente diferente do cinema de verdade – esse é o cinema discutido em tempo real, consciente de si. Sem hipnose. Sem aquela coisa de sair meio zonzo tentando lembrar quem você é ou onde está.

Será que ver um filme sem imergir nele é mesmo ver um filme?

No computador, a história é outra: tenho desenvolvido a capacidade de ver filmes picotados, como minisséries aleatoriamente fatiadas. “Vamos descer com a Cacau?” – pausa. “Opa, chegou um email aqui!” – pausa. “Deixa eu responder essa mensagem…” – pausa. “Nossa, tá meio cansativo né…” – pausa. Ora, não é à toa que está cansativo, você nunca embarcou nessa viagem: é como se estivesse apenas olhando os vídeos de quem foi e te contou. Será que ver um filme sem imergir nele é mesmo ver um filme?

Bem, talvez esses filmes em pedaços sejam como livros: você lê algumas páginas por noite e, ao final de uma semana ou duas (ou alguns meses, vai saber), a história finalmente se fecha e você se vê com uma sensação de completude – mesmo que já tenha esquecido os detalhes.

A verdade é que, idealmente, tem espaço para tudo. Cada plataforma funciona melhor em sua hora e lugar, e cada momento pede uma escolha diferente – às vezes é preciso se virar sem sair de casa. Às vezes, nem há cinema na cidade, ou você quer ver alguma coisa que não está em cartaz; ou você está gripado, e está chovendo, e nada seria capaz de te tirar da cama. Ou você só precisa assistir a um trecho daquele clássico para relaxar enquanto passa a roupa. Ou a grana está curta, e o jeito é esperar até o filme entrar num dos streamings que você divide com o resto da família, em vez de pagar um ingresso cheio no cinema na estreia.

O digital tem motivo de sobra para ser o sucesso que é. Mas tenho cada vez mais certeza quando falo que o filme que você vai ver aí, no escritório, no quarto ou na sala de estar, não é o mesmo que você veria na sala escura e isolada de um cinema fora do seu casulo. Que aquela aventurinha boba que não te empolgou dessa vez talvez tivesse sido capaz de te levar a outro mundo, enquanto você estivesse lá, enfeitiçado. E aquela cena final que te emocionou, mas que você logo esqueceu, talvez tivesse te acompanhado no caminho para casa, e crescido com a ajuda das luzes coloridas dos carros e daquela chuva fina e bonita na calçada.

Hoje eu entendo por que alguns cineastas têm tanto medo de que seus filmes sejam vistos apenas em telas individuais. O filme é o mesmo, mas você não é. E a gente precisa se lembrar disso enquanto ainda dá para comparar.

Westworld, 2ª temporada: considerações

Tive dificuldade para dormir ontem à noite. Por mais que tentasse, não conseguia desviar os pensamentos do final da segunda temporada de “Westworld”, que foi ao ar neste domingo na HBO após uma sequência de episódios propositalmente confusos e enlouquecedores. É só uma série, eu sei, mas havia muito o que pensar – inclusive sobre o mundo do lado de fora da ficção.

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Demônio de Neon + Westworld: dois conceitos de humanidade no cinema e na TV

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Desde que assisti ao primeiro trailer de “Demônio de Neon”, eu soube que escreveria sobre ele. Um manifesto belo e grotesco sobre a própria beleza. Um tesouro conceitual e incompreendido – já sabia disso antes de ver o filme completo e confirmei minhas impressões na sala de cinema, maravilhada com as imagens de Nicolas Winding Refn. Aliás, me enganei quanto ao “grotesco”: existe a sugestão do “gore”, mas o tal demônio não abre mão da qualidade estética nem por um segundo. Não há um fio de cabelo fora do lugar, mesmo que, por dentro, seus personagens estejam se corroendo e apodrecendo como troncos ocos.

Mas o fato é que não consegui escrever sobre “Demônio de Neon” porque fui atropelada por “Westworld”.

Eu mesma sabia muito pouco sobre a nova série da HBO, mas tive a chance de assistir ao primeiro episódio numa sessão de imprensa. “Westworld” estreia no dia 2 de outubro e é livremente inspirada no filme homônimo de 1973, com roteiro de Jonathan Nolan (que escreveu “Interestelar” junto com o irmão mais famoso) e de sua esposa, Lisa Joy.

O primeiro episódio apresenta um Velho Oeste bastante convincente onde vive um grupo de personagens típicos: a doce e otimista garota apaixonada (Evan Rachel Wood), seu pacato pai fazendeiro (Louis Herthum), o aventureiro que retorna para cumprir uma promessa (James Marsden), a cafetã (Thandie Newton) e o assassino (Rodrigo Santoro). O espectador é pego de surpresa quando alguns desses personagens são brutalmente assassinados, mas, ao revê-los sãos e salvos na manhã seguinte, começa a compreender: aquele, na verdade, é um parque de diversões onde clientes ricos podem se vestir a caráter e viver algumas horas no Velho Oeste (ainda não sabemos se a série mostrará outros cenários).

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Lá, eles interagem com robôs humanoides tão avançados que é quase impossível diferenciá-los dos visitantes, exceto por seus discursos repetidos e por um ou outro tique mecânico. Para dar mais realismo à experiência, os robôs não sabem que não são humanos. E é aí que voltamos ao Neon.

O filme de Refn e a série de Nolan trabalham conceitos opostos de humanidade, mesmo tendo, ambos, perspectivas pessimistas sobre ela. Em “Demônio de Neon”, o valor de uma pessoa está na aparência, enquanto, em “Westworld” o que define um humano é o seu comportamento.

O longa conta a história de uma modelo novata (Elle Fanning) que chega a Los Angeles e encara a inveja destrutiva de suas concorrentes, enquanto despe-se de sua alma e seu intelecto para dar à agência o que ela quer – e o que aprendeu a querer, também – sua beleza exterior e vazia.

[ALERTA DE SPOILER]

Numa cena, a personagem de Jena Malone, uma maquiadora que completa a renda maquiando corpos para o velório, compensa a frustração de ter sido rejeitada por uma pretendente viva realizando sua fantasia com um cadáver. A imagem pode ser chocante, mas não é gratuita: se o que ela desejava era a beleza de uma modelo, a estética despida de significado, então não haveria diferença entre um corpo preenchido com vida e outro vazio.

Em outro momento, uma série de fotos é levada a uma agência de modelos. São fotos belas e impactantes que contam uma história intrigante: uma mulher está morta num sofá. O que teria acontecido com ela? Como ela teria chegado ali? Quem era ela? As fotos, porém, são rejeitadas como sendo “amadoras”. O motivo não é dito, mas podemos pensar que o fato de levantarem perguntas e estimularem o olhar para além da imagem não atende aos objetivos da empresa.

[FIM DO SPOILER]

A humanidade, portanto, é definida aqui pelo corpo: a modelo deve expressar beleza sem consciência e a imagem deve ser dissociada de sua significação. O oposto acontece em “Westworld” – ou, pelo menos, em parte dela.

Na série, os humanos que embarcam na fantasia do parque assumem atitudes desumanas: matam, estupram e traem simplesmente porque não serão punidos e porque sabem que seus “hóspedes” são personagens ficcionais. Então, numa cena, um roteirista do parque faz a seguinte reflexão: “Talvez devêssemos parar de atualizar os robôs. Até que ponto, afinal, as pessoas se sentiriam confortáveis para trair ou matar se eles se parecessem cada vez mais com humanos?”

A humanidade, portanto, é definida pelo comportamento: quanto mais complexos se tornarem os robôs, mais as pessoas os enxergarão como iguais. Além disso, ter a capacidade de pensar, aprender, ter memórias e sentimentos faz com que os robôs também se considerem humanos.

Há um paradoxo, entretanto: ao mesmo tempo em que os robôs passam a “sensação” de humanidade por seu comportamento, eles ainda são julgados, racionalmente, pela estrutura física. Os usuários do parque sabem que os habitantes do Velho Oeste não são humanos porque são feitos de componentes mecânicos e não de células naturais – e isso cria uma distância intransponível que tem sido explorada pela ficção científica desde os primórdios.

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Como a série vai desenvolver essa questão, ainda não sabemos, mas ficaremos pregados na TV todos os domingos para descobrir. E, quanto ao Neon, aviso que é um filme tão polêmico que dificilmente ficará muitas semanas em cartaz. Sugiro que corram logo aos cinemas (a partir do dia 29) e voltem com suas próprias respostas para algumas destas perguntas: afinal, será que o filme segue o próprio conceito e é só bonito, mas sem conteúdo? Ou será que ele nos mostra que realmente só consideramos humanos aqueles que nos agradam aos olhos?

Perguntas difíceis, respostas desagradáveis.