Novos e velhos heróis

Zack Snyder não é exatamente meu exemplo de diretor de cinema. Apesar disso, passei quatro horas da última quinta-feira conferindo a sua versão do pipocão-sessão-da-tarde Liga da Justiça, filme lançado em 2017 que ele começou, mas não pôde terminar em decorrência de uma tragédia pessoal. Na época, Joss Whedon assumiu o volante e se deu mal: misturar duas visões de uma mesma obra, assim, às pressas, nunca poderia ter dado muito certo, e o resultado foi visivelmente caótico. Mas por que me dar ao trabalho de assistir à nova versão? Bem, um pouco para poder acompanhar as discussões na internet, um pouco porque conseguimos acessar uma promoção bem baratinha do Google Play (se fosse para pagar R$ 50 a história seria outra), e um pouco por curiosidade sobre o que ele poderia me dizer dos novos caminhos do cinema de massa.

Porque há caminhos novos sim, por incrível que pareça. As tecnologias cada vez mais avançadas de CGI, a renovação do público nerd e o isolamento repentino do último ano, somado a uma tendência já anterior de migração dos conteúdos do cinema para a TV, têm transformado o cenário da cultura pop, dos grandes estúdios e das grandes franquias, de um jeito que poucas pessoas poderiam ter previsto. 

O “corte do Snyder” me fez pensar, por exemplo, em como filmes desse tipo são feitos hoje em dia. Para começar, ele não é um “corte”. É um filme refeito, quase do zero, sem que isso tenha implicado em grande retrabalho para os atores. “Mas como assim?”, você pensa. “Como pode um filme ser completamente reformulado sem que seja preciso refilmar tudo?” Pois é. Acontece que esse cinema de super-heróis já não é live-action há muito tempo: é pura pós-produção. É praticamente cinema de animação, só que com captura de movimento, como foi o Mogli do Jon Favreau uns anos atrás. Pensando agora, o que ele fez em 2016 não foi muito diferente do que a Disney e a Warner já estão acostumadas a fazer com todos os seus heróis: usar os atores como pontos de apoio para uniformes desenhados posteriormente no computador, cercados de cenários virtuais e efeitos visuais. Acontece que, agora, o cinema já consegue até recriar com fidelidade os rostos e as expressões, e é questão de tempo até que os próprios atores se tornem desnecessários. Absurdo? Sim. Uma discussão ética real? Também.

Eu disse que poucas pessoas poderiam ter previsto as tendências, mas tenho a impressão de que algumas previram, e elas estavam na Disney. Isso porque, no dia seguinte ao Snydercut, vi o primeiro episódio de Falcão e o Soldado Invernal, segunda série original da Marvel a estrear no Disney+, e a dar continuidade à colossal franquia dos Vingadores que começou em 2008 e se desenvolveu ao longo de 22 filmes até encerrar com a maior bilheteria mundial de todos os tempos (recentemente superada por uma reestreia de Avatar na China), Vingadores: Ultimato, em 2019. Não me conformo com a sorte de quem terminou um projeto desses meses antes da pandemia estourar, mas isso só ajudou a valorizar o que vinha pela frente. O fato é que eu não estava especialmente ansiosa por essa série, nem por nenhuma das séries anunciadas por eles, mas, depois da boa surpresa que foi WandaVision, resolvi dar uma chance. E, vendo os dois produtos assim tão próximos – o Snydercut e o pacote de séries derivadas da Marvel, a diferença entre as marcas ficou evidente.

Não quero começar uma guerra entre DC e Marvel, até porque as duas bebem das mesmas fontes e parecem mais irmãs gêmeas de realidades ligeiramente distintas do que rivais. Tem espaço para todo mundo. Mas, se há uma coisa que esses lançamentos mostraram, é que a reverência ao fã não deveria ser uma obrigação para quem quer trabalhar com super-heróis, como tanta gente parece acreditar. 

Pense comigo: o novo Liga da Justiça só existiu porque os fãs imploraram para que a Warner desse uma segunda chance a Snyder. E, assim como a versão expandida de Batman vs Superman, essa nova versão vai trazer muito lucro, mas não vai ajudar a construir um universo, como eles pretendiam. A franquia iniciada com Homem de Aço já estava quebrada desde que Batman vs Superman foi lançado às pressas como uma resposta pouco maturada para Guerra Civil. De lá para cá, nada mais se encaixou – é claro, não houve tempo para planejar. Mais energia foi gasta na correção de erros do que na construção de uma trama coesa, que pudesse atravessar uma sequência de filmes sem perder a linha. 

Não que os fãs estivessem errados: a versão de Snyder é significativamente melhor do que a de Whedon, mesmo que longa demais (ela poderia facilmente ter sido uma minissérie). Mas o papel excessivamente presente do público em cada passo da produção parece atrapalhar a DC, filme após filme, na busca por uma identidade. Neste novo Liga da Justiça, dá para ver o esforço da equipe para agradar a todo mundo: há frases de efeito que forçam uma mensagem feminista (“eu não pertenço a ninguém” é talvez a fala mais mal colocada dos últimos anos); há personagens dos quadrinhos sendo incluídos de última hora para surpreender, mesmo estragando no caminho um dos diálogos mais interessantes do longa; há mais representatividade e drama na expansão do papel do Ciborgue (ponto positivo, uma das boas mudanças da nova versão); há mais espaço para o idolatrado Coringa, numa tentativa de redimir o ator Jared Leto, mas numa participação que só faria sentido se a saga fosse continuada. E há mais ação, mais tensão, menos humor. O que, a mim, faz o filme soar irritantemente pretensioso, mas há quem goste. Não vou julgar.

O que quero dizer é que a preocupação constante em corresponder às expectativas de uma legião de fãs apegadas a outra mídia, a outro tempo e às suas próprias fantasias tem sido um espinho no calcanhar da Warner. E talvez seu Coringa tenha sido a beleza que foi porque não entregou nada do que esperavam os fãs. E talvez a Disney tenha aprendido essa lição muito antes, e isso seja seu diferencial hoje: desde que matou metade da população do universo em 2018, ela tem investido tempo e dinheiro não em entregar ao fã o que ele quer, mas o que ele precisa.

Porque o mundo de 2021 precisa discutir os problemas de 2021, e não fechar os olhos com uma sessão de escapismo por ano. E, se o primeiro Vingadores pertencia a um mundo disposto a se divertir sem preocupações por duas horas e meia, o que está recebendo WandaVision e Falcão e o Soldado Invernal é um mundo em crise que precisa lidar com as consequências de escolhas muito ruins que fez no passado, que precisa lidar com o luto e com o trauma coletivamente, e precisa discutir questões sobre racismo, supremacia branca, fronteiras e capitalismo – urgentemente. E, sim, está tudo lá, entre uma perseguição e outra, entre um efeito especial e outro. A cada episódio, a Disney se propõe a atualizar seu arsenal de personagens e histórias para um novo tempo, com novos valores, e com isso arrisca desagradar seus fãs mais tradicionais, mas também tem a chance de reeducá-los, de propor novas reflexões, e de atingir novos públicos que também precisam de heróis. 

É claro que há espaço para escapismo também. E, se Snyder precisou de quatro horas para processar seu próprio luto e oferecer um pouco de entretenimento aos fãs do Superman, do Batman ou da Mulher Maravilha, melhor para todos. As velhas histórias também precisam ser recontadas e os velhos heróis, atualizados. Mas fico feliz em ver que há novas histórias, novos pontos de vista e novos jeitos de fazer cinema, ou TV, ou um misto cada vez mais indistinto dos dois, encontrando espaço no outrora tão conservador terreno da cultura de massa. E, nunca pensei que diria isso, mas é a Disney que está liderando essa mudança.

FC! Review – Esquadrão Suicida


Chegou a hora de falar algumas verdades sobre um dos filmes mais aguardados do ano. “Esquadrão Suicida”, aposta da DC para subverter o gênero de super-heróis com um grupo de vilões enlouquecidos, estreia nesta quinta-feira, 4 de agosto, e já está dividindo opiniões. Afinal, será que esta estreia faz justiça ao hype? Confira nossa análise no FC! Review de hoje!

Confira mais vídeos sobre cinema no canal Fala, Cinéfilo!

Fala, Cinéfilo! #visita: X-Men Filmes EXPO no MIS

Fomos conferir a exposição “X-Men Filmes EXPO – dos filmes para o museu”, que está em cartaz no MIS em São Paulo. O evento traz 41 objetos usados em cena nos diversos filmes da franquia X-Men, incluindo figurinos, acessórios, storyboards e artes conceituais.

Quando? De 17 de maio a 3 de julho, de terça a domingo.
Quanto? Grátis.
Onde? MIS – Museu da Imagem e do Som (SP).

Crítica: “Deadpool” aposta em humor adolescente e piadas internas sobre filmes de super-heróis

Se você quer saber o que esperar de “Deadpool”, basta assistir aos créditos iniciais. O longa, aposta da Fox para chacoalhar seu universo de super-heróis (que inclui os X-Men e o Quarteto Fantástico, todos originais da Marvel Comics), pode não ser uma obra de arte, mas é sincero: logo de cara, deixa claro que sua história não é original, seu diretor não tem personalidade e seu protagonista não tem talento, mas os roteiristas – esses sim – fazem milagre.

O filme conta a história de origem do anti-herói Wade Wilson/Deadpool, que, diagnosticado com câncer terminal, aceita participar de uma experiência que cura a doença e lhe dá superpoderes, mas acaba deformando seu corpo. Seu diferencial, porém, não é a mutação, mas sim o senso de humor ácido e a mania de “quebrar a quarta parede” – ou, em outras palavras, interromper a ação para conversar diretamente com o público.

Ryan Reynolds reprisa o papel que, lamentavelmente, interpretara em “Wolverine: Origens”, mas, aqui, seu Deadpool é fiel aos quadrinhos: ele faz piadas escatológicas e fálicas (o tempo todo) e dá alfinetadas nos estúdios com comentários sobre os outros filmes de super-heróis, mais como um fã do que como um personagem. O tom geral é de um humor adolescente, ideal para um público nos seus 15 ou 16 anos (a censura é de 16), mas não se envergonhe se você, adulto, também achar graça. A ideia é apelar para o seu lado juvenil e brincar com isso.

Se os diálogos são espertos e cheios de referências pop, não espere muito da trama nem das cenas de ação. “Deadpool” cumpre apenas o protocolo e segue todas as cartilhas manjadas do gênero (ele o faz de propósito, mas nem por isso pode ser considerado inovador): vemos a apresentação do personagem sozinho, a ascensão com a mocinha, a queda solitária, a busca pelo vilão, a ajuda dos coadjuvantes e a grande batalha final, com muita destruição, alguns duelos paralelos e a redenção obrigatória.

A forma como a história é contada tem seu charme: o roteiro intercala uma única sequência de ação, passada numa ponte, com um longo flashback mostrando a formação do herói até ali. O recurso funciona bem, mas não dura para sempre: eventualmente, a narrativa alcança a cena principal e segue numa linearidade tradicional, bastante previsível.

“Deadpool” não é o melhor filme de super-heróis que você verá na sua vida, nem é o pior – mas talvez seja o mais honesto. Bem-humorado, ele traz à Fox o frescor de que o estúdio precisava para competir contra a Marvel e a DC, num ano que terá “Batman vs Superman”, “Capitão América: Guerra Civil”, “Esquadrão Suicida” e “Doutor Estranho”. Mirar um público diferente, mais jovem e disposto a levar os quadrinhos (e os filmes) menos a sério, foi definitivamente um acerto. A sequência, é claro, já está garantida.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Crítica: “Quarteto Fantástico” renova a origem dos personagens, mas decepciona na reta final

Numa época em que até Homem-Formiga e Aquaman estão ganhando sua chance em megaproduções, é natural que os poucos heróis que ainda não tenham conseguido se firmar dentro de uma franquia voltem às telas de cara nova, recontando suas origens na esperança de se tornarem os novos Vingadores.

quarteto

Isso já aconteceu com Homem-Aranha, Batman e até X-Men, que vem explorando duas linhas do tempo para introduzir um elenco mais jovem. Agora, é a vez do Quarteto Fantástico tentar a sorte no filme que estreia nesta quinta (6 de agosto) com Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell.

O elenco não poderia estar mais em alta: Teller brilhou no Oscar 2015 com “Whiplash”; Jordan conquistou críticos em 2013 com “Fruitvale Station”; Mara está na premiada série “House of Cards” e Bell saltou de “Billy Elliot” (2000) para “Ninfomaníaca” (2013), mostrando que não era apenas uma criança-prodígio.

Tanto cuidado com os heróis não compensa, porém, a escalação de Toby Kebbell para o papel do Dr. Destino. Apesar de se destacar em “Planeta dos Macacos – O Confronto” como o chimpanzé Koba, aqui ele não convence como a criatura enciumada e amargurada que, de uma hora para a outra, decide destruir o mundo.

Um clichê como este – o vilão 100% mau, contra os heróis que precisam trabalhar juntos para salvarem a Terra – já deveria estar superado a esta altura, mas ainda é o motor de 10 em cada 10 filmes de super-heróis. O mais decepcionante é que “Quarteto Fantástico” poderia ter sido diferente.

A primeira hora do filme é, afinal, bastante autêntica: conhecemos a infância de Reed (Teller) e Ben (Bell), descobrimos como uma experiência com teletransporte leva a uma dimensão paralela, ouvimos falar de física quântica, buracos negros e outras teorias da moda. Enfim, acompanhamos o trabalho de um grupo de cientistas, mergulhamos no seu sonho e vibramos com eles quando finalmente conseguem realizá-lo.

E é então que tudo desmorona. A ficção científica dá lugar ao filme de super-herói, com todos os seus clichês: os amigos que precisam se reconciliar, o governo que explora heróis como armas de guerra, o vilão que pode matar com um único olhar, mas cuja luta final se revela muito mais fácil do que deveria. E, é claro, a mocinha em perigo (que, para piorar, é excluída da ação mais interessante do filme sem nenhum motivo aparente).

O novo “Quarteto Fantástico”, cujo custo é estimado em US$ 120 milhões, não tem apenas a missão de iniciar uma possível franquia, mas também precisa provar que é superior ao filme de 2005 – o que, em muitos aspectos, não é.

Menos ambicioso, aquele Quarteto se apoiava mais no humor e nos conflitos amorosos de seus personagens do que na ciência em si, construindo uma aventura que, apesar de simplista, se sustentava do início ao fim. Já este, empenhado em criar uma nova história e agradar aos fãs mais intelectuais, acaba se perdendo na ação, escorregando para um encerramento ruim que prejudica todo o produto.

No fim, é provável que o Sr. Fantástico, a Mulher Invisível, o Tocha Humana e o Coisa voltem à obscuridade mais uma vez, e tenham que esperar mais dez anos por uma nova chance.

Texto publicado no Guia da Semana em 03/08/2015.

“Vingadores: Era de Ultron” introduz novos personagens e expande o universo Marvel para a próxima fase

E lá se foram três anos desde que os primeiros Vingadores invadiram os cinemas com a maior bilheteria de estreia de todos os tempos e, juntos, travaram uma batalha que praticamente devastou Nova York (e a DC Comics). Agora, a Marvel prepara o terreno para uma nova formação do grupo, apresentando nomes novos, afastando antigos e amarrando, pouco a pouco, todo o seu universo cinematográfico e televisivo.

hulkbuster

Vingadores: Era de Ultron” é o décimo primeiro filme da marca nos cinemas, incluindo os longas individuais dos heróis e o aparentemente desconectado “Guardiões da Galáxia” – que já começa a encontrar seus próprios pontos de convergência. Ambiciosa, a superprodução abraça personagens do universo X-Men, modificando suas identidades de “mutantes” para “aprimorados” porque os direitos da franquia ficaram com a Fox. Em breve, Homem-Formiga, Pantera Negra, Capitã Marvel e até o Homem Aranha também se unirão ao time.

Por enquanto, o que temos é a velha equipe – Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Hulk (Mark Ruffalo) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) – resgatando o cetro de Loki das mãos de um general russo numa sequência inicial que parece feita para agradar aos fãs (bastante forçada, diga-se de passagem). No processo, eles conhecem os gêmeos Pietro (Aaron Taylor-Johnson) e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), cuja missão de vida é destruir os Vingadores e, particularmente, Tony Stark (Downey Jr.).

Os irmãos poderiam ser o maior problema dos heróis, mas são apenas o começo: de posse do cetro (e da joia do infinito contida nele – desculpem, mas a identidade da gema já estava clara há tempos), Stark e Banner (Ruffalo) decidem fazer algumas experiências. As coisas dão errado e o que emerge é Ultron (voz de James Spader) uma inteligência artificial capaz de viajar pela internet e ocupar diversos corpos mecânicos simultaneamente, com um único objetivo: destruir a raça humana para alcançar a paz no mundo.

Ultron é surpreendentemente bem humorado para um vilão, mas sua criação não gera o conflito esperado entre os heróis – o debate que se dá quando ele nasce é superficial e apressado, desperdiçando uma grande chance de revelar pensamentos dos personagens uns sobre os outros. O mesmo ocorre mais a diante, quando surge Visão (Paul Bettany), uma criatura ainda mais polêmica que poderia rachar o grupo.

Se o desenvolvimento dos Vingadores como uma equipe fica a desejar, alguns conflitos individuais ganham espaço: o Gavião Arqueiro, por exemplo, tem finalmente sua chance de brilhar – e, quem diria, rouba todos os holofotes. Wanda, Viúva Negra e Hulk também se destacam, protagonizando alguns dos melhores diálogos do filme.

Conteúdo à parte, quem comprar o ingresso de olho nas cenas de ação não sairá desapontado. Além da abertura, outras duas grandes batalhas acontecem – uma entre Hulk e Homem de Ferro e outra no final, entre os Vingadores e o exército de Ultron (essa, sim, imperdível). O humor que marcou o primeiro filme também retorna bem equilibrado, apesar de menos frequente, apostando em piadas internas.

“Era de Ultron” sem dúvida será outro sucesso explosivo de bilheterias, mas, diferente de “Os Vingadores”, corre o risco de não ser uma unanimidade entre fãs e leigos. Com novos personagens, referências obrigatórias a outros filmes (ou séries) e explicações encurtadas para dar espaço à ação, o longa pode se tornar cansativo ou confuso para quem não acompanha tão avidamente a franquia. Mesmo assim, é uma amarração bem feita de todo o universo Marvel até agora, com ganchos para o futuro que deixarão os fãs com água na boca. Que venham os novos Vingadores.

Texto publicado no Guia da Semana em 21/04/2015.