Meus favoritos de 2018

Chamem-me de piegas, mas sou daquelas pessoas que aproveitam o período entre dezembro e janeiro para fazer o “balanço” do ano que passou e anotar os projetos, metas e tendências para o ano que vem. Retrospectivas são comigo mesmo e talvez esta seja a única época em que eu realmente vejo sentido em fazer listas. Então, antes de olhar para 2019 com olhos curiosos, quero compartilhar com vocês um pouco do que eu vi, li e descobri em 2018. Vamos?

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Domingo no sofá: “Eu não sou um homem fácil”

Era domingo à noite e eu vinha pensando em Morgan Freeman, #metoo e Times Up. Pensava em como um homem foi incentivado a vida toda a tratar mulheres como objetos e, de repente, querem descartá-lo como um rolo de papel. Tentei escrever sobre isso, mas não consegui. Então liguei a Netflix e resolvi assistir à comédia francesa “Eu Não Sou um Homem Fácil”, que um amigo indicou.

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Fala, Cinéfilo! #11 – A Bela e A Fera, Warcraft e Truque de Mestre 2

No Fala, Cinéfilo! #11, comentamos o primeiro teaser do longa “A Bela e A Fera”, falamos sobre o acordo de exclusividade entre a Netflix e a Disney, sobre os problemas que “Rogue One” está enfrentando e sobre a sequência de “Mary Poppins”, que vem por aí. Entre as estreias, destaques para “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” e “Truque de Mestre – O 2º Ato”. Indicamos, ainda, dois eventos sobre cinema que acontecem em junho: o Festival Varilux de Cinema Francês e o Iniciativa Crossover.

Dica do público de hoje: “Filhos da Esperança” (Alfonso Cuarón, 2006)
Tema para o próximo programa: Animação

Links:
Trailer “A Bela e A Fera” (novo e antigo comparados): https://goo.gl/DSa8KH
Crítica “Warcraft”: http://goo.gl/W612BI
Crítica “Truque de Mestre – O 2º Ato”: https://goo.gl/vyrYav
Festival Varilux: http://variluxcinefrances.com.br
Iniciativa Crossover: https://iniciativacrossover.com.br

Fala, Cinéfilo! #02 – Esquadrão Suicida, O Regresso, Anomalisa e Amy


No “Fala, Cinéfilo!” de hoje, confira o trailer do “Esquadrão Suicida”, conheça filme que está quebrando recordes em Sundance, saiba mais sobre a sequência de “Blade Runner” e veja quatro dicas de filmes em cartaz indicados ao Oscar: “Anomalisa”, “Trumbo: Lista Negra”, “O Regresso” e “Filho de Saul”. Para ver no sofá, confira a data de estreia do documentário “Amy”, sobre Amy Winehouse, na Netflix.

 

Links:

Crítica de “Anomalisa”: http://bit.ly/1Sp05Zt

Crítica de “O Regresso”: http://bit.ly/1SmQ8x5

Crítica de “Filho de Saul”: http://bit.ly/1Tu9MH7

Trailer de “Esquadrão Suicida”: http://bit.ly/2009SG0

Filmes que estão dando o que falar em Sundance: http://bit.ly/1nqtK8S

Resumão#06 – Star Wars, Mostra, Adele e Sicario

No Resumão#06, comentamos as novidades de Star Wars: O Despertar da Força, lembramos o Back to The Future Day, damos as boas-vindas à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e conhecemos o novo clipe da Adele. Entre as estreias, destaque para “Sicario: Terra de Ninguém”, “Ponte dos Espiões” e “Goosebumps: Monstros e Arrepios”. Para fechar, uma nova tendência chega ao mercado de filmes.

Links:
Trailer Star Wars: Ep. VII – O Despertar da Forçahttps://www.youtube.com/watch?v=sGbxmsDFVnE&sns=fb

15 Filmes imperdíveis da Mostra: http://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/15-filmes-imperdiveis-da-mostra-internacional-de-cinema-2015

Dicas da Mostra (atualizadas durante o festival): http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/dossie-da-mostra-internacional-de-cinema-2015

Clipe de “Hello”, da Adelehttps://www.youtube.com/watch?v=YQHsXMglC9A

Críticas:
Sicario: Terra de Ninguémhttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-inquietante-sicario-traca-um-retrato-complexo-das-relacoes-entre-trafico-policia-e-lei

Goosebumps: Monstros e Arrepioshttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-goosebumps-monstros-e-arrepios-e-diversao-a-moda-antiga-para-criancas-e-adultos

Ponte dos Espiõeshttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-spielberg-e-tom-hanks-fazem-de-ponte-dos-espioes-um-filme-leve-sobre-a-guerra-fria

Análise (Youtube Red, DisneyLife e afins): http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/como-a-netflix-esta-obrigando-os-cinemas-a-se-reinventarem

Crítica: “Beasts of No Nation” disseca a guerra pelo ponto de vista de crianças-soldados

Na última sexta-feira (no dia 16 de outubro), a Netflix disponibilizou para assinantes de todo o mundo seu primeiro longa-metragem original, “Beasts of No Nation”. Originalmente pensado para estrear simultaneamente no canal e nos cinemas norte-americanos, o filme acabou sofrendo boicote das principais redes exibidoras do país e conseguiu abrir em apenas 31 salas, amargando o 33º lugar entre as bilheterias do fim de semana.

beasts

“Beasts” conta a história de um menino africano que, após ter sua vila engolida pela Guerra Civil e sua família inteira assassinada, é recrutado como soldado num grupo de resistência. O filme não se preocupa muito em especificar a situação: que país é aquele? Quais exatamente são as facções rivais? Diante de uma série de siglas genéricas, tudo o que sabemos é que o governo totalitário está invadindo as aldeias e que há pelo menos duas forças contrárias a ele, que também fazem sua parcela de saques e invasões. No meio disso tudo, a ONU desempenha um papel bastante ambíguo, o que dá um quê de crítica social ao longa.

Quem conduz o espectador por esse universo animalesco de crianças-soldados é Agu (Abraham Attah), protagonista e narrador que complementa a violência na tela com reflexões muito bem pontuadas. Sua evolução (ou involução, de criança travessa a uma criatura com metade da sua humanidade) é o que mais impressiona no filme de Cary Fukunaga (True Detective), que constrói esse personagem com calma e cuidado.

Outro elemento-chave na narrativa de “Beasts” é o Comandante, interpretado por Idris Elba (um dos únicos atores profissionais no elenco). Paternal e abusivo, seu personagem representa o pior da guerra para Agu: a violência psicológica de quem é obrigado a correr de encontro à guerra para tentar escapar vivo dela, e a fazer tudo o que não acredita para sobreviver.

O longa começa com fôlego e a trilha sonora – composta por canções infantis, palmas e, mais tarde, tiros – ajuda a dar ritmo. Lá pela terceira parte das mais de duas horas de filme, porém, o roteiro perde o embalo e se permite demorar demais em algumas cenas que acabam tornando a jornada de Agu cansativa. O final, apesar de conter algumas cenas belíssimas, não consegue recuperar o encanto do início e o filme termina numa nota um pouco amarga.

“Beasts of No Nation” é, com certeza, apenas o primeiro de muitos projetos ousados da Netflix para o cinema, como foi “House of Cards” para a TV. A produção é muito bem feita e a direção realmente impressiona – não surpreende se o filme for lembrado quando chegar o momento de definirem os indicados ao Oscar 2016. Para quem ainda não viu, fica a dica: respire fundo e vá em frente. É pesado, mas é melhor do que muita coisa que você vai ver nos cinemas este ano.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.