Estreias de setembro no streaming e nos cinemas

Cinemas

Novo longa do Universo Marvel, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” estreia no início do mês apenas nos cinemas

2 de setembro
Shang-Chi e a lenda dos dez anéis
O matemático
Bagdá vive em mim
Uma noite de crime – A fronteira
King Kong em Asunción
After – Depois do desencontro
O palhaço, deserto

9 de setembro
Um casal inseparável
O bom doutor
Suk suk – Um amor em segredo
Patrulha Canina – O filme
Cidadãos do mundo
De volta para casa
Por que você não chora?
Danças negras
A última floresta
Maligno

16 de setembro
Los lobos
Aranha
Cry macho – O caminho para a redenção
O jardim secreto de Mariana
Escape room 2 – Tensão máxima
Zimba
Mate ou morra
Filho-mãe
Reação em cadeia

“O Matemático” conta a história real de um jovem judeu polonês que se envolve no desenvolvimento das primeiras bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial

23 de setembro
Oasis Knebworth 1996
Nada é por acaso
A abelhinha Maya – E o ovo dourado
A dona do barato
O silêncio da chuva
No ritmo do coração
A chorona
A garota da moto

30 de setembro
007 – Sem tempo para morrer
Ainbo – A guerreira da Amazônia
A casa sombria
O direito de viver
Meu fim. Seu começo.
DNA
The Georgetown Project
Mar de dentro

Netflix

Quinta temporada do fenômeno espanhol “La Casa de Papel” chega à Netflix no dia 3 de setembro

1º de setembro
The 100 (série – temporada 7)
Kuroko no Basket: Temporada 3 (anime)

2 de setembro
Força-Queer (nova série)
Esticando a festa (filme)

3 de setembro
La Casa de Papel (série – Parte 5, Volume 1)
Quanto vale? (filme)
Tubacão (infantil)
Clube de Mergulho (infantil) 

6 de setembro
Slender man – pesadelo sem rosto (filme)
Inspiration4: Viagem Estelar (série documental)

Boas novas para quem acompanha a série “Brooklyn 99” pela Netflix: a sétima e penúltima temporada (finalmente) estreia em setembro

7 de setembro
Untold: Federer x Fish (documentário)
Kid Cosmic: Temporada 2 (infantil)
Octonautas: Missão Planeta (infantil) 

8 de setembro
The Circle: EUA (série – temporada 3)
Noite adentro (série – temporada 2)
JJ+E (filme)
PJ Masks – Heróis de Pijama: Temporada 3 (infantil)

9 de setembro
Amores brutos (filme)
Irmãos de Sangue: Muhammad Ali e Malcolm X (documentário)

10 de setembro
Lúcifer (série – temporada 6)
Caça invisível (filme)
Kate (filme)
Nós (filme)
Yowamushi Pedal Grande Road (anime)
Yowamushi Pedal (anime)

12 de setembro
O protetor 2 (filme)

13 de setembro
Brooklyn 99 (série – temporada 7)

14 de setembro
Você Radical – Amnésia (infantil)
A StoryBots Space Adventure (infantil) 

15 de setembro
Mandou bem (série – temporada 6)
Brincando com fogo: América Latina (série – episódios semanais)
Schumacher (documentário)
Noitários de Arrepiar (infantil) 

A terceira temporada da série teen “Sex Education” estreia com 8 episódios cheios de novidades, como nova diretora e novas regras na escola

16 de setembro
Final Space (série – temporada 3)
Meus Heróis Eram Cowboys (documentário)
He-Man e os Mestres do Universo (infantil)

17 de setembro
Sex Education (série – temporada 3)
O pai que move montanhas (filme)
BAC nord: sob pressão (filme)
Tayo and Little Wizards: Temporada 1 (infantil) 

20 de setembro
Superstore: Uma loja de inconveniências (série – temporadas 1 a 5)

21 de setembro
Amor no espectro (série – temporada 2)
Go! Go! Cory Carson: Chrissy Assume a Direção (infantil)

22 de setembro
Cara gente branca (série – volume 4)
Jaguar (nova série)
Confissões de uma garota excluída(filme) 
Intrusion (filme)

23 de setembro
Rainbow High: Parte 2 (infantil)

24 de setembro
Sangue e água (série – temporada 2)
Missa de meia-noite (nova série)
Um ninho para dois (filme)
My Little Pony: Nova Geração (infantil) 

28 de setembro
Attack of the Hollywood Clichés! (documentário)
Ada Batista, cientista (infantil)

29 de setembro
O homem das castanhas (nova série)
Ninguém sai vivo (filme)
Fomos canções (filme)

Belas Artes à la Carte

Com Robin Wright e diretor de “Valsa com Bashir”, “O Congresso Futurista” antecipa questões da atualidade como a digitalização de atores e a obsessão por vidas falsas no mundo do entretenimento

2 de setembro
Brazil: O filme
Complicações do amor
O tempo é uma ilusão
O congresso futurista
Poeta de sete faces
O que é cinema?

9 de setembro
Tigerland – a caminho da guerra
Armadilha do destino
Fogo por sobre a Inglaterra
Quem matou Lady Winsley?
Jorge, um brasileiro

Clássico de Eduardo Coutinho, “Cabra Marcado para Morrer” é um documentário iniciado nos anos 60 e finalizado vinte anos depois, mostrando as consequências da Ditadura Militar na vida de uma família

23 de setembro
Q&A, sem lei, sem justiça
Regras não se aplicam
Fugitivo da guilhotina
Guerra ao terror
Antonio Meneses – câmera e o violoncelo

24 de setembro
Cine Clube Italiano – O último prosecco (gratuito)

30 de setembro
Vítimas do poder
Gangue de ladras
Para sempre e um dia
Crepúsculo do caos
Cabra marcado para morrer

Disney Plus

Cãozinho de “Up – Altas Aventuras” ganha os holofotes com a nova série de curtas “A Vida de Dug”

1º de setembro
A vida de Dug (série de curtas)
Acampados (série – temporada 4)
Wild Argentina (série – temporada 1)

3 de setembro
Happier than ever: uma carta de amor para Los Angeles (filme-concerto)
As aventuras de André e Wally B. (curta)
Tin Toy (curta)

8 de setembro
Doogie Kamealoha: Doutora precoce (nova série)

10 de setembro
SparkShort: Vinte e poucos (curta)

15 de setembro
Amor mio (série – temporadas 1 a 4)
Yukon – plantão veterinário (série – temporada 7)

17 de setembro:
SparkShort: Nona (curta)
O sonho de Red (curta)
Mio fratello Rincorre i dinossauri
Marley e eu
La ola sin fronteras
Tumbas inundadas do Nilo (documentário)
Disney’s Broadway hits at London’s Royal Albert Hall

A cantora Billie Eilish apresenta o filme “Happier than ever”: uma experiência audiovisual construída em torno de seu último álbum, de mesmo nome

22 de setembro
Star Wars Visions (nova série)
Herdeiros da noite (série – temporada 1)
Spidey and his amazing friends (série – temporada 1)
Marvel’s Spider-Man: maximum venom (série – temporada 1)
Gigantosaurus (série – temporada 1)
Zeke e Luther (série – temporadas 1 a 3)
Segredos do fundo do mar (série documental – temporadas 1 e 2)

24 de setembro
Spark Story: Tudo começa com uma ideia (documentário)
Amazônia eterna (documentário)
Robôs

29 de setembro
Mafalda (curtas)
Miraculous: as aventuras de Ladybug (série – temporada 2)
Zorro (série – temporadas 1 e 2)
Nat Geo Lab (série – temporada 2)

Amazon Prime Video

Camila Cabello interpreta a protagonista na nova versão de “Cinderela”, original para a Amazon Prime. O musical tem uma pegada contemporânea, canções pop, e mostra a personagem lutando pelo sonho de se tornar uma grande estilista

1º de setembro
Uma pitada de amor
Mistério na TV: Um assassino em questão
Mais que vencedores

3 de setembro
Cinderela

5 de setembro
Fear the Walking Dead

7 de setembro
Late night

10 de setembro
LuLaRich
The Voyeurs
Viajantes: Instinto e desejo

14 de setembro
Downtown Abbey

15 de setembro
Zumbilândia: Atire duas vezes

Dupla de filmes inspirados no caso Richtofen (“A menina que matou os pais” e “O menino que matou meus pais”) não chegou a estrear nos cinemas e sairá direto no streaming pela Amazon Prime

15 de setembro
O jogo das chaves

17 de setembro
Everybody’s talking about Jamie
O tempo com você

24 de setembro
Birds of paradise
Goliath
Savage x Fenty show
A menina que matou os pais + O menino que matou meus pais
The courier

Reserva Imovision

Reserva Imovision lança sete filmes do cineasta chinês Ye Lou, incluindo o suspense “Mystery”, que abriu a sessão Un Certain Regard em Cannes em 2012

2 de setembro
Ataque de pânico

3 de setembro – Coleção Ye Lou
Massagem cega
Os amantes do rio
Mystery
Febre de primavera
Palácio do verão
Borboleta púrpura
Amor e dor

9 de setembro
Veredito

10 de setembro – Cinema italiano
Incompreendida
Capital humano
Minha filha
Almoço em agosto

16 de agosto
Andaimes

17 de agosto – Trilogia Paraíso
Paraíso: Amor
Paraíso: Fé
Paraíso: Esperança

Filmes latino-americanos, como o uruguaio “A outra história do mundo”, ganham destaque na programação de setembro

23 de agosto
Love express. O desaparecimento de Walerian Borowczyk

24 de agosto – Visões originais sobre a América Latina para ampliar a sua
Soy Cuba
O último comandante
A outra história do mundo

30 de setembro
A cada momento

Telecine 

Com Jodie Foster, Tahar Rahim e Benedict Cumberbatch, “O Mauritano” foi um dos destaques da temporada pré-Oscar e rendeu a Foster um Globo de Ouro

2 de setembro
A Nuvem Rosa
We Need To Talk About A.I

4 de setembro
2 Corações

5 de setembro
IT: Capítulo Dois

6 de setembro
Esquadrão Tigre

7 de setembro
Perdas e Danos

8 de setembro
Acampamento do Pecado

9 de setembro
Acrimônia – Ela Quer Vingança

11 de setembro
O Mauritano

13 de setembro
É Para o Seu Próprio Bem

14 de setembro
American Pie Apresenta: Meninas ao Ataque

15 de setembro
Um Funeral em Família

19 de setembro
Um Casal Inseparável

20 de setembro
Amor no Dia dos Namorados

22 de setembro
A Cinco Passos de Você

24 de setembro
Feitiço

28 de setembro
Casamento Australiano

30 de setembro
Bem-vindo à Morte Súbita

Cinema Virtual

Em “Mentira nada inocente”, uma estudante finge ter câncer para arrecadar dinheiro e atrair oportunidades

2 de setembro
Amores rebeldes
1942 – a batalha desconhecida

9 de setembro
Quem matou Lady Winsley?
Mentira nada inocente

16 de setembro
A pequena guerreira
O falsificador

23 de setembro
A deusa dos vagalumes
Rainha de espadas

30 de setembro
Sem suspeitas
Entre irmãos

Looke

“O pássaro pintado” narra a jornada de uma criança que, enviada para morar com parentes durante a Segunda Guerra Mundial, decide retornar para casa

2 de setembro
Meu extraordinário verão com Tess
O sapo não lava o pé e muito mais

8 de setembro
SNU – A história de amor que mudou Portugal
Paris Pigalle – o amor é uma festa

15 de setembro
O pássaro pintado
A escolha

22 de setembro
Valan – Vale dos anjos
Com amor, Alasca

29 de setembro
O último rei da Sérvia
Filhos da tempestade

Lançamentos de filmes e séries em agosto

É hora de dar adeus às férias e dar as boas-vindas ao segundo semestre, com um cardápio já bastante extenso de plataformas de streaming (cortesia de um ano e meio de isolamento geral) concorrendo com o retorno progressivo aos cinemas – de preferência com vacina, máscara e certo distanciamento (melhor deixar a pipoca para daqui a alguns meses).

Nesse mês, as opções estão especialmente variadas. De um lado, a nostalgia corre solta com lançamentos como as quatro temporadas de “A família dinossauro”, no Disney Plus; o polêmico e totalmente falso documentário “As faces da morte”, no Belas Artes à la Carte; e todos os filmes da saga “Crepúsculo”, no Starzplay. Do outro, o cinema traz as maiores novidades: um mix de nacionalidades e sabores no filme-família “Abe”; uma aventura de ficção científica ambiciosa em “Caminhos da memória”, com Hugh Jackman; e um drama feminista árabe (dirigido pela primeira cineasta saudita do mundo) em “A candidata perfeita”. E, entre o antigo e o novo, está a nova versão de “O Esquadrão Suicida”, com Margot Robbie reprisando o papel de Arlequina.


Sesc Digital

5 de agosto
As invasões bárbaras
Em pedaços
Fevereiros

“O encouraçado Potemkin”, de Sergei Eisenstein, é um marco na história do cinema por seu uso da montagem na narrativa de uma rebelião de marinheiros às margens da cidade de Odessa

9 de agosto
[CINECLUBINHO]
– Experimenta – A ciência das crianças
– O ninho do corvo
– Emoticones – A felicidade de Karen
– O trompetista
– Astronauta
– Bebê a caminho

12 de agosto
O encouraçado Potemkin
Rockfield – A fazenda do rock
Dê lembrança a todos


Disney Plus

4 de agosto
Pane Elétrica: curtas originais [SÉRIE – Temporada 2]
Me Encontra em Paris [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]
Posso Explicar [SÉRIE – Temporada 1]
Muppet Babies: Hora do Show
Star Wars: Forças do Destino (Curta-metragem) [Temporada 2]
Vampirina Canta Com as Monstrinhas! (Curta-metragem) [Temporada 2]
Lendas da Marvel [SÉRIE – Episódios 10, 11 e 12]

A nova série da Marvel para o Disney Plus será a animação “What If…?”, que coloca os personagens da marca em papéis inesperados

6 de agosto
​​Most Wanted Sharks [DOCUMENTÁRIO]
Sharkcano  [DOCUMENTÁRIO]
What the Shark?  [DOCUMENTÁRIO]
Secrets of the Bull Shark  [DOCUMENTÁRIO]
Meu Nome É Greta [DOCUMENTÁRIO]

11 de agosto
What if…? [SÉRIE]
Operação Big Hero – A Série [SÉRIE – Temporada 3]
Bizaardvark [SÉRIE – Temporadas 1 a 3]

13 de agosto
Star Wars Vintage: A História do Wookie Que Acredita
Star Wars Vintage: Caravana da Coragem
Star Wars Vintage: Ewoks: A Batalha de Endor
A Vida de Cesar Millan [DOCUMENTÁRIO]

Dino, Baby e toda a família Silva Sauro chegam ao streaming neste mês, para matar as saudades dos anos 90

18 de agosto
O mundo dos animais [SÉRIE]
Diário de uma futura presidente [SÉRIE – Temporada 2]
Família Dinossauro [SÉRIE – Temporadas 1 a 4]
Nat Geo Lab [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]

20 de agosto
Quando em Roma
Topa em Junior Express: A qual estação vamos?

25 de agosto
Viúva Negra
Disney Gallery / Star Wars: The Mandalorian [SÉRIE – Temporada 2]
Andi Mack [SÉRIE – Temporada 3]
Star Wars Vintage: Droids [SÉRIE – Temporadas 1 e 2]
Truques da Mente [SÉRIE – Temporadas 7 e 8]
A Lenda dos Três Caballeros [SÉRIE]

27 de agosto
Chris Hemsworth: Investigando Tubarões [DOCUMENTÁRIO]


Netflix

1 de agosto
Chico: Artista brasileiro
Star Trek
Masha e o Urso [SÉRIE – Temporada 4]
Show Dogs: O Agente Canino
Darwin’s Game

Sandrah Oh estrela a série “The Chair”, sobre uma mulher que se torna a primeira não-caucasiana a assumir a direção de uma universidade

2 de agosto
Como hackear seu chefe

3 de agosto
Top Secret: OVNIs
Pray Away
Shiny Flakes: drogas online

4 de agosto
Control Z [SÉRIE – Temporada 2]
Cozinhando com Paris Hilton [SÉRIE]
1976: Entre o amor e a revolução
Pompeia
Jobs
Cocaine Cowboys: the kings of Miami

6 de agosto
Hit & run [SÉRIE]
As nove emoções [SÉRIE]
A jornada de Vivo
A nuvem
Duas rainhas

Tathi Lopes e Larissa Manoela interpretam melhores amigas que decidem viajar juntas para fora do país na comédia nacional “Diários de intercâmbio”

8 de agosto
Chorão: Marginal Alado
Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas

9 de agosto
Shaman king

10 de agosto
O Souvenir
Untold: Briga na NBA
A Casa Mágica da Gabby [SÉRIE – Temporada 2]

11 de agosto
A barraca do beijo 3

12 de agosto
AlRawabi School For Girls [SÉRIE]
Lokillo: o novo normal
Monster Hunter: Legends of the Guild

13 de agosto
Valéria [SÉRIE – Temporada 2]
Desaparecido para sempre [SÉRIE]
Vosso Reino [SÉRIE]
Beckett
Velozes & Furiosos: espiões do asfalto

O terceiro filme da bem-sucedida franquia “A Barraca do Beijo” estreia em agosto na Netflix

15 de agosto
O Clube das Winx [SÉRIE – Temporada 7]
Bunny Girl Senpai [SÉRIE – Temporada 1]

17 de agosto
Untold: Pacto com o diabo
Go! Go! Cory Carson [SÉRIE – Temporada 5]

18 de agosto
Demais pra mim
Diários de intercâmbio

20 de agosto
The Chair [SÉRIE]
Todo va a estar bien [SÉRIE]
Justiça em família
The Loud House: O Filme

22 de agosto
Bravura Indômita

23 de agosto
The Witcher: Lenda do Lobo

24 de agosto
Untold: Caitlyn Jenner
Bebê Oggy

Com Tanner Buchanan, de “Cobra Kai”, a comédia romântica “Ele é demais” inverte a premissa do clássico teen “Ela é demais”, mostrando um garoto pouco popular que é transformado no “rei da formatura” por uma influencer digital

25 de agosto
Clickbait [SÉRIE]
Post mortem: ninguém morre em Skarnes [SÉRIE]
A Saída [SÉRIE]
João de Deus – Cura e crime

26 de agosto
Reunião de Família [SÉRIE – Parte 4]
EDENS ZERO

27 de agosto
Tiltletown High [SÉRIE]
Ele é demais
O quinto set
Ride on time [SÉRIE – Temporada 3]
Eu ♡ Arlo

31 de agosto
A magia do dia-a-dia com Marie Kondo [SÉRIE]
Good Girls [SÉRIE – Temporada 4]
John DeLorean: visionário ou vigarista?
Untold: Crime e infrações


Belas Artes à la Carte

5 de agosto
O poder de um jovem
Samy e eu
Os sapatinhos vermelhos
A coletora de impostos
Soledade, a bagaceira

Cultuado nos anos 80 por ter sido “banido em 46 países”, “Faces da Morte” reúne imagens chocantes de mortes, acidentes e mutilações – e enganou muita gente por décadas, vendendo a ideia de que tudo ali era real.

12 de agosto
As faces da morte
O pássaro com plumas de cristal
O chicote e o corpo
Repulsa ao sexo
Fábio Leão – entre o crime e o ringue

19 de agosto
Cobb, a lenda
Duas ou três coisas que eu sei delas
A arte da felicidade
O processo do desejo
Muda Brasil

26 de agosto
O lado bom da vida
Fonte da vida
O destino bate à sua porta
Esse mundo é dos loucos
Os senhores da terra

O cinema paraibano é tema de mostra especial no Belas Artes à la Carte em agosto. Na foto, “Seu amor de volta”, de Bertrand Lira

Mostra “O novíssimo cinema da Paraíba” *Gratuito para assinantes e não-assinantes
5 a 18 de agosto
A república das selvas
Sol alegria
Ambiente familiar
Beiço de estrada
Jackson – Na batida do Pandeiro
Rebento
Seu amor de volta (mesmo que ele não queira)
+ Curtas e debates – informações aqui

Mostra Ecofalante de Cinema *Gratuito para assinantes e não-assinantes
11 de agosto a 14 de setembro
Programação completa aqui

Cine Clube Italiano *Gratuito para assinantes e não-assinantes
27 de agosto
Gangue de ladras


Telecine

2 de agosto
Agentes Vanguard
Dança fatal

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2021, o dinamarquês “Druk – mais uma rodada” discute os benefícios e malefícios do álcool com ousadia

3 de agosto
Aliens roubaram meu corpo

5 de agosto
Druk – mais uma rodada

6 de agosto
Sozinha

7 de agosto
Milagre na cela 7

10 de agosto
Missão cupido

12 de agosto
Dias melhores

Representante de Hong Kong no Oscar 2021, “Dias Melhores” acompanha uma jovem que tenta se concentrar em seus exames escolares e planejar para o futuro, enquanto lida com bullying e problemas familiares

13 de agosto
Você deveria ter partido

14 de agosto
Synchronic

15 de agosto
L.O.C.A.

16 de agosto
Por um corredor escuro

17 de agosto
Amigas de sorte

18 de agosto
Jiu-Jitsu

19 de agosto
Quo Vadis, Aida?

Também indicado ao Oscar, “Quo Vadis, Aida?” mostra os horrores da Guerra da Bósnia pela perspectiva de uma tradutora da ONU

21 de agosto
The Box – No ritmo do coração

23 de agosto
A nossa canção de amor

27 de agosto
Willy’s Wonderland: Parque maldito

28 de agosto
Não olhe

29 de agosto
Pânico nas alturas


Amazon Prime Video

6 de agosto
Cruel Summer [SÉRIE – Temporada 1]
Val

A nova série “Nove estranhos” (“Nine perfect strangers”) acompanha nove pessoas que se hospedam num resort de luxo sob a promessa de cura e bem-estar, mas encontram algo bem diferente do que esperavam

13 de agosto
Modern Love [SÉRIE – Temporada 2]
Evangelion: 3.0+1.01 Thrice upon a time
Evangelion: 1.11 Você (não) está só
Evangelion: 2.22 Você (não) pode avançar
Evangelion: 3.33 You can (not) redo

15 de agosto
Angry Birds 2 – O Filme

20 de agosto
Nove desconhecidos [SÉRIE – Temporada 1]
Isolados: medo invisível
Safer at home

27 de agosto
Kevin can f*** himself [SÉRIE – Temporada 1]

29 de agosto
Mr. Robot: sociedade hacker [SÉRIE – Temporada 4]


Reserva Imovision

5 de agosto
A balsa

6 de agosto – Documentários
Mais que mel
Lumière: A aventura começa
Jean-Michel Basquiat: a criança radiante
Bergman: 100 anos

Quatro filmes da cineasta francesa Claire Denis entram para o catálogo do Reserva, incluindo o drama “Nenette e Boni”, sobre irmãos que vão viver juntos temporariamente

12 de agosto
Me leve para algum lugar legal

13 de agosto – Coleção Claire Denis
O intruso
Nenette e Boni
Chocolate
Bastardos

19 de agosto
Jumpman

20 de agosto – O primeiro filme de sucesso
Amor à primeira briga
Sem deus
Lucky

26 de agosto
O rio

27 de agosto – Filmes LGBTQIA+
O confeiteiro
Conquistar, amar e viver intensamente
O círculo


Cinema Virtual

5 de agosto
Uma mulher contra um país
Tocados pelo sol

O cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder é o foco do documentário “Fassbinder: ascensão e queda de um gênio”, em cartaz a partir de 26 de agosto no Cinema Virtual

12 de agosto
Apenas nós
No fio da navalha

19 de agosto
A vida sem você
100 Dias de resistência

26 de agosto
Fassbinder: ascensão e queda de um gênio
O lado engraçado da vida


Looke (Vídeo Club)

4 de agosto
O doador de memórias
Renascida das trevas
A lei do mais valente

Baseado em graphic novel francesa, “O expresso do amanhã” mostra uma rebelião dentro de um trem cujos vagões simulam classes sociais, num futuro distópico e gelado

11 de agosto
O terremoto de Spitak
Expresso do amanhã

18 de agosto
O prisioneiro

25 de agosto
O garoto do leito 6
Sem perdão


Paramount Plus

1 de agosto
Goosebumps: monstros e arrepios

11 de agosto
Infinite

18 de agosto
Behind the music [SÉRIE DOCUMENTAL]


Starzplay

1 de agosto
Jumanji: Bem-vindo à selva
Adrenalina

3 de agosto
La La Land

A saga “Crepúsculo”, inspirada nos livros de Stephenie Meyer, chega completa ao Starzplay no mesmo dia: 15 de agosto

15 de agosto
Heels [SÉRIE]
Crepúsculo
A Saga Crepúsculo: Lua Nova
A Saga Crepúsculo: Eclipse
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2


Cinemas

5 de agosto
O diabo branco
Abe
O esquadrão suicida
Mangueira em 2 tempos
Doutor Gama
Piedade
Que mal eu fiz a Deus? 2

“Abe”, com Noah Schnapp (“Stranger Things”) e Seu Jorge, tem direção brasileira e conta a deliciosa história de um adolescente de família meio-palestina, meio-israelense, que vive em Nova York e ama cozinhar

12 de agosto
Jogo do Poder
O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família
Ema
O labirinto
Cavalo
O homem nas trevas 2
O empregado e o patrão
Luana Muniz – filha da lua
Ela e eu
Dois + Dois
Águas selvagens
Shadow

Escrito e dirigido pela co-criadora de “Westworld”, Lisa Joy, “Caminhos da Memória” traz Hugh Jackman como um investigador que usa uma tecnologia futurista para mergulhar em memórias e descobrir o que se esconde no passado

19 de agosto
Caminhos da memória
Nunca mais nevará
Free Guy – assumindo o controle
Eternos companheiros
Uma noite de crime – a fronteira
Heróis do fogo
G.I. Joe Origens – Snake Eyes

Em “A candidata perfeita”, uma médica saudita se candidata a um cargo político na Secretaria Municipal para melhorar as condições de trabalho para si e seus colegas

26 de agosto
Infiltrado
Lamento
Eternos companheiros
A candidata perfeita
Homem onça
Edifício Gagarine
Pedro Coelho 2 – O fugitivo
Intervenção
A lenda de Candyman
Escape Room 2 – tensão máxima
A candidata perfeita

Tudo o que eu não gostei na série Loki

Pensei em chamar este texto de “tudo o que eu não gostei na série Loki”, mas achei que ia soar apelativo. Então, lembrei que a internet funciona assim mesmo, fui em frente e digitei as nove palavrinhas polêmicas. Pelo menos, estaria falando a verdade. 

Loki é a terceira série original da Marvel a estrear na Disney Plus, expandindo o MCU, desenvolvendo melhor alguns personagens secundários e preparando o terreno para a famosa e um tanto vaga “Fase 4”. A primeira delas foi WandaVision, uma série que, antes de estrear, era uma gigantesca incógnita na minha cabeça; mas, depois, se tornou meu xodó entre os lançamentos do ano. Tinha humor, tinha ritmo, tinha uma química imensa entre os atores, e usava das situações lúdicas e absurdas para falar de coisa séria: luto, dor, negação. E tinha Elizabeth Olsen, diva em todas as décadas.

A segunda foi Falcão e o Soldado Invernal, outra que não me interessara muito até estrear, mas acabou surpreendendo. Usando do formato conhecido dos filmes de ação e perseguição, ela trouxe como tema central o racismo e a mudança dos tempos: o que significaria – para o mundo, para um país conservador e para uma pessoa negra – se o próximo Capitão América fosse negro? Sem se apressar, a jornada de Sam Wilson (Anthony Mackie) foi mostrando os diferentes lados dessa história, os dilemas morais, as consequências, as responsabilidades, as dificuldades (financeiras inclusive), ao mesmo tempo em que trabalhava em segundo plano uma trama sobre refugiados que os colocava ora como vítimas, ora como vilões, e ora ainda como seres humanos complexos com um ideal de coletividade. Nada mal para uma série da Marvel sobre dois sidekicks, né?

Então chegou Loki, a única que se propunha a seguir um personagem já muito popular entre os fãs: o vilão de Vingadores, irmão de Thor, Deus da Trapaça, mezzo-alívio cômico, mezzo-sex symbol vivido por Tom Hiddleston desde 2011. Não que eu esperasse muito, mas olhar para o Gabriel com uma cara meio indignada e dizer “cara, isso tá muito ruim” toda quarta-feira? Isso, eu não esperava. 

#chateada

A série parte do momento em que, tentando resgatar as joias do infinito no passado, Homem de Ferro, Capitão América e Homem Formiga se atrapalham e deixam o Tesseract cair no chão. Loki, então, pega a joia e desaparece. Agora, descobrimos que esse breve momento de vitória não durou quase nada, já que, ao se teletransportar, Loki é interceptado por um grupo de soldados (representantes dos Guardiões do Tempo) e enviado para um escritório/prisão (o TVA). A acusação é de que Loki provocou uma ruptura na “linha do tempo sagrada” ao se apossar do Tesseract, e, se você estava prestando um mínimo de atenção, talvez estranhe essa informação. Afinal, quem provocou a mudança foi o trio de Vingadores, não? Hm, não tente pensar demais nisso. 

Daí em diante, o que acontece é uma espécie de jornada de autoconhecimento e transformação para Loki, que, entre outras coisas, terá acesso ao “vídeo da sua vida” (tão brega quanto parece), descobrirá que não é a única versão de si mesmo no multiverso (e nem sequer a melhor), verá que existem forças mais poderosas do que Thanos (e que usam as jóias do infinito como pesos de papel, o que é uma piada muito barata) e viverá alguns dias como uma barata-tonta entre planetas, épocas e dimensões. Divertido? Mais no papel do que na prática.

Talvez o maior erro de Loki tenha sido se preocupar demais em apresentar uma nova grande ameaça megalomaníaca para o Universo Marvel, esquecendo-se de trabalhar seu personagem principal, como alguns veículos já defenderam muito bem. Mas certamente não foi o único. Aponto pelo menos outros três:

Muito se falou da cena em que Loki sugere, com uma frase vaga, que poderia ser bissexual. “Uau, como a Disney está abraçando a diversidade!”, “Nossa, a Marvel arrasou!”, blablabla. Acontece que, a partir daí, ele começa a viver um relacionamento potencialmente romântico com Sylvie, sua versão feminina. O que estaria ótimo, se ele também sugerisse qualquer tipo de flerte com seus outros espelhos, já que a ideia é explorar seu narcisismo. Mas não: o clima Loki-Sylvie só existe porque estamos colocando um personagem masculino para passar tempo demais com uma personagem feminina (e meninos não podem ser amigos de meninas, todo mundo sabe). Diga-se de passagem, todos os outros Lokis se consideram iguais em algum sentido, mas o Loki-Hiddleston faz questão de frisar como ela é diferente. Mais diferente do que um JACARÉ, só porque é mulher.

Meu segundo ponto crítico na série é a apresentação do protagonista como o oposto de um vilão. E não estou falando em humanização, que em geral é super válida, mas na completa distorção do personagem na pressa por gerar simpatia e redenção a tempo para a chegada do próximo filme da marca. O que sai pela culatra, acho eu, já que Loki é o sucesso que é justamente por seus traços vilanescos: a arrogância e a astúcia, em especial. Aqui, o mesmo Deus asgardiano que estava determinado a dominar a Terra, e disposto a se aliar a Thanos mesmo que isso colocasse em risco o universo inteiro, não tem nem arrogância nem astúcia. Pior: ele não tem nenhum plano. Nenhum. Nem sequer um planinho que dá errado, ou uma proposta aos Guardiões do Tempo, uma intenção de virar o jogo, nada. Loki está nu, com frio. Patético e frágil.

Lembra desse Loki aqui, usado extensamente na divulgação? Então, foi pra te enganar.

Ok, talvez eu esteja sendo cruel aqui, pois ele expressa a intenção de se aproximar desse novo poder para tirar alguma vantagem, mas isso nunca passa do primeiro episódio. O resto do tempo, Loki gasta sendo jogado de um lado ao outro, seguindo os impulsos e as convicções de terceiros. A série justifica essa impotência do personagem pela crise de consciência que ele tem ao descobrir que não é dono do próprio destino, rever em tela as próprias crueldades e ouvir de um completo estranho que sua mania de grandeza é, na verdade, a ilusão de uma criança desesperada por atenção. Terapia eficiente essa, né?

Mas, mesmo que a gente acredite que Owen Wilson seja sobrenaturalmente convincente, será mesmo que um único vídeo de 5 minutos seria capaz de convencer o Deus da Trapaça de que seu “glorioso propósito” era morrer nas mãos de Thanos, de um jeito bobo, sem ter jamais conquistado nada? Cá entre nós, essa criatura domina mágica, mas não consegue conceber um deep fake e uma boa edição, sei lá…? 

Terceiro ponto, e esse é para quem assistiu até o fim [vem spoiler aqui]: o diálogo final defende a tese de que, se você tirar o poder de um ditador, a consequência será, necessariamente, o caos. Digo, gente… Vocês já ouviram falar em democracia? O argumento que Loki parece não conseguir refutar (e isso já plenamente posicionado como o “bonzinho” e “sensato”) é que, ou se tem um indivíduo no controle de tudo – a única pessoa a quem pode ser concedido o livre-arbítrio –, ou não será possível controlar mais nada e o universo (multiverso, no caso) se auto-destruirá, porque as pessoas poderão fazer “o que quiserem”. É claro que, em se tratando de uma saga de aventura e fantasia, a tal ameaça de caos se intensifica por uma coleção de outros hiper-vilões, mas isso não muda o fato de que se propõe, com todas as palavras, que uma ditadura seja a situação mais desejável. Uma que só permite a existência de uma única linha do tempo, à custa de infinitas outras, porque essa é a linha em que existe o próprio ditador. (Duh)  [Fim dos spoilers]

Em suma, para uma série que se propõe a desenvolver um personagem que é notoriamente ambíguo, manipulador, e que passou filmes e filmes oscilando entre o “Bem” e o “Mal”, Loki se mostra imensamente frustrante. Ela agradou e vai continuar agradando, sim, a muitos fãs, mas tenho a impressão de que é mais pelos easter eggs, pelos coadjuvantes carismáticos (praticamente todos roubam a cena de Hiddleston) e pelas portas que abre para o futuro da franquia do que pelo que faz por Loki, em si. 

Uma pena. Como li outro dia numa matéria muito boa, a Marvel tem falhado com seus vilões há tempos, e não foi desta vez que ela fez justiça. Esperemos que, na próxima temporada, já confirmada, a equipe de roteiristas se lembre de quem é o verdadeiro protagonista.

Elize Matsunaga: fascinação pelo grotesco

Nunca entendi direito a febre dos true crimes. Não sou fã de histórias reais e, dentre elas, as que exploram crimes hediondos são as que menos me interessam. Programas pinga-sangue no fim de tarde? Tô fora. Filme do Tarantino sobre o assassinato de Sharon Tate? Pre-gui-ça. Documentários sobre serial killers carismáticos? Crimes mal resolvidos? Traumas para a vida toda? A busca frenética por saber quem matou quem e como, com detalhes? Gente, vocês estão bem…?

É, ninguém está. Apesar disso, resolvi assistir á nova série documental “da Netflix” (produzido por terceiros, pago e aprovado pela Netflix, como todos os seus “originais”), Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Tive dois motivos: um – os tais “terceiros” eram a produtora Boutique Filmes, onde o Gabriel trabalha (o nome dele está nos créditos!), e ele me garantiu que a série era interessante; dois – a direção é da Eliza Capai, de quem eu conhecia o documentário Espero tua (re)volta, sobre os movimentos estudantis que ocuparam escolas públicas em São Paulo uns anos atrás, e com quem eu tinha tido uma conversa muito boa na época, entre uma garfada e outra num restaurante vegetariano. 

A série e o longa de Capai não têm muita semelhança entre si, exceto pelo fato de que ela, novamente, assume uma posição de ouvinte e deixa que outros contem a história. Não há narração pessoal, como nos trabalhos de Petra Costa, por exemplo. Aqui, quem descreve os eventos, comenta e conecta são os repórteres que cobriram o caso quando ele estourou, em 2012; além dos advogados de defesa e acusação; amigos e familiares dos dois lados; e a própria Elize – que pela primeira vez teve direito a uma saída temporária da prisão e concedeu uma longa entrevista à equipe, contando passo-a-passo sua versão da história.

Uma tragédia de elite?

São raras as vezes que um assassino confesso se dispõe a falar desse jeito para o grande público, mais raro ainda uma assassina. Daí o apelo da série. Num momento em que se discute feminicídio, violência doméstica, direitos da mulher e a importância da sua voz, a história de Elize chega como uma exceção particularmente complexa e provocadora. Afinal, entender o que motivou o crime não anula o fato de que ele ocorreu – e incluiu os horrores de um corpo esquartejado. 

Porém, conhecer certos detalhes ajuda a perceber esse caso como algo muito maior do que o desentendimento entre duas pessoas ou a violência unilateral de uma: o que está pintado ali, em cores berrantes, é a tragédia de uma elite branca brasileira tão descolada da realidade que sua própria capacidade de empatizar ou se horrorizar com o outro (humano ou não) já se esvaiu há tempos, no momento em que saiu para caçar um animal pelo mero prazer de caçar, ou começou a colecionar armas de fogo e espalhá-las pela casa simplesmente porque gostava. 

Penso nessa série, na fascinação pelos crimes reais e na narrativa que se constrói sobre Elize e Marcos pela ideia do grotesco. O feio que se emoldura como belo, o baixo que se mistura ao alto, a contradição entre o ideal e o imperfeito que modela nossas vidas e dá origem aos melhores dramas. A vida de Elize é cheia de contrastes: a pobreza e a riqueza; a experiência como garota de programa e o sonho de ter uma família tradicional; a aparência delicada e o crime horripilante. A voz calma e o conteúdo terrível do que diz. 

Mas também é grotesca a vida privada dessas pessoas tão perfeitamente civilizadas: eles tinham uma cobra; um quarto que mais parecia um arsenal terrorista; expunham a cabeça de um veado na sala de estar… A cada informação, o conjunto se torna mais estranho, errado, fascinante. E o público aplaude como num freak show.

Grandes simplificações

A impressão é de que a realidade passou a quilômetros daquele apartamento. E seria difícil imaginar um desfecho menos extremo para uma crise conjugal, quando os dois lados tinham tão fácil acesso a pistolas, rifles e uma submetralhadora “como a de Al Capone”.

Mas aponto para essas esquisitices não para amenizar a culpa de quem, de fato, apertou o gatilho, mas para espalhar essa culpa em infinitos pedacinhos (com o perdão do trocadilho). Pois o que a série faz, com sucesso, é mostrar que o contexto é sempre muito mais complicado do que a imagem que se grava num minuto, e que a ideia que temos de Bem e de Mal são, no fundo, grandes simplificações. 

A obra replica o formato do julgamento e dá voz a todos os lados, reconstruindo a história muito além do momento do crime. Contudo, ela não parece fazer isso para que o público julgue quem está certo ou errado, mas para mostrar que o comportamento humano é esse conjunto caótico de experiências e emoções, que às vezes levam a eventos absurdos.

Nesse caso, não há sequer grandes divergências entre versões. Como não há dúvida sobre quem cometeu o crime, a questão passa a ser algo mais abstrato (e essencialmente irrespondível), como o que ela sentiu ao cometê-lo. É como outro filme que assisti esta semana – um drama holandês chamado “Caráter”, de 1997, que também começa com um assassinato e parte para construir sua história. É curioso como produções tão distintas podem dialogar tanto entre si!

Garantia de arrepios

No fim, cada um vai sentir sua parcela de arrepios com “Era uma vez um crime” – seja pela frieza com que Elize conta sua história, seja pela melodia macabra que acompanha algumas cenas… Ou seja por imaginar o tamanho da pretensão de um homem que veste o manto de salvador enquanto “tira” a mulher de uma vida financeiramente independente para emoldurá-la em casa como um troféu, enquanto avalia outras mulheres feito corridas de Uber num fórum online.

Ou, talvez, como foi o meu caso, os arrepios venham mesmo dos comentários dos vivos e não-encarcerados. Absolutamente cegos às próprias contradições.

Até a Netflix está preocupada com o totalitarismo

Acabei de ver, meio por acaso, o primeiro episódio de uma série documental da Netflix chamada Como se tornar um tirano. Ela deve ter acabado de chegar, já que a data de lançamento é 2021, e não poderia ter vindo em melhor momento. Na verdade, sua existência é quase um mau sinal: se chegamos no ponto em que a cultura pop está discutindo tirania e desenhando didaticamente o que significa ser um tirano (mais didaticamente do que Harry Potter e Star Wars), é porque talvez já seja tarde demais. 

Pessimismo à parte, lembro-me de quando estava na escola, talvez no colegial, e minha professora de História tentava explicar a um bando de alunos incrédulos como a Alemanha nazista tinha se tornado uma realidade. “Que povo cruel!”, julgávamos, do alto de nossos incontestáveis bons-sensos. “Como eles podem ter concordado com isso?”. E a História parecia, naquele momento, apenas uma curiosidade sobre um mundo distante que precisávamos conhecer porque cairia na prova. 

Acho que o filme A Onda foi o primeiro a plantar a dúvida em muitos de nós. “Será que…”, começamos a nos perguntar, preocupados, “Será que somos muito mais manipuláveis do que imaginávamos? Será que aquilo poderia acontecer com qualquer um de nós?!”. 

Ah, a ignorância é uma bênção, né?

Sempre ouvi dizer que a História era cíclica, e até pouco tempo atrás tinha a sensação de que isso só se aplicava ao mundo da moda, que cansava de inovar e colava da geração anterior a cada duas ou três décadas, previsivelmente. Quanto à História real, ela era feita de ciclos enormes – coisa de séculos, que eu não ia ver. Imagine, uma crise de verdade? Ditadura, guerra, assassinatos políticos? Não na minha vez.

Aí, já não era ignorância. Era negação. Meu cérebro tentando se autopreservar durante uma juventude alimentada por George Orwell, Aldous Huxley e Ray Bradbury e professoras desanimadoramente realistas, como aquela. Mas a verdade é que, depois que você aprende a ler os sinais, fica ridiculamente fácil reconhecer um governo potencialmente totalitário, ou tirânico, quando você o vê. E, a julgar pela série da Netflix, não somos apenas nós que estamos olhando para ele.

Como se tornar um tirano tem como alvo todas aquelas pessoas que, como eu e meus colegas no colegial, não acreditam que o nazismo poderia nascer aqui, hoje, e acham exagero quando alguém compara, por exemplo, Bolsonaro a Hitler. De fato, eles não são iguais, e o Brasil de 2021 não é a Alemanha de 1934, mas não se iluda pensando que Hitler era, de alguma forma, especial, ou que sua influência sobre o povo alemão não tem semelhanças com o que está acontecendo aqui e em outros países no mundo, agora. 

Isso pode parecer uma teoria da conspiração, mas é só História. O totalitarismo, como bem notou Hannah Arendt, tem padrões muito claros, e a turma de Adolph ajudou a lapidar alguns deles. É aqui, então, que entra a série. Narrada por Peter Dinklage (experiente em tronos e tiranias) e costurada pelas trajetórias de Hitler, Stálin, Kim Il-Sung, Muammar Khadafi e Idi Amin Dada, ela aproveita o formato portátil dos episódios de meia-hora, com ilustrações dinâmicas e tom de voz despojado, para ensinar ao público quais são esses padrões. Então, sob o disfarce de um “livro de regras” para aconselhar um futuro tirano, a produção vai tentando tornar o espectador mais preparado para reconhecer o perigo e, quem sabe, não se deixar manipular tão facilmente da próxima vez (ou nesta). Bem sabemos que conhecer o problema não é suficiente para impedir que ele aconteça, mas é um bom primeiro passo. 

Se tudo isso está soando abstrato demais, aqui vão alguns dos ingredientes essenciais para a criação de um tirano, segundo esse “livro de regras”:

  1. Megalomania, excesso de autoconfiança ou simples narcisismo delirante: a arte de acreditar que “só você pode salvar o mundo”, como vem ensinando Hollywood há pelo menos meio século (Neo, estou olhando para você)
  1. Um dedo bem apontado para o Outro: uma nação feliz não tem interesse em tiranos, então é importante identificar algo que esteja causando indignação (como uma crise econômica), e depois eleger um Grande Culpado (que nunca será você mesmo, é claro, mas normalmente imigrantes, acadêmicos, artistas, mulheres um pouco mais questionadoras, comunistas, judeus etc). O Partido Nazista, vejam só, ascendeu depois da Queda da Bolsa de 29, o que me faz pensar se a ascensão global da extrema direita nos dias de hoje não pode ser um reflexo da crise de 2008, quando uma série de bancos americanos quebraram em decorrência da bolha imobiliária, afetando mercados do mundo inteiro.
  1. Gente como a gente: nada como uma caneta Bic para mostrar que alguém é simples, né? Pois os maiores ditadores da História sempre se preocuparam em manter uma imagem próxima do povo para que fossem reconhecidos como os “verdadeiros representantes” do país, mesmo que isso só fosse verdade na hora da foto. Afinal, isso não é sobre um partido ou um plano de governo, mas sobre criar um ídolo. 
  1. Publicidade é tudo: Goebbels sabia disso. Hoje em dia, talvez a publicidade clássica, baseada na repetição infinita de uma imagem e uma ideia, tenha sido substituída pelo investimento na desinformação – com mil fontes dizendo coisas diferentes, quem é que vai acreditar nos jornais quando eles apontarem os erros do governo?
  1. Esquadrão de minions: pra quem não sabe, o termo “minion”, usado na animação “Meu malvado favorito”, significa algo como “capanga”, ou “seguidor fiel” de alguém poderoso, frequentemente um vilão. Como explica Dinklage (e a História), qualquer pessoa que pretenda aplicar um golpe de governo e se manter ali, numa posição de poder absoluto, precisa se cercar de aliados extremamente fiéis, capazes de fechar os olhos para tudo o que ocorrer de absurdo ou desumano (como campos de concentração nazistas), por lealdade à sua imagem.

E isso foi só o primeiro episódio. Deu até um medinho, né? 

Estreias do fim de semana – 09/07 a 11/07

Ainda não decidiu o que assistir neste feriado? Aqui vão sete sugestões de filmes e séries que acabaram de chegar às principais plataformas de streamings:

Viúva Negra | Disney Plus (Premier Access) + Cinemas

O filme-solo da heroína mais importante do Universo Cinematográfico Marvel demorou, mas finalmente chegou aos cinemas e ao Disney Plus, via Premier Access. Em “Viúva Negra”, Scarlett Johansson retorna ao papel de Natasha Romanoff, numa história que se passa após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, enquanto os Vingadores estão separados. No filme, conhecemos melhor o lado espiã da personagem, que divide a tela com novas figuras interpretadas por Florence Pugh, David Harbor e Rachel Weisz.

Elize Matsunaga: Era uma vez um crime | Netflix

Gosta de um “true crime”? Então a Netflix tem uma nova série para você maratonar: “Elize Matsunaga: Era uma vez um crime”. O documentário em quatro episódios relembra o caso do assassinato de Marcos Matsunaga por sua esposa, Elize, em 2012, e, pela primeira vez, ela tem a chance de contar o seu lado da história. O filme é dirigido por Eliza Capai, do excelente “Espero tua (re)volta”.

Maurice | Belas Artes à la Carte

Especialista em clássicos, o Belas Artes à la Carte traz nesta semana o romance “Maurice”, com Hugh Grant e James Wilby. O longa é dirigido por James Ivory, que foi roteirista de “Me chame pelo seu nome” e comandou diversos filmes de época. Ele adapta um romance de E.M. Foster sobre um jovem britânico rejeitado pelo homem que ama em meio à conservadora sociedade eduardiana, no século XIX.

Simpatia pelo diabo | Reserva Imovision

Já o Reserva Imovision traz como destaque o drama “Simpatia pelo diabo”, um filme de 2019 inspirado numa história real sobre um jornalista francês absolutamente destemido e idealista que cobre o cerco de Sarajevo durante a Guerra da Bósnia. 

O Rebanho | Telecine

No Telecine, a novidade é o suspense “O Rebanho”, que parece uma combinação de “A Bruxa” e “O Conto da Aia”, com um quê de “A Vila”. O filme acompanha uma jovem que cresce dentro de uma comunidade isolada, formada por um homem e muitas mulheres: ali, ele é adorado como uma espécie de salvador, e todas elas são suas esposas ou filhas, vivendo sob regras rígidas e opressivas. É uma receita para o desastre.

Mr. X | MyFrenchFilmFestival

Em homenagem ao Festival de Cannes, que começou na última terça-feira, o MyFrenchFilmFestival está disponibilizando uma seleção de filmes de língua francesa que já passaram pelas edições mais recentes do evento – tudo de graça e online. A programação também traz o documentário Mr. X, ou Mr. Leos Carax, sobre o misterioso e cultuado diretor de “Holy Motors”, que abriu o festival deste ano com seu novo filme “Annette”.

Ascensão | Cinema #EmCasaComSesc

Quem também traz uma programação temática é o Sesc Digital, que, a partir do dia 9 de julho, exibirá quatro filmes dirigidos por cineastas soviéticas, um por semana. O primeiro é “Ascensão”, de Larissa Chepitko, que ganhou o Urso de Ouro em 77 com a história de dois partisans soviéticos capturados por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Gostou? Veja o calendário completo das estreias de julho aqui.

Solos – antologia sci-fi explora a estética do isolamento em coleção de autorretratos

Qual seria o formato dramático mais óbvio para um cenário de isolamento e distanciamento social? Na minha cabeça, o monólogo. Apesar disso, não vimos uma explosão de produções pandêmicas estreladas por um único ator ou atriz – no máximo, observamos tentativas de replicar a realidade mostrando personagens comunicando-se através de telas, como nós. Doentes, como nós. E tivemos algumas experiências interessantes com elencos reduzidos, como o romance Malcolm & Marie, além das muitas experiências com apocalipses (que justificam o uso de máscaras em cena). Mas monólogos? Nem tanto.

Foi em parte por isso que me interessei pela nova série original da Amazon, Solos. Com sete episódios de 30 minutos cada, ela traz histórias vagamente interligadas sobre personagens que, por um motivo ou por outro, precisam se reconectar com as próprias memórias e revisitar suas escolhas e perspectivas sobre o mundo. São autorretratos, praticamente, como sessões de terapia, porém ancoradas num futuro tecnologicamente mais avançado. Alguns com diálogos, outros mais puramente monológicos, todos fechados em ambientes únicos. Replicando a situação contemporânea bem mais na forma do que no conteúdo – exceto por uma das histórias, que menciona mais abertamente uma pandemia.

O outro atrativo, que pode ser simultaneamente bom e ruim, é o elenco quase excessivamente estelar: Anne Hathaway, Anthony Mackie, Helen Mirren, Uzo Aduba, Constance Wu, Nicole Beharie, Dan Stevens e Morgan Freeman. Desses, apenas Stevens e Freeman contracenam, enquanto os demais respondem a Inteligências Artificiais, vozes no telefone, crianças, ou… Bem, a eles mesmos. 

O casting extremo faz sentido: é preciso ser muito bom para encarar sozinho textos como o do episódio 5 (com Wu), e o público precisa simpatizar com você o suficiente para se dispor a assisti-lo durante meia-hora, às vezes multiplicado (como Mackie). Por outro lado, acho que minha favorita foi a ainda desconhecida (por mim, que não vi Orange is the new black) Uzo Aduba, que encarna a paranoia em pessoa enquanto conversa com uma IA que tenta convencê-la a sair de casa, 20 anos após o início do isolamento coletivo por uma doença que pode ou não ter acabado. 

Também me sensibilizei com a sempre maravilhosa Helen Mirren, aqui embarcando numa viagem para o espaço enquanto relembra sua infância e juventude. Sua história é triste, mas ela a conta de um jeito doce – até parece uma menina. E os episódios seguem assim, bem diferentes uns dos outros, mas ligados por uma ideia, uma mensagem: a de que é preciso reconhecer a vida enquanto se está vivendo, pois o tempo não volta atrás. 

É uma mensagem bem mais amarga do que eu esperaria de uma produção tão hollywoodiana, ainda mais uma que parece querer ser seu livro de autoajuda em meio a (ou no fim de) uma pandemia… Mas, pensando bem, por que não? No fim das contas, o que aquele mix de monólogos tenta mostrar é que o que há de humano em todo mundo – as inseguranças, as futilidades, as desconfianças, as brincadeiras, as paixonites, as amizades, os medos, as escolhas ruins, a busca por conforto, o conflito entre a autopreservação e o desejo de contato com o outro – há em todo mundo e em todos os tempos. E a gente pode esquecer que ainda existe humanidade quando coisas tão horríveis quanto a negação da ciência e da História, a recusa das vacinas, a derrubada de florestas, o assassinato de jovens negros, a celebração pública de uma execução pela polícia, passam a fazer parte do dia-a-dia.

Solos é uma criação de David Weil (que escreveu um episódio da nova Twilight Zone e comandou a série Hunters, também da Amazon), com alguns episódios dirigidos por Sam Taylor-Johnson (O garoto de Liverpool, Cinquenta tons de cinza), Zach Braff (Despedida em grande estilo) e Tiffany Johnson (Girls room). Já os roteiros são assinados pelo próprio Weil, com a participação de Stacey Osei-Kuffour (Watchmen), Bekka Bowling (mais experiente como atriz, mas que traz claramente um humor sombrio ao episódio em que participa) e Tori Sampson (sem outros créditos por enquanto, mas fiquemos de olho).

Uma pedida rápida, nem tão pesada, mas nem tão feel good quanto as cores vibrantes e a presença de Morgan Freeman fazem parecer. Dê uma chance: aposto que pelo menos um dos episódios vai te provocar.

Estreias do fim de semana (25/06 a 27/06)

MANHÃS DE SETEMBRO | Amazon Prime Video

Com cinco episódios curtinhos, a nova série brasileira traz a cantora e atriz Liniker no papel de Cassandra, uma mulher que finalmente está se aproximando do sucesso que sempre sonhou na música, até descobrir que tem um filho, de um antigo relacionamento com outra mulher (Karine Telles).


SOLOS | Amazon Prime Video

Inspirada no isolamento deste último ano de pandemia, a antologia traz sete partes, cada uma explorando a vida isolada de um ou dois personagens – todos em histórias fantásticas ou com algum elemento estranho. No elenco, estão Morgan Freeman, Anne Hathaway, Helen Mirren,  Uzo Aduba, Nicole Beharie, Anthony Mackie, Dan Stevens e Constance Wu. 


Os melhores anos de uma vida | Nos cinemas

O diretor francês Claude Lelouch retorna à história de Jean-louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) e Anne Gauthier (Anouk Aimée), que explorou nos filmes “Um homem, uma mulher”, de 1966, e “1986, um homem, uma mulher”, de vinte anos depois. Agora, o casal se reencontra depois de 50 anos do início de um romance que nunca decolou e relembra aqueles tempos de juventude e amor.


Noites de Alface | Nos cinemas

Com Marieta Severo e Everaldo Pontes, o filme acompanha a rotina pacata de um casal que vive numa cidadezinha sem novidades – isso, até que o carteiro desaparece. Intrigado, o marido, que sofre de insônia, passa a ocupar as madrugadas com o mistério, ora observando a janela, ora lendo um livro de suspense, tudo regado a muito chá de alface.


As pequenas margaridas | Cinema #EmCasaComSesc

No quase proibido longa tcheco de 1966, (não tão longo, de apenas 73 minutos), Vera Chytilová comanda a história de duas adolescentes de mesmo nome que, percebendo que o mundo é injusto e corrompido, embarcam numa rotina autodestrutiva de excessos e brincadeiras maliciosas. Disponível gratuitamente por 30 dias na plataforma digital do Sesc.


Caramelo | Cinema #EmCasaComSesc

Da talentosíssima diretora libanesa de “Cafarnaum”, Nadine Labaki, “Caramelo” (2007) faz um retrato feminino e bem-humorado de Beirute, pelo olhar de cinco mulheres que se encontram regularmente num salão de beleza. Amores não-correspondidos, proibidos, problemas familiares, reflexões sobre beleza, idade, sexo, maternidade – tudo se desenrola em meio a tesouras, esmaltes e cremes depilatórios. Disponível gratuitamente por 30 dias na plataforma digital do Sesc.


O que eu mais desejo | Reserva Imovision

Nesta semana, entram para o catálogo do Reserva SETE filmes do diretor japonês Hirokazu Koreeda (um dos meus favoritos na vida). Entre eles, está o drama de 2011 “O que eu mais desejo” – um filme com um olhar infantil e lúdico sobre a separação. Nele, dois irmãos ouvem um boato de que o cruzamento entre dois trens-bala, que irá acontecer em breve, poderá realizar um desejo, e decidem embarcar nessa aventura na tentativa de reunir os pais.


Fogo e paixão | Belas Artes à la Carte

“Experimental” é a palavra para descrever o longa brasileiro de 1989, dirigido pelos arquitetos  Isay Weinfeld e Marcio Kogan. Guiados pela estética das construções e pelo surrealismo das cenas, eles narram a história de duas jovens (Mira Haar e Cristina Muratelli) que participam de uma excursão por uma cidade turística não nomeada (que os espectadores reconhecerão como sendo São Paulo), e se envolvem com um nobre e outros personagens inesperados. Com Fernanda Montenegro, Rita Lee, Nair Belo, Fernanda Torres, Regina Casé, Paulo Autran e outros.


Amor por direito | Looke

Elliot Page e Julianne Moore interpretam um casal neste drama de 2015 sobre uma policial que é diagnosticada com uma doença terminal. Antes que seu tempo acabe, ela decide lutar para que sua parceira receba os benefícios da pensão, garantida pela polícia aos cônjuges. Porém, as autoridades relutam em reconhecer o relacionamento das duas.


Love Sonia | Aluguel digital

O drama indiano, que entra nas plataformas Now, Looke, Vivo Play, Google Play, Microsoft e ITunes, acompanha uma jovem que decide procurar sua irmã, vendida pelo pai para pagar dívidas, e acaba envolvida, ela mesma, numa rede de comércio sexual. Com Demi Moore e Freida Pinto.


UCRÂNIA NÃO É UM BORDEL | Filme Filme

O documentário australiano dirigido por Kitty Green faz um retrato aproximado do grupo feminista ucraniano Femen, que luta pelos direitos das mulheres desde 2008 usando os próprios corpos, nus e pintados com mensagens de libertação – um método de protesto que já lhes rendeu reações violentas e opressivas, mas também ganhou a atenção da imprensa internacional.

Estreias do fim de semana (11-13/06)

Procurando o que assistir no fim de semana, sem sair de casa? Então dê uma olhada nesta lista incrível: entre as estreias nos diversos serviços de streaming, temos Tom Hanks e Ridley Scott no início de carreira, uma série amada pelo público retornando para a segunda temporada, filmes de figurões como Almodóvar e Xavier Dolan, o fenômeno indie “First Cow” e muito mais:


LUPIN (Parte 2) | Netflix

A segunda parte da série francesa chega para matar a curiosidade dos fãs. Omar Sy interpreta um homem que se inspira no ladrão da literatura Arsène Lupin (o “Ladrão de casaca”) para realizar roubos e trapaças elaborados, mas, por trás de todo esse espetáculo, ele tem uma questão importante e pessoal para resolver.


LABIRINTO DE EMOÇÕES | NetMovies

Prepare-se para ver Tom Hanks bem novinho no segundo longa-metragem da carreira, que estreia agora no NetMovies (de graça, com anúncios). O filme traz um grupo de amigos que decidem jogar uma partida de RPG dentro de uma caverna lendária, e mergulham de cabeça na fantasia.


DOR E GLÓRIA | Amazon Prime Video

O longa mais recente de Pedro Almodóvar, lançado em 2019, chega à Amazon Prime Video no dia 12. Antonio Banderas, seu parceiro habitual, interpreta uma espécie de alter-ego do diretor nesta história sobre um cineasta que reflete sobre as escolhas e caminhos que tomou na vida.


A LENDA | Belas Artes à la Carte

Clássico cult de 1985, escrito por  William Hjotsberg e dirigido por Ridley Scott, “A Lenda” traz Tom Cruise numa fábula de terror e fantasia envolvendo um unicórnio, uma donzela e um demônio que quer transformar o mundo em trevas.


LUA DE JÚPITER | Reserva Imovision

Do mesmo diretor de “Pieces of a Woman”, Kornel Mundruczó, “Lua de Júpiter” adora um tom mais poético para falar sobre um refugiado sírio que tenta entrar na Hungria, junto com seu pai e outros conterrâneos. 


O OUTRO LADO DA ESPERANÇA | Reserva Imovision

Ainda no tema da imigração, o longa de Aki Kaurismäki acompanha o dono de um restaurante finlandês que se aproxima de um grupo de refugiados recém-chegados, num misto de drama e comédia. O filme ganhou o Urso de Prata no festival de Berlim em 2017.


SHIVA BABY | Mubi

O longa de estreia de Emma Seligman acompanha, com humor e sarcasmo, uma estudante universitária judia e bissexual durante um único dia, quando ela precisa encarar as obrigações sociais de um funeral. 


MOMMY | Cinema #EmCasaComSesc

Vencedor do prêmio do júri em Cannes e do prêmio de melhor filme estrangeiro no César, o canadense “Mommy”, de Xavier Dolan, é um soco delicado no estômago. Os protagonistas são um adolescente agressivo e obsessivo e sua mãe solteira, com quem tem uma relação complicada.


UM POMBO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA | Cinema #EmCasaComSesc

Inesquecível ao menos pelo título peculiar, o longa de Roy Andersson foi o vencedor do Leão de Ouro em 2014 e conta uma série de histórias vagamente conectadas por um par de vendedores, que percorrem diferentes ambientes revelando o absurdo da condição humana num misto de realidade e fantasia.


O VERÃO DE SANGAILE | Filme Filme

Neste romance lituânio que representou o país no Oscar de 2016, uma jovem fascinada por aviões conhece uma garota de sua idade durante uma apresentação de acrobacias aéreas, e as duas se aproximam pouco a pouco. O filme se destaca pelas composições visuais da diretora Alante Kavaite.


FIRST COW | Aluguel Itunes, Google Play e Now

Pequeno fenômeno de crítica, “First Cow” é um longa de Kelly Reichardt de 2019, indicado ao Urso de Ouro e ao Independent Spirit Awards. No centro, está um cozinheiro que viaja para o Oeste americano em 1820 e se une a um grupo de comerciantes de pele, até conhecer um imigrante chinês com quem decide abrir um negócio gastronômico.


O SEQUESTRO DE DANIEL RYE| Aluguel Itunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky

O filme, que é uma coprodução entre Dinamarca, Noruega e Suécia, conta a história real de um fotógrafo dinamarquês capturado pelo grupo ISIS durante um trabalho na Síria, em 2013, e mantido refém por 398 dias.