Quando Han Solo ganhou seu próprio filme

Como os tempos mudam, não é? O novo filme da franquia “Star Wars” estreou já faz mais de uma semana e só agora me mobilizei para vê-lo – e, honestamente, foi só porque não tinha “Tully” no horário que eu queria. Se fosse três anos atrás, eu estaria respirando o ar poeirento de Tatooine e vibrando a cada menção da Millenium Falcon muito antes de as luzes se apagarem.

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Rogue One: Uma História Star Wars

Faz apenas um ano, mas eu já tinha me esquecido de como era assistir a um “Star Wars” na tela grande do cinema. A trilha musical épica, as estrelinhas falsas sobre o fundo preto, a nave gigantesca que de repente se projeta diante de você… Só faltou o letreiro amarelo, se afastando horizontalmente como um longo pergaminho. “Rogue One: Uma História Star Wars” não o tem, mas não demora para entendermos por quê.


O filme que estreia nesta quinta (15), o primeiro spin-off da franquia, é um “Star Wars”, mas não é. É parte daquele universo, com certeza, e sua história amarra com maestria os pontos da saga que tão bem conhecemos, mas sua natureza é diferente em muitos sentidos. “Rogue One” é um filme de guerra, é um filme de ação, e, definitivamente, não é um filme de personagens. Mas é um filme com alma.

Explico: o longa, que preenche a lacuna entre os Episódios III e IV, tem a função de mostrar ao público como o projeto da primeira Estrela da Morte foi roubado de Darth Vader e entregue à princesa Leia, desencadeando toda a aventura que vemos em “Uma Nova Esperança”. Assim, o foco principal é a missão, é o passo-a-passo de como um grupo de rebeldes conseguiu invadir a base imperial e cumprir seu objetivo – não a história pessoal de uma família perdida, de amigos fiéis ou jovens em conflito, mas uma história de guerra.

Não que “Rogue One” não tenha personagens com problemas pessoais e relações complexas, mas esse, simplesmente, não é o foco. Quem comanda o grupo é Jyn Erso (Felicity Jones), uma jovem fora-da-lei criada por um rebelde radical que se separou do pai quando criança. Ele, contra sua vontade, foi trabalhar para o Império como engenheiro-chefe de uma nova arma (a Estrela da Morte) e nunca mais voltou. Agora, a notícia de que existe uma arma capaz de destruir planetas chegou à Aliança e Jyn é convocada por seus líderes (incluindo os veteranos Mon Mothma e Bail Organa, pai adotivo de Leia) para ajudar numa missão de resgate ao seu pai.

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Estabelecido esse pontapé inicial, é hora de partir para a ação. E você nunca viu tanta ação num filme da franquia Star Wars quanto aqui: são tiros para todos os lados, explosões, lutas com bastões e espadas, destruição de naves, cidades e planetas, tudo isso sem muito tempo para respirar. Diferente dos outros episódios, este spin-off se rebela até mesmo na forma. Nada de conversas descontraídas no bar, noites de descanso antes da batalha, manobras mirabolantes ou personagens engraçadinhos para quebrar o gelo. Há, sim, momentos de humor e há, sim, um droide adorável (espere até conhecer o K-2SO!), mas o tom é muito mais tenso e impaciente.

Apesar das diferenças, “Rogue One” ainda é um “Star Wars” e, como tal, tem todo o fan service que o público espera. Darth Vader está lá, mais bad ass do que nunca; a trilha de John Williams está lá, levemente modificada; eventos da trilogia original são mencionados e outros personagens queridos são pincelados como easter eggs. Uma das referências é, inclusive, bastante bizarra. O Grand Moff Tarkin, comandante da Estrela da Morte que aparece em “Uma Nova Esperança”, tem um papel central aqui. O problema é que o ator, Peter Cushing, morreu em 1994 e teve seu rosto recriado digitalmente para o papel. Bem feito, mas um tanto sinistro.

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Diferente na forma e familiar no conteúdo, o filme vai se desenrolando aos poucos, mas não se define realmente até os 10 minutos finais – mas são os 10 minutos que farão seu ingresso valer a pena. Você provavelmente vai ficar sem fôlego e aplaudir o filme ao subir dos créditos, como fizeram dezenas de críticos na sessão de imprensa. “Eles realmente fizeram isso?”, você vai pensar. Sim, fizeram.

Antes desse gran finale, “Rogue One” era um bom filme com algumas soluções convencionais de roteiro, boas sequências de ação e curiosidades para fãs, mas seria esquecido em pouco tempo. Depois dele, absolutamente tudo ganha um novo sentido, mais poderoso e relevante. A guerra, finalmente, é real.

Rogue One: Uma História Star Wars” chega aos cinemas no dia 15 de dezembro.

Fala, Cinéfilo! #11 – A Bela e A Fera, Warcraft e Truque de Mestre 2

No Fala, Cinéfilo! #11, comentamos o primeiro teaser do longa “A Bela e A Fera”, falamos sobre o acordo de exclusividade entre a Netflix e a Disney, sobre os problemas que “Rogue One” está enfrentando e sobre a sequência de “Mary Poppins”, que vem por aí. Entre as estreias, destaques para “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” e “Truque de Mestre – O 2º Ato”. Indicamos, ainda, dois eventos sobre cinema que acontecem em junho: o Festival Varilux de Cinema Francês e o Iniciativa Crossover.

Dica do público de hoje: “Filhos da Esperança” (Alfonso Cuarón, 2006)
Tema para o próximo programa: Animação

Links:
Trailer “A Bela e A Fera” (novo e antigo comparados): https://goo.gl/DSa8KH
Crítica “Warcraft”: http://goo.gl/W612BI
Crítica “Truque de Mestre – O 2º Ato”: https://goo.gl/vyrYav
Festival Varilux: http://variluxcinefrances.com.br
Iniciativa Crossover: https://iniciativacrossover.com.br

Fala, Cinéfilo! #01 – Oscar 2016, Snoopy, Creed e Reza a Lenda


Está no ar a primeira edição do Fala, Cinéfilo!!
Hoje, comentamos as indicações ao Oscar 2016 e destacamos cinco filmes em cartaz. “Carol”, “Creed – Nascido Para Lutar” e “Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme” estrearam no dia 14/01, enquanto “Joy” e “Reza a Lenda” estreiam no dia 21/01.
Se você quiser saber mais sobre os filmes comentados no programa, confira minhas críticas! Links abaixo:

O Regresso: http://bit.ly/1SmQ8x5
Mad Max: Estrada da Fúria: http://bit.ly/1e1muvY
Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força: http://bit.ly/1OwzPaq
Divertida Mente: http://bit.ly/1FBWP9q
Carol: http://bit.ly/1OdzdZJ
Creed: http://bit.ly/1N9awJX
Apostas para o Oscar 2016: http://bit.ly/1ZnfbiF
Veja a lista completa de indicados ao Oscar 2016: http://bit.ly/1Zs4UBF

Crítica: “Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força” honra o legado da série sem se prender ao passado

Como muitos fãs de Star Wars, fui assistir ao Episódio VII com medo. Medo de esperar demais e quebrar a cara, de descobrir que tudo não passara de uma grande piada de mau gosto. Afinal, a Disney prometera nos levar de volta “para casa” depois de tantos anos (10 desde o último filme, 38 desde o primeiro), mas qualquer deslize poderia trazer a sensação de estar entrando na casa errada, com os móveis ligeiramente fora do lugar e um cheiro de mofo no ar. É com alívio e certa euforia que informo que meu medo foi infundado.

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Star Wars: O Despertar da Força” é exatamente o impulso do qual a franquia precisava para renascer nos cinemas, tanto para a antiga quanto para uma nova audiência. Não é preciso ter assistido aos seis episódios canônicos para acompanhar a história, mas quem assistiu se sentirá abraçado, como se reencontrasse um velho amigo. Os personagens da trilogia clássica retornam, imponentes, mas dividem a tela com novos rostos, tão interessantes e complexos quanto aqueles. Ao contrário do que se poderia recear, não há uma sensação de nostalgia, mas sim de continuidade, com uma nova saga florescendo no velho universo.

A trama se passa trinta anos após os eventos de “O Retorno de Jedi”. Com a morte de Darth Vader, a Força, os Sith os Jedi se tornaram lendas urbanas e a República pôde se expandir, enquanto um remanescente do Império – chamado agora de Primeira Ordem – tenta voltar ao poder, liderado por Kylo Ren (Adam Driver) e pelo misterioso líder supremo Snoke (Andy Serkis).

Um dos protagonistas, curiosamente, vem desse lado. Finn (John Boyega), cujo nome, na verdade, é FN-2187, é um Stormtrooper que não se identifica com a Ordem e decide fugir. Ele não é um clone, como outros troopers, mas faz parte de uma divisão formada por crianças tiradas de suas famílias e treinadas desde cedo.

Quem também não conheceu os pais é Rey (Daisy Ridley), uma catadora de sucata de Jakku que foi abandonada quando criança e espera até hoje pela volta da família. Forte, habilidosa e inteligente (sem contar independente), ela é a super-heroína que faltava nos cinemas, com direito a um bom desenvolvimento durante o filme. Tanto ela quanto Finn são trazidos à aventura por BB-8, um droide (adorável) que carrega uma mensagem importante para a Resistência – bem como R2-D2 fizera no Episódio IV.

Muitos fãs têm comentado que “O Despertar da Força” funciona mais como um reboot de “Uma Nova Esperança” do que como uma sequência, mas não é bem assim. Apesar de trazer semelhanças com a trilogia original, especialmente no roteiro, o filme não existiria sem aquele passado, que paira como um fantasma sobre a frágil tranquilidade daqueles planetas.

O novo vilão (Kylo Ren, não Snoke) faz jus à tradição de antagonistas fortes da franquia, sendo uma criatura extremamente cruel e poderosa, mas ainda em formação. Já os heróis, são divertidos e cativantes como foram Luke, Leia e Han em seu tempo, sem parecerem imitações deles.

Alguns personagens têm espaço limitado no filme, mas prometem crescer no futuro, expandindo o universo de forma coerente como promete a Disney (a partir de agora, afinal, será lançado um filme por ano, incluindo spin-offs). Para quem se pergunta se J.J. Abrams aproveitou alguma coisa do antigo universo expandido, pode-se dizer que sim – mas apenas ideias soltas, reformuladas sob novos nomes e contextos.

“O Despertar da Força” não escapa de pequenas falhas, como soluções mágicas e diálogos previsíveis, mas os erros são muito poucos comparados aos acertos. O espírito épico – característica mais importante da série – está 100% ali, fazendo desta uma experiência tão divertida quanto as anteriores (ou até mais). Para os fãs, é uma prova de que a Walt Disney está compromissada com o projeto e com o público. Para quem ainda não conhecia, é uma porta de entrada que formará novos apaixonados. Que venham mais episódios.

Texto publicado originalmente no Guia da Semana.

Resumão#14 – Especial Star Wars: Ep. VII – O Despertar da Força

Aviso: este vídeo CONTÉM SPOILERS e é recomendado para quem JÁ ASSISTIU AO FILME.

O último Resumão de 2015 está mais do que especial! Recebemos o Doktor Bruce, do portal Freakpop, para destrinchar o maior lançamento do ano, “Star Wars: Ep. VII – O Despertar da Força”. Falamos sobre os novos personagens, as referências clássicas e analisamos as grandes surpresas do filme, como fãs e como críticos. Será que este é mesmo o melhor episódio da franquia até agora?

Se você já assistiu ao filme e não consegue pensar em outra coisa, deixe seu comentário e participe da discussão! Queremos saber sua opinião!

 

Confira nossas críticas do filme:

Juliana Varella (Guia da Semana): http://goo.gl/JHUq4Q

Doktor Bruce (Freakpop): http://goo.gl/d4Lz0n

Resumão#13 – As Tartarugas Ninja, X-Men e vampiros cult


Chegamos ao Resumão#13 com uma seleção de trailers que bombaram na semana. Tem sequências de “O Tigre E O Dragão”, “As Tartarugas Ninja” e “X-Men” e ainda uma nova versão de “Tarzan” em live action, além de um aviso imperdível: no dia 15, sai o primeiro trailer de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”.

Entre as notícias, saiba o que vem por aí para os fãs de “Jogos Vorazes”, quem foi indicado ao Globo de Ouro 2016 e quem J.J. Abrams gostaria de ver dirigindo um filme de Star Wars. Entre as estreias, as dicas são “Pegando Fogo” (10/12) e “Garota Sombria Caminha Pela Noite” (17/12). Na semana que vem, o Resumão será especial sobre “Star Wars: O Despertar da Força”.

 

Trailers:

Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny: https://goo.gl/fy5nXe

As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras: https://goo.gl/jb7WPX

X-Men: Apocalipse: https://goo.gl/646lTP

A Lenda de Tarzan: https://goo.gl/j48TBb

 

Críticas:

Pegando Fogo: http://goo.gl/Yil1SJ

Garota Sombria Caminha Pela Noite: http://goo.gl/WZ9R9j

Resumão#12 – Especial CCXP (Parte 3)

Nesta semana, o Resumão vai à Comic Con Experience – maior evento de cultura pop/nerd da América Latina. De quinta a domingo, traremos vídeos diários para mostrar tudo o que rolou na feira e garantir que você não perca um detalhe!

No sábado, o destaque ficou por conta da programação da Disney, que apresentou as animações “O Bom Dinossauro” e “Zootopia” e trouxe grandes nomes para falar sobre “Capitão América: Guerra Civil” e “Star Wars: O Despertar da Força”.

Resumão#11 – Capitão América: Guerra Civil, Star Wars e Zoolander

No Resumão#11, comentamos o primeiro trailer de “Capitão América: Guerra Civil”, conhecemos a animação “Zootopia” e o romance natalino “Carol”. Entre as notícias, saiba quais são os próximos planos de Jennifer Lawrence e descubra com quem Quentin Tarantino quer trabalhar. Aprenda também a fugir de spoilers de “Star Wars” e entenda por que “Zoolander 2” é o filme mais polêmico do momento.

Trailers:
Capitão América: Guerra Civil – https://goo.gl/LVyz2b
Zootopia – https://goo.gl/Q79fQq
Carol – https://goo.gl/4JVWN7
Zoolander – https://goo.gl/iA1yTd

Bloqueador de spoilers de Star Wars para Google Chrome: https://goo.gl/JWbm1m

Crítica de “A Visita”: http://goo.gl/QHWSVZ

Resumão#06 – Star Wars, Mostra, Adele e Sicario

No Resumão#06, comentamos as novidades de Star Wars: O Despertar da Força, lembramos o Back to The Future Day, damos as boas-vindas à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e conhecemos o novo clipe da Adele. Entre as estreias, destaque para “Sicario: Terra de Ninguém”, “Ponte dos Espiões” e “Goosebumps: Monstros e Arrepios”. Para fechar, uma nova tendência chega ao mercado de filmes.

Links:
Trailer Star Wars: Ep. VII – O Despertar da Forçahttps://www.youtube.com/watch?v=sGbxmsDFVnE&sns=fb

15 Filmes imperdíveis da Mostra: http://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/15-filmes-imperdiveis-da-mostra-internacional-de-cinema-2015

Dicas da Mostra (atualizadas durante o festival): http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/dossie-da-mostra-internacional-de-cinema-2015

Clipe de “Hello”, da Adelehttps://www.youtube.com/watch?v=YQHsXMglC9A

Críticas:
Sicario: Terra de Ninguémhttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-inquietante-sicario-traca-um-retrato-complexo-das-relacoes-entre-trafico-policia-e-lei

Goosebumps: Monstros e Arrepioshttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-goosebumps-monstros-e-arrepios-e-diversao-a-moda-antiga-para-criancas-e-adultos

Ponte dos Espiõeshttp://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/critica-spielberg-e-tom-hanks-fazem-de-ponte-dos-espioes-um-filme-leve-sobre-a-guerra-fria

Análise (Youtube Red, DisneyLife e afins): http://www.guiadasemana.com.br/cinema/noticia/como-a-netflix-esta-obrigando-os-cinemas-a-se-reinventarem